ADHEMAR
A fantástica história de um político populista desbocado, amado e odiado, inspirador do infame lema “rouba, mas faz”, que participou do golpe militar de 1964, foi posto de lado pelos generais e morreu exilado em Paris, depois de marcar sua época e história do Brasil.

DEUSES DO OLIMPO
Explore o universo mágico da Grécia Antiga e conheça as histórias dos personagens mais famosos da mitologia. Um livro para gente pequena e gente grande tambécm! ( + )

OS VENCEDORES
Quem ganhou, perdeu. Quem perdeu, ganhou. Cinquenta anos após o advento da ditadura de 1964, é assim que se resume a ópera daqueles anos de chumbo, sangue e lágrimas. Por ironia, os vitoriosos de ontem habitam os subúrbios da História, enquanto os derrotados de então são os vencedores de agora. ( + )

A VILA QUE DESCOBRIU O BRASIL
Um convite a conhecer mais de quatro séculos de história de Santana de Parnaíba, um município que tem muito mais a mostrar ao país. Dos personagens folclóricos, tapetes de Corpus Christi, das igrejas e mosteiros, da encenação ao ar livre da “Paixão de Cristo”. Permita que Ricardo Viveiros te conduza ao berço da nossa brasilidade. ( + )

O BRASIL PRIVATIZADO
Aloysio Biondi, um dos mais importantes jornalistas de economia que o país já teve, procurou e descobriu as muitas caixas-pretas das privatizações. E, para nosso espanto e horror, abriu uma a uma, escancarando o tamanho do esbulho que a nação sofreu. ( + )

CENTELHA
Em “Centelha”, continuação da série “Em busca de um novo mundo”, Seth vai precisar ter muita coragem não só para escapar da prisão, mas para investigar e descobrir quem é esse novo inimigo que deixa um rastro de sangue por onde passa. A saga nas estrelas continua, com muita ação de tirar o folego! ( + )

MALUCA POR VOCÊ
Famosa na cidade pelos excessos do passado, Lily terá de resistir ao charme de um policial saradão oito anos mais jovem que acaba de chegar na cidade. Prepare-se para mais um romance apimentado e divertidíssimo escrito por Rachel Gibson.. ( + )

NOS IDOS DE MARÇO
A ditadura militar na voz de 18 autores brasileiros em antologia organizada por Luiz Ruffato. Um retrato precioso daqueles dias, que ainda lançam seus raios sombrios sobre os dias atuais. ( + )





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nov 23, 2020
admin

Povo de Deus: Quem são os evangélicos e porque eles importam.

Autor: Juliano Spyer
Gênero: Ciências Sociais
Acabamento: Brochura
Formato: 15,6 x 23 cm
Páginas: 280
ISBN: 978-85-8130-508-0
Preço: R$ 46,00
Editora: Geração Editorial

Sinopse:

Por que 2020 é a década dos evangélicos?   Nos anos 1970, os evangélicos representavam apenas 5% dos brasileiros; hoje, são um terço da população adulta do país e, segundo estatísticos, superarão os católicos na próxima década.   Mais importante do que a magnitude dos números é o que isto representa: pretos e pardos pobres convertidos ao protestantismo ascendem socialmente, e hoje estão presentes no próprio Estado.  

Povo de Deus pretende partilhar com os leitores este fato que já é conhecido por sociólogos e antropólogos que estudam religião: entrar para a igreja evangélica melhora as condições de vida dos brasileiros mais pobres.

Escrito em linguagem direta e clara, o livro dá ao leitor acesso aos principais estudos sobre o cristianismo evangélico no Brasil.   Sem jargões e a linguagem nebulosa de muitos livros acadêmicos, Povo de Deus apresenta temas básicos que vão desde o que é o protestantismo pentecostal e de como ele se diferencia do protestantismo histórico até o exame das consequências do crescimento da presença evangélica no Estado, tema crucial considerando que o voto evangélico consolidou a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.  

