Sarah

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Sarah
Autor: JT Leroy
Categoria: Romance
Formato 16×23 cm
Páginas: 160
Peso: 335gr
ISBN: 857509117-4
Cód. barra: 9788575091173
R$ 36,00
Editora: Geração

Sinopse:

Quando JT LeRoy surgiu com este primeiro livro, aos 20 anos de idade, foi um espanto. Jovem, genial e tão esquisito quanto JD Salinger, ele foi logo traduzido em vários idiomas e adotado por personalidades tão díspares quanto Madonna e o cineasta Gus Van Sant, do qual se tornou amigo e colaborador. Sarah, de fundo autobiográfico, é a história de uma criança graciosamente andrógina – o narrador – cuja mãe, prostituta em paradas de caminhoneiros, veste-o como mulher para que também se prostitua. Esse personagem tão improvável quanto engraçado, tão triste e trágico quanto patético, afunda então num reino delirante e perversamente idílico, no qual é explorado pelo violento cafetão Leloup, de quem procura fugir para viver no mundo menos infeliz de outro cafetão, o boa praça Glad Gratefull. JT LeRoy criou neste primeiro e genial livro um submundo memorável e terrível, tão acolhedor quanto sofrido e bizarro, tão belo e poético quanto apavorante, e sem dúvida surpreendentemente original.

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Um conto de fadas terrível e inovador

O fenômeno pop e literário JT LeRoy espanta a crítica com romance

Quando JT LeRoy surgiu com este seu primeiro livro, Sarah, com apenas 20 anos de idade, chegaram a imaginar que ele não existia, e que não passava da criação de algum outro autor extravagante. Na verdade, Jeremiah LeRoy – supõe-se que seja este seu verdadeiro nome – tinha razões para temer a exposição pública. Ex-criança abandonada, ex-prostituto infantil, ex-sem-teto, ex-garoto de programa, tinha escrito seu primeiro livro (The Heart is Deceitfull Above All Things, filmado por Asia Argento e só publicado posteriormente) aos 16 anos de idade, por sugestão de seu psiquiatra, Terrence Owens, que ficara perplexo tanto com o talento quanto com a desorientação psicológica de seu paciente, então recolhido das ruas pela assistência social americana.

A história virou lenda: JT Leroy, hoje com 25 anos, tornou-se uma celebridade do mundo pop, amigo dos astros da música Madonna e Lou Reed, parceiro do cineasta Gus Van Sant (que vai filmar Sarah), menino prodígio da crítica e de outros escritores famosos, que renderam homenagem ao precoce talento desse escritor que escreve, de forma elegante, irônica e engraçada, sobre a tragédia que foi sua vida, onde busca inspiração para narrar o que já não se pode saber mais o que é verdade ou fantasia. Que importa? O resultado é simplesmente fascinante.
JT LeRoy é uma pessoa franzina e andrógina, como pôde perceber o jornalista brasileiro Sergio Dávila, da Folha de S. Paulo, que o entrevistou pela primeira para o público brasileiro e o apresenta agora, nesta edição da Geração Editorial (160 pág, R$ 29,00). Recluso como J.D. Salinger, de quem tirou a inspiração para sua assinatura, cercado de mistérios como Thomas Pynchon, escondido por uma peruca loira desgrenhada e enterrado sob um chapéu como Truman Capote, ele costuma dar entrevistas de costas, quando as dá, ou por e-mail.

LeRoy vive num prédio invadido de San Francisco, na Califórnia, perto da Mission Street, onde divide um apartamento com um casal de ex-sem-teto e uma criança. Seu nome de autor é composto de Jeremiah (J), Terminator (T), seu antigo apelido, tirado do Exterminador do Futuro do filme, e LeRoy, que parece ser seu sobrenome verdadeiro. Foi prostituto infantil de beira de estrada, quando usava o nome de guerra de “Cherry Vanilla”; e foi levado à profissão pela própria mãe, prostituta juvenil, que ficou grávida dele aos 14 anos de idade.

Resgatado das ruas por autoridades de menores e levado a um psiquiatra aos 14 anos, reclamou das vozes que ouvia. “Escreva para acalmá-las”, disse-lhe o médico Terrence Owens, a quem dedicou o resultado de sua escrita. Mas estes primeiros textos só vieram a ser publicados depois que publicou Sarah, sucesso imediato em mais de 20 idiomas. Um menino de 12 anos que idolatra a mãe, uma prostituta de beira de estrada, presa fácil de camioneiros, no desolado meio-oeste americano. Meio autobiográfico, meio romance-verdade, Sarah colocou LeRoy no mapa.

Os críticos literários norte-americanos chegaram a duvidar de sua existência. Um autor que não aparecia, não dava autógrafos, não ia aos programas de TV? Não perderam por esperar. LeRoy logo foi adotado por figuras como Madonna e Gus Van Sant. Grifes como a Costume National dedicaram desfiles de moda a ele e bandas como o Garbage fizeram músicas baseadas em suas histórias (“Go, Cherry, Go”). JT LeRoy sobrevive fazendo artigos e entrevistas para revistas como Spin e I-D. Acaba amigo das celebridades que entrevista. Sua vida daria um filme – e deu mesmo, o filme de Ásia Argento baseado em The Heart is Deceitfull About All The Things, exibido em Cannes em 2004 e que já está vindo para o Brasil. Mas é pouco para vida tão extravagante: Gus Van Sant já se prepara para filmar Sarah.

 

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