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mar 8, 2016
admin

Quem gosta de livros sempre gostará de livros

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Todo janeiro fico tentada a ler no papel. Não sei se é porque o ano está só começando e dá aquela vontade de fazer coisas diferentes, ou se porque passo dias e dias na praia, e na Bahia ninguém precisa carregar o livro de um lado para o outro.

Esse janeiro foi diferente: comprei um Kindle Voyage e não consegui desgrudar dele desde que chegou em casa, num prazo recorde (1 dia útil). Adepta dos e-readers da Amazon desde 2011, já usei o Kindle Keyboard, Kindle Touch e Kindle Paperwhite (as duas primeiras versões), e o Voyage é sem dúvida o melhor leitor digital no mercado hoje, superior mesmo ao Paperwhite, que achava imbatível.

Pontos Positivos:

1. O Kindle Voyage é muito leve
Tão leve que não faz qualquer diferença na bolsa do dia a dia ou da praia. Isso confere maior conforto à leitura e torna a atividade ubíqua: aí é mesmo possível ler em qualquer lugar.

2. Design funcional
Além de muito leve, o Kindle é super fino, e é possível manuseá-lo com apenas uma mão. Com a função PagePress — que permite trocar de página utilizando botões nas bordas laterais, espelhados em ambos os lados — o manuseio é mínimo, e a imersão no livro, completa.

3. A resolução é boa demais
Tenho certeza de que a próxima geração será ainda melhor, mas vi uma grande diferença entre a segunda versão do Kindle Paperwhite e o Voyage: as letras parecem impressas na tela, graças à resolução de 300ppi.

4. Luz que se adapta ao ambiente
Em teoria, o Paperwhite já trazia a característica, mas só com o Voyage começou mesmo a funcionar. Perfeita para quem, como eu, lê tanto sob a luz do sol quanto em quartos escuros.

5. PagePress
Como mencionado acima, ficou mais fácil mudar de página. Não precisa nem tocar na tela.

Pontos negativos:

São poucos: o PagePress ainda é muito sensível, e com isso você acaba mudando de página sem querer, e o detalhe em vidro da traseira é inútil, além de aquecer muito sob o sol.

Optei por não comprar a capa Origami, pois não entendi o valor agregado e acho que compromete um dos melhores aspectos do novo e-reader: seu design e sua leveza.

E quanto às vantagens de um e-reader sobre os livros comuns…

Poder ler qualquer coisa, a qualquer hora e lugar não tem preço. A leitura é, ainda, mais confortável e imersiva. Quem gosta de livros sempre gostará de livros. O Kindle é para quem gosta de ler.

Fonte: BrasilPost

mar 7, 2016
admin

Biografia da Gloria Pires?

Interessante, legal, bacana, gostei! Histórias e curiosidades de uma das atrizes
mais renomadas da TV brasileira

Capa_40anosdeGloria_FINAL.inddGloria Pires é uma das artistas mais comentadas da atualidade. Pudera. Sua participação, na Globo, como comentarista do Oscar foi tão histórica quanto a cerimônia que premiou o Leonardo DiCaprio. Além de saber que a atriz não assistiu a maioria dos filmes que concorreram ao Oscar, foi possível notar que a sinceridade é uma das suas características mais evidentes: #nãosoucapazdeopinar. Imagine, então, o que ela comentaria em sua própria biografia. Ficou curioso, né? Convites da Playboy recusados, influência em uma eleição na Russia e a interpretação da mãe do Lula no cinema são apenas algumas das histórias encontradas no livro “40 Anos de Gloria”.

Em biografia autorizada de Gloria Pires, os autores Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti contam a trajetória da atriz que começou a atuar diante das câmeras aos quatro anos de idade, em 1969.

Na obra, há detalhes da sua personalidade de atriz, mãe, esposa, celebridade, cantora e amiga: “ela é uma atriz inteira, quente, aglutinadora. Ela sempre se põe no jogo da comunicação humana e se entrega de uma forma simples e delicada”, conta Fernanda Montenegro.

O livro está em ordem cronológica, dividido em 25 capítulos, agrupando histórias sobre a gravidez de risco da mãe da atriz; o início   precoce da carreira; a rejeição inicial de um poderoso diretor da TV Globo, o trabalho com o ator e pai Antonio Carlos Pires; as primeiras  participações em programas humorísticos; as estreias nos papéis de repercussão, como Marisa em “Dancin Days” e  Zuca em “Cabloca”; a  convivência com os amigos mais velhos, como Lauro Corona e Daniel Filho; os nascimentos dos  seus quatro filhos e sua trajetória no cinema, “cada personagem é um desafio, e o cinema sempre exerceu enorme atração sobre mim, mas não fico assistindo meus filmes, normalmente”.

O livro traz também curiosidades como o convite, feito pela revista Playboy, para  Gloria Pires posar nua, “isso não tem nada a ver comigo”, conta Glória.