Juliano Spyer argumenta que o preconceito que muitos brasileiros escolarizados expressam contra o cristianismo evangélico reflete o preconceito contra pobres que não se vitimam e buscam sua inclusão social via educação e consumo.   Este é um dos fenômenos de massa mais importantes do século, muito pouco conhecido pelas elites pensantes do Brasil, que ignoram a rica e extensa literatura acadêmica produzida nas últimas décadas sobre o assunto.

Release

POVO DE DEUS EXPLICA A ASCENSÃO DOS EVANGÉLICOS
E AJUDA A ENTENDER O BRASIL DE HOJE


O antropólogo Juliano Spyer conviveu com famílias de evangélicos durante um ano e meio, estudou a história das igrejas que mais crescem no país, conversou com especialistas no tema e mostra, nesse livro essencial, de linguagem simples e direta, como e por que os evangélicos estão mudando o país

A cada ano 14 mil igrejas evangélicas são abertas no Brasil e até 2032 o número de evangélicos no país será superior ao de católicos. Esse crescimento avança em espaços institucionais, no legislativo e executivo, em escolas e meios de comunicação.

O voto evangélico foi decisivo nas eleições presidenciais de 2018. Quem são os evangélicos, o que eles pensam, o que fazem, como e por que suas igrejas atraem tantos novos adeptos, e quem são eles? Essas perguntas e muitas outras são respondidas por Juliano Spyer no livro Povo de Deus, publicado pela Geração Editorial, obra essencial para entender o Brasil e o mundo atual.

“Num momento em que as grandes denominações evangélicas apoiam um governo que louva torturadores – e que o prefeito evangélico do Rio paga funcionários para obstruírem o trabalho da imprensa –, é saudável ver retratado em estudo cuidadoso o clima de honestidade dos fiéis que não podem ser confundidos com descaminhos éticos de certas lideranças”, firma Caetano Veloso na apresentação do livro de Spyer. “Até para poder lidar com os problemas daí advindos, é crucial que se leia Povo de Deus.”

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, afirma que o trabalho de Juliano Spyer “lança luz sobre o nutritivo trigo, sem deixar de amorosamente mostrar as artimanhas do joio”. E arremata: “Este livro já se tornou uma fonte de consultas para mim”. Também Patrus Ananias, deputado federal (PT-MG) e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, já leu e opina sobre o livro: “O cristianismo evangélico é uma forte e crescente realidade entre nós. Conhecê-lo é uma condição para bem compreendermos o Brasil em que vivemos. O livro de Juliano Spyer muito nos ajuda a percorrer os caminhos desse desafio instigante”. Leia outras opiniões sobre este livro no final do release.

O Brasil evangélico é o tema mais recente desse autor que há mais de dez anos apresenta temas novos e complexos para grandes audiências. Historiador (USP) e mestre e doutor pela University College London (UCL), em 2007 ele publicou o primeiro livro escrito no Brasil sobre mídias sociais (Conectado, Zahar). Publicado em 2018, Mídias sociais no Brasil emergente examina porque o brasileiro de baixa renda se encantou pela internet. Este e Povo de Deus resultaram da experiência de morar durante 18 meses, entre 2013 e 2014, em um bairro popular da periferia de Salvador.

“Juliano Spyer reúne neste volume os principais temas e debates estudados na Antropologia e Sociologia da Religião, relativos aos evangélicos no Brasil”, escreve no prefácio Gabriel Feltran, professor do Departamento de Sociologia da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e autor de Irmãos – Uma história do PCC (Cia das Letras, 2018). “É um texto de referência, a ser consultado no dia a dia, e um livro que pode ser lido também inteiro, de uma vez. Nas notas do livro, há referências para quem quiser se aprofundar ainda mais em cada assunto, na vasta literatura nacional e internacional sobre o tema.”

