mar 2, 2016
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Nota: Oficial de justiça tenta apreender a obra, que nem sequer foi impressa

Nota de esclarecimento

Em atendimento à decisão do juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal do estado do Rio de Janeiro, que proibiu a venda de “Minha Luta”, de Adolf Hitler, uma oficial de justiça citou na tarde de hoje a Geração Editorial e tentou apreender a obra, que nem sequer foi impressa. 

O editor Luiz Fernando Emediato informou que vai recorrer e disse o seguinte: 

“Essa decisão judicial escapa à minha compreensão.  O livro do Hitler – sem qualquer comentário crítico – qualquer um pode ler, fazendo download gratuito pela internet. A nossa edição – com 400 páginas de comentários críticos e análises históricas – está sendo proibida de circular. Na prática, essa decisão – se prevalecer – beneficia a propaganda nazista e impede a crítica desse abominável movimento.”

Geração Editorial

mar 1, 2016
admin

8 felicidades que só quem é leitor conhece

livros

Engraçado que ser leitor em 2016 seja algo tão diferente do que era ser leitor há uns 100 anos. A leitura era uma das poucas formas de entretenimento: não tinha internet, videogame, não tinha TV, muito menos Netflix, viajar era mais complicado. É claro que sempre foi uma opção e muita gente não gostava de ler, mesmo quando sobrava tempo e faltavam atividades. Mas quem escolhe ser leitor hoje em dia é realmente porque ama os livros.

Na verdade, a gente até luta pra ser leitor, a gente tá na contramão das pessoas. Iria até mais longe. Diria que ler hoje é um ato de militância. A gente que sabe o poder transformador da leitura e nos sentimos na responsabilidade de não deixar esse hábito se perder, de militar por ele. Pelo menos eu me sinto assim. Você também?

E isso inclui falar de livros, postar sobre livros, comentar as leituras, indicar autores aos amigos que nunca mais leram nada até eles se encantarem com algum.

É, meus queridos, estamos juntos nesta empreitada maravilhosa. Então, Parabéns pra você e pra mim.

Abaixo fica a minha homenagem: 8 felicidades que só quem é leitor conhece.

1. Saborear o fato de ter várias opções de livros incríveis pra ler.

2. E não conseguir lidar com a necessidade de escolher um.

3. A experiência estonteante de ler numa viagem. Ou seja, viajar viajando.

4. A ansiedade de abrir o pacote do livro que chegou (mesmo quando você mesmo comprou e já sabe qual é).

5. Encontrar uma frase que diz tanto sobre a sua vida.

6. Aprender algo novo lendo.

7. Seus sentimentos à flor da pele com uma simples leitura.

8. Ser amado por um livro.

Fonte: Contioutra

 

fev 28, 2016
admin

12 Livros que podem fazer seu mundo cair

O lupino escritor Monteiro Lobato, inimigo público número um dos politicamente corretos de plantão, escreveu que “um país se faz com homens e livros”. É verdade. Também é bom lembrar que ocorre de às vezes algumas pessoas terem suas convicções mais profundas abaladas pela leitura de certos livros. Esse tipo de choque pode ser muito bom, principalmente nos casos citados abaixo. Nesse dia do livro e com esse espírito de Anjo Exterminador, a Revista Bula lista 12 livros que certos estereótipos ambulantes fecham a última página cantando no melhor estilo Maysa: “meu mundo caiu…”

Se você é um…

Homofóbico enrustido e ler “Morte em Veneza” (1912), de Thomas Mann

Poderia ser “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, mas como esses tipos dificilmente chegam perto de livros escritos por rosas, citamos o “Morte em Veneza”, de Thomas Mann. Com “morte” no título pode ser que o livro chame sua atenção e quando menos esperar nosso enrustido vai estar fisgado, refletindo se esta lendo uma história de amor trágica, que por ventura é homossexual, ou uma fábula sobre o perigo de se contemplar a suprema beleza.

Feminista queima-sutiã e ler “Os Homens que não Amavam as Mulheres” (2005), de Stieg Larsson

Parece perfeito: quase todos os homens da trama são canalhas, estupradores de fato ou estupradores em potencial. A mocinha se vinga brutalmente de um burocrata escroto que bem mereceu. A mocinha é mais inteligente e carismática que o mocinho. A mocinha usa sexualmente o mocinho. A mocinha engana o sistema patriarcalista que a oprime e dá um golpe milionário no final. Seria perfeito se não fossem… as continuações que você vai se sentir obrigada a ler e ver que estragaram tudo, mostrando que a mocinha não é invencível nem imune aos próprios sentimentos.

Intelectual pedante e ler “O Pequeno Príncipe” (1943), de Antoine de Saint-Exupéry

Sim, meu caro amigo de cachimbo e pulôver, “O Pequeno Príncipe”, é uma pequena pérola de sofisticação, beleza e sabedoria. Quem disse que misses não podem ser inteligentes?

Comunistinha de sandália de dedo e ler “O Arquipélago Gulag” (1973), de Alexander Soljenítsin

Sim, meu caro amigo de camisa do Che, eu sei que você sabe que, ao contrário do que aquele careca de suspensórios do seu condomínio grita por aí, o Holocausto aconteceu sim, mas lembre-se que as Gulags do companheiro Stálin também. Pergunte para Alexander Soljenítsin. E não vale dizer que todo dissidente mente, isso é uma rima, não é uma solução.

Estudante de terceiro período de Direito em fim de festa e ler “O Processo” (1925), de Franz Kafka

Você que sabe tudo de tudo, tente explicar as bases legais do que aconteceu nesse livro. Se errar sua punição será a morte. Não adianta reclamar, eu sei que não é justo nem faz sentido. Isso é kafkiano, meu caro. A opção é acordar transformado em um inseto. Escolha.

Estagiário de Beat e ler “Almoço Nu” (1959), de William S. Burroughs

Isso é o que pode te acontecer, se você se esforçar mais em seus hobbies. É, talvez não seja tão ruim. Afinal, Burroughs morreu velho, famoso e segurando uma arma, caso alguém aparecesse para reclamar.

Acadêmico sentado no trono de seu apartamento e ler “A Marca Humana” (2000), de Philip Roth

Você pode ser vítima de um monstro que não criou, mas que não se opôs a criação.

Ativista vegetariano e ler “A Vida dos Animais” (1999), de J. M. Coetzee

Sim, você se parece com a Elizabeth Costello quando fala.

Carola de pastoral da juventude e ler “Decamerão” (1351), de Boccaccio

Nossa! Que livro… grosso…

Ateu de internet e ler “A Inocência do Padre Brown” (a partir de 1910), de Chesterton

O incrédulo sacrílego vai ser obrigado a admitir que o bom padre Brown derrota fácil Sherlock Holmes, Poirot, Dupin & companhia.

Fã de Chico Buarque e ler “Estorvo” (1991), de Chico Buarque

Tudo bem, sem pânico, sempre tem o novo disco… ou os antigos.

Teórico da conspiração e ler “O Pêndulo de Foucault” (1988), de Umberto Eco

Tudo foi um grande mal entendido.

Fonte: RevistaBula

Páginas:«12345678...376»

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