“40 anos de Gloria” contém uma centena de fotografias  históricas e capa com foto de Marcelo Faustini, com design de Giovanni Bianco, que cuida dos cartazes e programação visual dos discos e shows da cantora Madonna. Bianco fez questão de fazer a capa, como um presente para sua amiga Gloria Pires.

mar 6, 2016
admin

e-Book: estamos apenas começando

O acúmulo de dados dos consumidores e as novas formas de leitura constituem pequenos indícios de que ainda estamos na idade da “tela polida” dos e-books, e que muito, muito mais vem por aí.

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Consultando o site da legendária fabricante de veículos Mercedes Benz, na parte da história da corporação, constata-se a distância milenar entre os conceitos dos carros inventados por Gottlieb Daimler e Carl Benz em 1908 e os atuais; são anos luz de mudanças, em pouco mais de um século, embora sejam, ainda, essencialmente carros sobre rodas movidos a petróleo (ou, mais recentemente, a eletricidade).

Pode-se usar essa evolução para fazer um paralelo com o estágio de desenvolvimento atual dos e-books, já que, na próxima conferência da International Publishers Association, a se realizar em Londres, no início de abril, haverá, dentre outras palestras (direitos autorais, liberdade de expressão e novos leitores), uma de Arnaud Nourry presidente da poderosíssima e tradicional editora francesa Hachette, intitulada Digital revolution in book publishing: the best is yet to come.

A expectativa de um futuro próximo ainda melhor vem se concretizando e acaba de surgir etapa de forte simbolismo na área do livro eletrônico. Esse passo significativo na “nova” tecnologia de leitura surgiu recentemente com a parceria entre a sociedade Editions at Play, o Google Creative Lab Sydney e a editora focada em design, Visual Editions. O projeto desenvolvido pelas três consiste num livro oposto ao procedimento recente de “livro físico convertido em digital”, mas sim o de “livro que não pode ser impresso”.

Segundo a explicação das sociedades, o livro começa com a escolha de um dentre vários “lugares desconhecidos” mencionados no índice, que conduzem o “leitor” a um endereço, representado por imagens do Google Street View, que aparecem na tela e mostram determinado ponto desse endereço, como uma marca na porta de uma loja. Nesse lugar começa a história, que se desenvolve e pode levar o leitor a outros lugares, mesclando-se narrativa e interatividade.

No processo de elaboração do livro as sociedades têm estipulado variáveis, de modo que a mesma obra pode ter vários desfechos, dependendo de escolhas possíveis ao longo do seu enredo, feitas por cada leitor, conforme pequena amostra disponível no site. Ainda mais explicativa e instigante é a descrição contida no site do Google Labs, da Austrália, que evidencia o sagaz desejo de cativar novos leitores, acostumados ao ritmo frenético contemporâneo.

Esse experimento representa novo passo, com intensa e explícita utilização de recursos tecnológicos, mas instigando a interação do leitor com o autor e a editora; de fato, o leitor é o personagem que cada vez mais está tendo destaque na cadeia produtiva do livro. Já tive a oportunidade de me referir a essa relação em que a editora também “lê” o leitor e não unicamente o sentido inverso, na coluna aqui publicada em 14/08/2013.

Agora as peças começam a se equilibrar, podendo cada leitor exercer algumas opções no desenrolar da trama, o que não impede que – é minha interpretação – cada escolha feita pelo usuário seja registrada pela editora/distribuidora, para armazenar, nos seus bancos de dados gigantes (os “big data”), mais e mais informações sobre seus consumidores, de modo a “atendê-los” mais diretamente, por meio de remessa de publicidade segmentada, “tailored made”.

O ponto de destaque me parece ser, ao invés da miniaturização dos aparelhos, ou da expansão dos recursos sensoriais externos, como sons, nitidez de imagens etc., o início da participação real do leitor na obra, já que, em última forma, ele interage com os autores e editoras, adquirindo papel criativo/participativo no processo de “leitura” do livro.

Esse conceito vem se desenvolvendo também em plateias de espetáculos, como, em alguns casos, experiências nas quais os expectadores de peças de teatro interagem com os atores, ou até escolhem o final de um filme por meio de votação eletrônica “on time”.

Como disse, Daimler-Benz, Júlio Verne e outros criaram ou previram, para surpresa do público da época, fatos inéditos e surpreendentes, mas que hoje fazem parte do cotidiano. O acúmulo de dados dos consumidores e as novas formas de leitura constituem pequenos indícios de que ainda estamos na idade da “tela polida” dos e-books, e que muito, muito mais vem por aí. Essa experiência é um pequeno passo na longa caminhada dos e-books, dos novos modos de leitura e da formação de novos leitores.

Emblemático ter esse pequeno artigo tantos hyperlinks!

Ps.: Em janeiro de desse ano, no frio de Nova York, não consegui teclar a tela do meu smartphone para obter uma informação, pois o toque da velha luva de couro não era “reconhecido” pela tela do aparelho. Foi aí que meu sobrinho Antonio Martins, de 13 anos, realizou a tarefa facilmente; as luvas de frio da garotada já vêm com as pontas dos dedos de borracha (“typing gloves”), para permitir o acionamento das telas dos smartphones…e funciona perfeitamente!

Fonte: Publishnews

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