Juliano Spyer trata de maneira simples, clara, objetiva, equilibrada, desse tema complexo e difícil. Em tom didático, quase de conversa com o leitor, ele apresenta questões delicadas acerca das igrejas evangélicas no Brasil e em outros países e os vários pontos de vista desse universo, incluindo o dele, mas sempre com argumentação bem fundamentada. Faz ciência com tranquilidade, sem rodeio nem jargão acadêmico, apesar de sua sólida formação

Estado de bem-estar social informal

Para Juliano Spyer, “já não é possível entender e atuar no Brasil contemporâneo sem levar em consideração os evangélicos, e especialmente pentecostais e neopentecostais”, religiosos que são “desconhecidos íntimos” da população, sobre os quais muita gente fala e comenta notícias na mídia, sem conviver com eles, conhecer seus dramas e como as igrejas acolhem, escutam suas frustrações e oferecem apoio a essas pessoas.

Muitas vezes igrejas pentecostais e neopentecostais “ocupam o lugar das redes de solidariedade tradicionais presentes nas áreas rurais do Nordeste, de onde migraram e ainda migram muitos dos brasileiros que hoje habitam as periferias das grandes cidades”. Assim, a igreja se torna “uma espécie de família estendida […], um dos ambientes de convívio onde os moradores de bairros periféricos e de favelas podem pedir ajuda”.

Essas igrejas ocupam o espaço abandonado pelo poder público e por isso funcionam como um “Estado de bem-estar social informal”. O autor cita exemplos dos tipos de apoio possibilitados nas igrejas: encontrar emprego; conseguir vaga em clínicas de desintoxicação; ter acesso a especialistas médicos difíceis nos hospitais públicos; ter as compras de mercado quando o dinheiro acaba; interferir em brigas de casal; ter quem cuide dos filhos enquanto se está trabalhando ou em caso de doença; ter proteção contra ameaças de violência, entre muitas outras possibilidades. Aliás, a atuação das igrejas evangélicas na recuperação de dependentes químicos e traficantes é outro ponto abordado em detalhes em Povo de Deus.

Evangélicos e a política

No entanto, ressalta Spyer, “existem também as consequências que a popularização dessa nova versão do cristianismo produz nos contextos regionais e nacionais, e elas preocupam muitos brasileiros que não são evangélicos”. Essa é uma questão também detalhada pelo autor no livro.
“No âmbito local, o cristianismo evangélico ajuda pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, mas o outro lado desse fenômeno tem força nacional equivalente à das grandes empresas multinacionais e usa esse poder de comunicação e coordenação para formar quadros em cargos políticos e consequentemente levar esse ideário cristão para dentro do
Estado”, acrescenta.

A pauta de muitos parlamentares evangélicos tem interesse prático, de defesa de vantagens tributárias, alvarás de templos e concessões de rádio. “Essa atuação bastante coordenada contrasta com o desinteresse por causas de importância nacional”,escreve. Em geral, aos parlamentares evangélicos não interessam questões coletivas como o aquecimento global, a defesa da floresta amazônica e das terras indígenas, de projetos de melhoria das condições de saúde e educação, nem o combate à corrupção e ao trabalho escravo.

O livro argumenta que, ao atacar uma imagem caricata e ingênua de “evangélicos”, os críticos sugerem que o problema a ser combatido seja a religião e não o posicionamento de certas lideranças religiosas. Spyer propõe um caminho diferente, que não desqualifica o evangélico por ter valores conservadores. Ao tornar acessível a rica e robusta literatura produzida por cientistas sociais sobre o fenômeno evangélico, Povo de Deus oferece reflexões e dados para leitores que querem fazer a crítica eficiente e necessária, conhecendo a grande diversidade de igrejas e dos próprios evangélicos.

