fev 3, 2016
admin

Justiça do Rio proíbe venda e divulgação de ‘Minha luta’, livro de Hitler, e manda apreender exemplares.

“Trata-se de decisão inócua, pois o livro de Hitler pode ser baixado grátis pela internet, em vários idiomas, inclusive português.  No nosso caso, vamos esperar a citação e recorrer, porque a Constituição Federal nos garante o direito da livre expressão.  Acredito que o próprio juiz poderá rever sua decisão, ao verificar e confirmar que nossa edição, crítica e comentada, presta um serviço à humanidade, pois desmente, refuta e condena as ideias de Hitler.” – Luiz Fernando Emediato – Publisher da Geração Editorial

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A Justiça do Rio proibiu a exposição, a venda e a divulgação de “Minha luta”, livro de Adolf Hitler, e determinou ainda a apreensão de exemplares da obra. A decisão é do juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal da Capital. Quem descumprir a determinação judicial terá que pagar multa de R$ 5 mil por cada exemplar divulgado ou vendido. O responsável pode até mesmo ser preso em flagrante.

Segundo a decisão do juiz, do último dia 2, há “urgência em evitar a disseminação do livro com ideias contrárias aos direitos humanos, que é fundamento e objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. O magistrado determina ainda que a medida deve ser cumprida em caráter urgente: “Cumpra-se, com urgência, mediante Oficial de Justiça de plantão, dada a relevância da causa, devendo um dos exemplares apreendidos ser apresentado ao Juízo para que seja apensado aos autos”.

Alberto Salomão ainda fixou um prazo de cinco dias para que os responsáveis por editoras e livrarias – ou seus representantes legais – apresentem resposta.

Entenda o caso

A polêmica obra de Hitler ficou fora das prateleiras durante sete décadas e caiu em domínio público no dia 1º de janeiro deste ano. As editoras Centauro e Geração Editorial, ambas de São Paulo, decidiram reeditá-la – esta última numa edição comentada. Já a Livraria Saraiva comercializa uma edição digital do livro em seu site. Na semana passada, o procurador do Estado Rio, Marfan Martins Vieira, determinou que os responsáveis pelas editoras e a livraria fossem investigados por racismo pela 1ª Promotoria de Investigação Penal.

A notícia crime sobre a reedição e a comercialização da obra foi enviada a Marfan pelos advogados Ary Bergher, Raphael Mattos e João Bernardo Kappen. Na ação, eles anexaram uma nota de compra do livro na Saraiva e destacaram a prática de “racismo por parte de dirigentes de Saraiva, Centauro e Geração Editorial, consistindo na divulgação e venda efetiva ou iminente, no Brasil, do livro ‘Minha luta’”.

“O livro escrito por Hitler é um incentivo ao extermínio de seres humanos, das minorias – judeus, ciganos negros, homossexuais – e por isso sua publicação, edição e comercialização vem sendo proibida ao longo dos anos. As ideias nazistas apresentadas por Hitler em seu livro falam de uma ‘raça humana ariana’ superior a toda as outras e única merecedora da sobrevivência. Um claro incentivo, portanto, ao extermínio dos que não são considerados pertencentes à linhagem ariana”, escreveram os advogados.

Logo depois, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal emitiu um despacho pedindo a busca e apreensão de exemplares de “Minha luta” da livraria Saraiva, localizada na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio. O promotor Alexandre Themístocles Vasconcelos ainda pediu o recolhimento do livro nas sedes das editoras Centauro e Geração Editorial. Também foi solicitada a proibição de comercialização da obra pelas livrarias Travessa e Argumento, que estariam prestes a colocar o produto à venda.

O que dizem as editoras

Procurada pelo EXTRA, Fernanda Emediato, sócia-proprietária da Geração Editorial, diz que ainda não foi oficialmente comunicada a respeito da decisão judicial:

- Ninguém nunca ligou para falar com a gente. Ficamos sabendo de tudo por meio da imprensa. A produção continua e já acionamos nosso departamento jurídico.

Segundo ela, a previsão de lançamento da obra é em março deste ano.

Já Adalmir Caparros, da Centauro, também disse não ter sido oficialmente comunicado sobre a decisão. O advogado dele, Mário Villas Boas, informou que, ao saber da investigação determinada pelo MP do Rio, impetrou um habeas corpus preventivo, que ainda não foi julgado, na qual classifica como “ilegal” a acusação do Ministério Público . Ele também disse que vê a ação com reservas:

- Eu suspeito que está havendo tráfico de influência. A representação dos advogados é do dia 26 de janeiro. No dia 28 o procurador se pronuncia e no dia 29 há o despacho da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal. Nunca vi o MP tão ágil assim.

Procurada por email, a assessoria de imprensa da Saraiva não havia se pronunciado até as 15h desta quarta.

Manifestos na internet

Na internet circulam manifestos contra a reedição de “Minha luta”. Na obra, composta por dois volumes, Hitler expressa duas ideias antissemitas, racistas e nacional-socialistas, adotadas pelo partido nazista. O livro é chamado por alguns de a “Bíblia nazista” e até hoje tem influência em grupos neonazistas.

