Viva o grande líder

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Autor: Marcelo Abreu
Gênero: Reportagem
Formato 17 X 21 cm
Páginas: 248
ISBN: 857509049-6
Peso: 0.2 kg.
Preço: R$ 34,00

Sinopse:
Primeira e mais importante medida que o repórter Marcelo Abreu teve que tomar para fazer uma reportagem sobre a Coréia do Norte foi negar a sua condição de jornalista. Tinha como parâmetro o evento de junho de 2000, quando os líderes das duas Coreias iriam se encontrar na parte Norte – 600 jornalistas internacionais se cadastraram para fazer a cobertura; nenhum conseguiu. Após meses e meses de negociação e obstinação, declarando-se membro de uma entidade humanitária, Abreu conseguiu entrar na Coréia do Norte. Este livro pertence a Coleção Vida de Repórter.

 

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Coréia do Norte – o Império do Mal ou o foco de uma nova guerra mundial?

Encravada no interior da Ásia, e vivendo uma situação muito estranha – o último país radicalmente comunista vivendo em quase absoluto isolamento – a Coréia do Norte não provocava nenhuma curiosidade e preocupação no mundo, até anunciar que estava preparada para fabricar uma bomba atômica. Os olhos do mundo se voltam agora para este mundo esquisito, que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, já chamou de “o império do mal”.

Que país é este, cujo povo vive em grande miséria, sem ter acesso aos meios de comunicação, sem saber como é o mundo e a cultura lá fora, e venerando, à força, um ditador que herdou o governo de seu pai, e anda pelo país com seus cabelos espetados e anunciando-se como uma espécie de Deus?

Um jornalista brasileiro – e só ele, mais ninguém – teve acesso a este país que nega a entrada de jornalistas e controla com rigor qualquer visita de estrangeiros. O jornalista chama-se Marcelo Abreu e seu livro foi publicado recentemente, sem grande alarde, pela Geração Editorial. É o único livro recente – em todo o mundo – capaz de mostrar sem censura que país é este, quais são seus dirigentes e como vive o seu povo.

A primeira e mais importante medida que o repórter Marcelo Abreu teve que tomar para fazer uma reportagem sobre a Coréia do Norte foi negar a sua condição de jornalista. Tinha como parâmetro o evento de junho de 2000, quando os líderes das duas Coréias iriam se encontrar na parte Norte – 600 jornalistas internacionais se cadastraram para fazer a cobertura; nenhum conseguiu. Após meses e meses de negociação e obstinação, declarando-se membro de uma entidade humanitária, Abreu conseguiu entrar na Coréia do Norte.

Só isso já valeria um prêmio de jornalismo. A Coréia do Norte é simplesmente o regime comunista mais fechado do planeta, que não deu nenhum sinal de esmorecimento após a derrocada do bloco de países socialistas. As expressões para descrever o país são sempre superlativas: “A última fronteira da guerra fria”, “única dinastia comunista do planeta”, “o reino eremítico onde ocorre a pior escassez de alimentos dos últimos tempos”, “o país mais fechado e militarizado do mundo”, “o grande exportador de armas biológicas e de mísseis para regimes párias”. 

Mas o repórter brasileiro conseguiu, e produziu um trabalho de vulto. “Viva o Grande Líder” é um dos raríssimos relatos verídicos publicados no Ocidente sobre este lugar tão comentado e tão pouco conhecido. O livro desmistifica lendas e mitos, e apresenta a face real da misteriosa Coréia do Norte.

A mais forte impressão foi o choque ao dar de cara com um país que tem seu Deus encarnado na figura de Kim Il Sung, o chefe de estado que mais tempo ficou no poder no século 20, o “Grande Líder” citado no título.

O nome do livro é uma referência – com uma boa dose de ironia – ao maior culto à personalidade que se tem notícia no mundo contemporâneo. Stalin é fichinha perto de Kim Il Song, “o Sol da Nação”, e seu filho a quem legou o poder, Kim Jong Il, o excêntrico “Genial Líder Querido” dos coreanos.

Mas não se trata de um panfleto de denúncia. Este não é o estilo de Marcelo Abreu, repórter e aventureiro que já visitou mais de 50 países, sempre buscando um olhar de entendimento do mundo e o traduzindo para o leitor. Abreu passou pela redação de grandes órgãos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, no Brasil, e a BBC, na Inglaterra. Escreveu os livros “De Londres a Kathmandu” e “Em Busca da Utopia Kitsch”, ambos publicados pela editora Record.

Em “Viva o Grande Líder” relata detalhada e informativamente – e em estilo muito pessoal – suas aventuras em um país tido como a maior ameaça para a estabilidade da Ásia. País tão misterioso e importante que até os presidentes americanos vão às suas fronteiras e, de binóculos, tentam descobrir o que pensa e o que faz Kim Il Sung e seu regime hostil ao resto do mundo.

O repórter faz bom uso da grande reportagem, aquela em que o próprio jornalista vive a matéria e é personagem dela. Personagem de seu tempo. E não foi nada fácil, pois foi praticamente seguido quase o tempo todo por dois supostos guias de viagem, que constantemente lhe alertavam que “o país não gosta de jornalistas” e que não era “permitido tirar fotos nem andar sozinho pelas ruas”.

Tais condições dificultarem ainda mais a cobertura de um país notabilizado pelas acusações de envolvimento em terrorismo internacional e exportação de plutônio enriquecido para fabricar armas nucleares, além de ser apontado como um dos regimes mais cruéis em relação aos dissidentes e onde a escassez de alimentos tem trazido a fome a milhões de pessoas.

Marcelo Abreu esteve na capital Pyongyang, viajou pelo interior da Coréia do Norte, visitou monumentos, lojas, barragens e centros culturais, foi coagido a homenagear o Grande Líder, entrou em contato com a população local e nos revela agora um mundo diferente de tudo o que acreditava-se ser possível: uma sociedade que vive em torno de um culto quase religioso aos seus líderes, em meio a campanhas patrióticas e monumentos gigantescos.

Numa mistura de espanto, repulsa e admiração – e, sempre que possível, com um sorriso preso no canto dos lábios – Abreu nos conta a sua viagem de forma rica em detalhes. Um relato único no Brasil e raro até mesmo no jornalismo internacional.

“Viva o Grande Líder” não é um livro de ficção, embora mostre uma realidade que muitas vezes pode vencer a mais fértil das imaginações. Em sua combinação de reportagem e relato de viagem, suas páginas são ao mesmo tempo valiosas e saborosas de serem lidas. “Viva o Grande Líder” é o passaporte para visitar um dos locais mais desconhecidos do planeta. 

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