Mais opiniões sobre Povo de Deus

Entender o Brasil de hoje passa, obrigatoriamente, por entender a complexidade do campo evangélico. Povo de Deus é fundamental, riquíssimo. Leitura obrigatória e necessária.
ESTHER SOLANO GALLEGO – socióloga, professora da Unifesp

Nesta obra Juliano Spyer joga luz no incontornável tema do evangelicalismo brasileiro. Embasado em sólida pesquisa acadêmica e munido de uma escrita didática, Spyer examina conceitos, tradições e práticas do grupo religioso que mais cresceu no Brasil nas últimas décadas. Leitura indispensável para entender a sociedade brasileira contemporânea.
DAVI LAGO – pesquisador da Fundação São Paulo e capelão da Primeira Igreja Batista de São Paulo

Somente a discriminação e o desconhecimento conseguem explicar que um contingente tão grande da população brasileira seja resumido em uma única palavra. Afinal de contas, os evangélicos são muita gente e precisam ser enxergados em sua pluralidade. Ao construir essa ponte, que supera as generalizações, Juliano Spyer faz uma importante contribuição, especialmente nesse momento de tanta fragmentação e preconceitos.
TABATA AMARAL – ativista pela educação, Deputada Federal, Co-fundadora @mapaeducacao e @acreditobr .

É um equívoco científico e um desastre político tratar o cristianismo evangélico como força reacionária e avessa ao avanço democrático de que o Brasil tanto precisa. Juliano Spyer mostra, a partir de um cuidadoso e intenso trabalho de campo, as razões pelas quais esta religião tem sido capaz de fortalecer a coesão social de comunidades desamparadas pelo poder público, tornando-se assim um movimento cultural decisivo para compreender o Brasil de hoje.
RICARDO ABRAMOVAY – professor titular da FEA/USP e do IEE/USP

Cientistas sociais passam por um momento de reflexão: como explicar os acontecimentos dos últimos anos, e como que dinâmicas sociopolíticas, agora centrais, passaram despercebidas — ou, pelo menos, pouco discutidas — por tanto tempo? O livro de Juliano Spyer oferece uma extensa introdução a uma das principais transformações sociais das últimas décadas: o crescimento evangélico no Brasil e seus possíveis impactos. E é notável que o autor não tenha se planejado para escrever este livro, mas que o tema do cristianismo evangélico tenha se imposto enquanto o autor fazia seu doutorado.
MALU GATTO – professora do Institute of the Americas – University College London (UCL)

Este ótimo livro abre e expõe um depósito de tesouros de conhecimento sobre os evangélicos. A comunidade acadêmica — da qual eu faço parte — já descobriu muitas informações sobre esse grupo, mas infelizmente não fomos eficazes em comunicar o que sabemos para um público brasileiro maior. Juliano Spyer faz essa tarefa. O livro é bem-escrito, divertido e cheio de informações das pesquisas atuais que ajudarão tanto o leitor comum quanto o estudioso do tema a compreender o momento atual no país. Para citar Spyer, “2020 será a década dos evangélicos, e quem não entender o cristianismo evangélico não terá condições de pensar o Brasil atual”.
AMY ERICA SMITH – professora de Ciências Políticas na Iowa State University

Em tempos em que nos vemos presos a estereótipos e julgamento polarizados, os evangélicos acabaram por serem culpados e vilanizados pela eleição do Bolsonaro. Porém, como mostra Spyer, os evangélicos não podem ser generalizados como parte de um movimento monolítico já que são tão diversos quanto às suas ideologias políticas. Ao ler Povo de Deus é possível entender quais setores evangélicos se identificam e apoiam o ultraconservadorismo, mas também fica muito claro a importância do movimento para justamente nos tirar da situação do Brasil atual e nos levar para tempos mais felizes.
DAVID NEMER – professor de Estudos de Mídias na Universidade de Virgínia

Sobre o autor:

Juliano Spyer é mestre e doutor em antropologia pela University College London (UCL). Publicou, entre outros, Mídias Sociais no Brasil Emergente (Educ / UCL Press 2018) e Conectado (Zahar 2007). Entre abril de 2013 e agosto de 2014 Spyer morou, como pesquisador, em um bairro na periferia de Salvador, onde fez amizade e conviveu diariamente com famílias evangélicas. Este livro é um desdobramento dessa experiência. Para conhecer mais sobre seu trabalho, acesse o site: www.julianospyer.com.br

nov 23, 2020
admin

Fogo, Cerrado!