Fonte: Extra. Globo.com

jan 29, 2016
admin

Promotor pede busca e apreensão de exemplares de ‘Minha luta’, livro de Hitler

Trata-se de decisão equivocada do Ministério Público a partir de petição histérica de advogados desinformados. Querem apreender um ebook de editora portuguesa que por acaso o site da Saraiva vende. A Constituição Federal garante a edição de livros. Proíbe o racismo. Obvio. A futura edição da Geração Editorial, insisto, é um longo estudo crítico, ANTI-NAZISTA, do abominável texto de Hitler, quase parágrafo por parágrafo. Devia ser adotada nas escolas e recomendada nas igrejas e sinagogas. Estamos prontos para informar os ilustres procuradores e lutar por nosso direito constitucional de publicar qualquer livro. No caso deste, de Hitler, com os devidos comentários críticos. Confiamos na justiça. Luiz Fernando Emediato – Publisher da Geração Editorial

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Promotor pede busca e apreensão de exemplares de ‘Minha luta’, livro de Hitler

A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal emitiu, nesta sexta-feira, um despacho que pede busca e apreensão de exemplares do livro “Minha luta”, de Adolf Hitler, da livraria Saraiva, localizada na rua do Ouvidor, no Centro do Rio. A petição veio após o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira, solicitar a investigação de editoras e livrarias que estariam comercializando a obra, que ganhou reedição este ano, quando completou 70 anos e, portanto, caiu em domínio público.

O pedido do Ministério Público teve como origem uma compra virtual efetuada pelos advogados Ary Bergher, Raphael Mattos e João Bernardo Kappen. O trio adquiriu um exemplar no site da Saraiva e enviou ao procurador uma notícia crime sobre a reedição e a comercialização da obra, que dissemina o racismo. O texto foi encaminhado ao MP, que deu início à investigação.

O promotor Alexandre Themístocles Vasconcelos ainda pede o recolhimento do livro nas sedes das editoras Centauro e Geração Editorial. Também foi solicitada a proibição de comercialização da obra pelas livrarias Travessa e Argumento, que estariam prestes a colocar o produto à venda.

De acordo com o despacho do promotor, se mostrou necessária a adoção de medidas urgentes “para se evitar a prática continuada de racismo”. Ainda segundo a promotoria, é possível a determinação de busca e apreensão antes da instauração de um inquérito policial, por garantia do Código Penal.

Na internet já circulam manifestos contra a reedição de “Minha luta”. Na obra, composta por dois volumes, Hitler expressa duas ideias antissemitas, racistas e nacional-socialistas, adotadas pelo partido nazista. O livro é chamado por alguns de a “Bíblia nazista” e até hoje tem influência em grupos neonazistas.

Fonte: Extra. Globo

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jan 28, 2016
admin

Ética do livro: Os 13 mandamentos

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Emprestar um livro é, antes de tudo, um ato de desprendimento. Quem empresta uma obra literária, um volume de filosofia ou técnico, uma peça ou um ensaio de divulgação científica está ajudando a difundir o conhecimento ou ao menos divertindo alguém. Existe algo de nobre até mesmo em emprestar o mais lamentável dos best-sellers de fórmula. Contudo, nem sempre a recíproca é verdadeira. Muitas vezes quem pega emprestado não respeita o voto de confiança que recebeu. É extremamente comum que livros emprestados não retornem ou, o que pode ser até pior, retornem deformados. De emprestado para imprestável. Há quem não se importe, mas, para os amantes da cultura, a situação é de calamidade pública. É preciso que se difunda uma ética do livro, uma ética que estabeleça a etiqueta da relação entre aquele que empresta e aquele que pega emprestado. Lembrando que a comunidade dos letrados é uma verdadeira roda-vida, um “circulo do livro” em sentido lato: quem empresta hoje, pega emprestado amanhã.

Tentando contribuir, apresento abaixo uma sugestão, um esboço, do que pode ser essa ética: (validos também para CD’s, DVD’s, HQ’s, revistas e congêneres)

1 — Se pegou emprestado, devolva.
2 — Trate o livro alheio como gostaria que o seu fosse tratado. Não rasure, suje ou rasgue.
3 — Só pegue emprestado se for mesmo ler. Não jogue em um canto ou coloque em uma fila.
4 — Se perdeu, compre outro e devolva.
5 — Se pegou por impulso e sabe que não vai ler, devolva.
6 — Se vai pegar sucessivamente emprestado, está na hora de comprar seu próprio exemplar.
7 — Se for uma ferramenta de trabalho, seja rápido.
8 — Não pegue sucessivamente emprestados livros da mesma pessoa, sem devolver os anteriores.
9 — Não constranja seu próximo pedindo emprestado livros raros ou com valor sentimental.
10 — Não empreste livros que pegou emprestado.
11 — Demorar para devolver é o mesmo que não devolver.
12 — Esquecer de devolver é o mesmo que surrupiar.
13 — Não misture com seus livros.

Fonte: Revista Bula

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