Autor: Marcos Wilson Spyer Rezende
Ilustrador: Bruno Liberati
Gênero: Literatura Brasileira
Acabamento: Brochura
Formato: 16x23cm
Páginas: 358
ISBN: 978-65-5647-013-9
Preço: R$ 52,00
Editora: Geração Editorial
Lançamento em: 16/12/2020
Pré Venda

Sinopse:

O Cerrado Vivo é o principal personagem deste livro. Formado pelo entorno do Rio São Francisco expandido para Leste e Oeste, numa área de 2 milhões de km2, é fator de unidade territorial e cultural do país. Fogo, Cerrado! é um livro forte e que leva a reflexões profundas em meio a uma narrativa, como delírio, perto de um realismo cruel vizinho do naturalismo, em que transgressões do homem irracional são reveladas numa linguagem cruel, divertida, erótica, livre, poética, vigorosa. Fogo, Cerrado! é a força de um autor de fôlego próprio, vivo, original.

Release:

Escritor faz do Cerrado o personagem principal de romance

A Geração Editorial publica Fogo, Cerrado!, de Marcos Wilson Spyer Rezende, sobre a moderna conquista do Oeste Brasileiro a partir da construção de Brasília e que pode trazer profunda reflexão sobre o mundo atual

Livro de estreia do mineiro Marcos Wilson Spyer Rezende na ficção que a Geração Editorial lança agora no final de 2020, Fogo, Cerrado! começou a ser escrito em 1962 e pode motivar uma reflexão profunda neste mundo pandêmico. De acordo com a apresentação da editora, o livro reflete o olhar de um jovem, entre 11 e 15 anos, vivendo no centro das transformações históricas do prenúncio da ruptura democrática de 64. O Cerrado é o principal personagem do romance. Elaboradas e ricas ilustrações do artista Bruno Liberati, ícone da fase áurea do Jornal do Brasil, enriquecem a edição. Liberati morreu em junho, aos 71 anos. Em “Conversa ao final”, Marcos Wilson homenageia o ilustrador do livro, que tem capa de Alan Maia e projeto gráfico e diagramação de Genildo Santana.

Em longo, paciente e incansável trabalho de quase 60 anos, o escritor ampliou e aprimorou o texto, no início um conto e depois novela, e o transformou num vigoroso romance de 350 páginas. Quatro pessoas leram diferentes versões de Fogo, Cerrado! e fizeram sugestões, em parte aproveitadas pelo romancista.

O resultado é um romance de linguagem crua, divertida, erótica, livre, poética, uma narrativa perto de um realismo cruel vizinho do naturalismo, em que o Cerrado é personagem e cenário de conflitos entre fazendeiros, jagunços, retirantes, roceiros, trabalhadores na construção, meeiros, carvoeiros e padres.

Uma grande legião de personagens inesquecíveis povoa essa narrativa sobre a última grande invasão do cerrado brasileiro, em meados da década de 60, com a construção da estrada ligando o Rio a Brasília. A construtora monta um canteiro de obras em uma fazenda às margens da rodovia para onde leva centenas de trabalhadores do Nordeste.

Quando a obra chega ao fim, eles decidem permanecer naquela terra fértil às margens do Rio Santo Antônio, motivando a ira de proprietários rurais. É esse o cenário de uma pequena grande epopeia que coloca em um polo os donos das terras e, no outro, seus novos ocupantes, todos em total interação com a água, a terra, o ar, as árvores de um país chamado Cerrado.

Um pouco mais de alguns das dezenas de personagens, muitos deles magistralmente desenhados por Bruno Liberati: um coronel maçom e fazendeiro cego de ódio e obcecado por matar comunistas que querem tomar suas terras; um filho de jagunço de 12 anos à espera de um novo apocalipse com a chegada de uma onda de frio; uma jovem mulher adepta do amor livre; um líder camponês visionário; uma matriarca de poucas palavras e olhar incisivo, duro, que todos entendem e obedecem; um padre devasso e pedófilo, outro operário e um monsenhor ultraconservador. Além deles, peões de obras, caminhoneiros, retirantes, roceiros, carvoeiros, jagunços, nordestinos, pequenos proprietários de terra, um oficial do Exército, homens e mulheres da elite a caminho da nova capital do país.

Fogo, Cerrado! lembra algo do livro El llano em llamas [O planalto em chamas] do mexicano Juan Rulfo, considerado por Marcos Wilson o principal romancista latino-americano: “Uma obra regionalista, com uma narrativa direta, coloquial com as vozes dos personagens usando seu próprio vocabulário”. Rulfo abandona o realismo mágico de Pedro Páramo, sua obra maior, adotando um realismo bastante cru, beirando o naturalismo. Já Marcos Wilson mantém o realismo fantástico e se aproxima ainda mais do naturalismo, do evolucionismo de Charles Darwin, do pensamento do biólogo evolutivo e escritor britânico Richard Dawkins e do filósofo norte-americano Daniel Dennett. Fogo, Cerrado! tem tudo para transformar-se num marco da literatura brasileira.

Sobre o autor:

Marcos Wilson Spyer Rezende nasceu em Patos de Minas, em 1947, e morou também em Conquista de Minas, Sete Lagoas e Belo Horizonte. A infância e a juventude em Minas estão na essência de Fogo, Cruzado!, essa fase foi marcada pela passagem por seminário menor secular em Patos; moradia na Fazenda Santo Antônio em João Pinheiros; e, principalmente, pela militância política nos movimentos católicos JEC/JOC, em 63 e 64, e universitário, de 1965 a 1971, sendo um dos vice-presidentes da União Estadual dos Estudantes e, por dois anos, da União Nacional dos Estudantes, com base em Salvador e Recife. Começou o estudo superior na Escola de Sociologia e Política da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, em 1967, e formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, em 1976. Trabalhou como repórter e locutor da Rádio Cultura de Sete Lagoas em 1964 e 1965; repórter do Jornal do Bairro de Pinheiros, em 1974 e 1975; correspondente internacional e editor do Estadão, de 1977 a 1988; diretor de jornalismo do SBT de 1988 a 1997; managing editor do feed em português da CBS TeleNotícias, nos Estados Unidos; diretor da Gazeta Mercantil Latino-Americana. E Fogo, Cruzado! é, antes de tudo, um texto jornalístico, com tratamento literário. Depois de 10 anos na iniciativa privada, até 2014, em São Paulo, Marcos Wilson trabalha hoje na redação final de quatro obras. Além deste Fogo, Cruzado!, em parceria com o artista plástico Bruno Liberati, e editado pela Geração, tem prontos para publicação: as novelas Hóspede, do Tutoya Hilton (também em inglês, com tradução de Cary e Valéria Wasserman) e Suave Assassino, e os contos Histórias Curtas e Extraordinárias de Sete Reinos, com versões em português e inglês, textos baseados no avanço do evolucionismo darwinista alcançado por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Fritz Muller. É autor de Guerra Santa nas Malvinas (1983) em parceria com Roberto Godoy, Antônio Cabral e Hugo Martinez, e de Perspectivas do Mundo (1986). Ganhou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, em 1983, com “A Tragédia Argentina”, a melhor reportagem do ano nos países de língua espanhola e portuguesa. A reportagem aborda o drama de milhares de crianças desaparecidas cujos pais foram mortos e torturados pelo governo ditatorial de Buenos Aires.

abr 1, 2020
admin

CIA JÁ SABIA DOS RISCOS DE UMA EPIDEMIA

E tratou do assunto em seu relatório
sobre as tendências no mundo até 2030.

A Central de Inteligência dos Estados Unidos – CIA publica periodicamente um relatório sobre as principais tendências – políticas, ideológicas, ambientais, sanitárias – no mundo. No seu mais recente relatório, com as previsões para até 2030, a CIA advertiu para o risco de graves epidemias com origem na Ásia e na África.

O livro com o as previsões da CIA foi publicado pela Geração Editorial e seus principais trechos são os seguintes:

1 – O PERIGO VEM DA ÁSIA

No capítulo 5, um anexo prevê o que poderia acontecer com a Ásia muito brevemente e já adverte para o surgimento de um vírus e possível pandemia:

“Na saúde pública, vários países da região são considerados focos críticos para o surgimento de um vírus de gripe com potencial pandêmico. O vírus aviário altamente patogênico H5N1 é endêmico em aves selvagens da China, Indonésia e Vietnã e é altamente letal para humanos. Outro vírus altamente patogênico é o H7N9, também presente em aves silvestres chinesas, sendo que, desde 2013, tem havido aumento no número de casos de infecção de humanos.” (Pg. 147)

2 – UM CORONA A CAMINHO

Ao elencar suas previsões para o Oriente Médio e a África, a CIA cita uma forma de vírus tipo Corona e alerta para surtos de crises respiratórias:

“Os problemas de saúde pública na região também serão graves. O Egito é um dos países em que o vírus da gripe aviária altamente patogênica é endêmico em aves silvestres e apresenta um risco para os seres humanos. Desde 2012, a Arábia Saudita tem contornado um surto de síndrome respiratória do Oriente Médio (Corona vírus MERS) e existe uma preocupação constante de que o vírus possa sofrer mutações e tornar-se cada vez mais contagioso. Um surto mais disseminado pode contribuir para aumentar a instabilidade, caso não for controlado.”  (Pg. 176)

3 – A AMEAÇA DO CLIMA, A MOBILIDADE GLOBAL E AS DEFICIÊNCIAS NOS SISTEMAS DE SAÚDE

As mudanças climáticas e a facilidade de movimentação das pessoas no planeta são fatores que, segundo a CIA, facilitam a disseminação de doenças.

“As saúdes humana e animal estarão cada vez mais interligadas. O aumento da conectividade global e a mudança das condições ambientais afetarão a distribuição geográfica de agentes patogênicos e de seus hospedeiros, levando, por sua vez, ao surgimento, transmissão e disseminação de diversas doenças infecciosas de origem humana e animal. As deficiências no controle de doenças dos sistemas de saúde nacionais e globais que não forem sanadas tornarão os casos de doenças infecciosas mais difíceis de serem detectados e gerenciados, aumentando o potencial de transmissão de epidemias para além de seus pontos de origem.” (Pg. 75)

4 – AS DEFICIÊNCIAS NOS SISTEMAS DE SAÚDE

A CIA alerta também para a incapacidade dos sistemas de saúde mundiais diante das doenças e infecções que poderão surgir:

“As deficiências no controle de doenças não abordadas pelos sistemas de saúde nacionais e globais dificultarão a detecção e a administração dos focos epidêmicos, aumentando o potencial de disseminar doenças para muito além de seus pontos de origem. O aumento do contato entre pessoas e a disseminação mais rápida e fácil de doenças implicam que as moléstias infecciosas crônicas já disseminadas — como a tuberculose, a AIDS e a hepatite — continuarão a representar pesados encargos econômicos e humanos em países onde há alta ocorrência dessas patologias, apesar dos significativos recursos internacionais destinados a combatê-las. Muitos países de renda média já lutam com o fardo da expansão das doenças não-transmissíveis em relação a doenças infecciosas persistentes.”  (Pg. 222)

5 – A PANDEMIA CHEGOU ANTES

A CIA previu uma possível epidemia global em 2023 – mas ela chegou antes!

“Uma pandemia global em 2023 reduziria drasticamente as viagens globais em um esforço para conter a propagação da doença, contribuindo para a desaceleração do comércio global e a diminuição da produtividade.” (Pg. 113)

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Páginas:1234567...27»

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