Quem teme a morte

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Quem teme a morte
Subtítulo:
Onye e a profecia
Autora:
Nnedi Okorafor
Tradução: Mariana Mesquita
Gênero: Romance | Fantasia
Acabamento: Brochura
Edição:
Formato:
15,6×23 cm
Páginas: 412
Peso: a definir
ISBN: 9788581301594
Selo: Geração
Preço: R$ 44,90

E-book
eISBN:
9788581301587
Preço: R$ 24,90

Sinopse

Numa terra devastada por uma hecatombe nuclear, uma jovem e misteriosa mulher com o incomum nome de Onyesonwu – que pode ser traduzido como Quem teme a morte –  descobre que tem superpoderes e foi escolhida para salvar a humanidade. Este seria um  romance distópico como qualquer outro se não transcorresse na África e sua autora não fosse a surpreendente Nnedi Okorafor, elogiada pelo prêmio Nobel nigeriano Woyle Soyinka. Fantasias, batalhas, tradições e alta tecnologia, sonhos, visões, discriminação racial e sexual, tudo se mistura numa narrativa tensa e poética que confere uma nova linguagem para os romances do gênero.

Maravilhosamente mágico e incrivelmente realista. – THE WASHINGTON POST

Muito bem escrito. É a fantasia distópica em seu melhor estilo. – THE LIBRARY JOURNAL REVIEW

Seu ritmo é tenso. Suas descrições soam como poesia. As descrições de personagens paranormais e as batalhas são perturbadoramente vivas e palpáveis. Mas o que mais importa para o sucesso deste livro é a forma como a heroína transforma sua sede de vingança contra o pai estuprador numa luta justa para transformar os sistemas sociais que ele criou. – THE VILLAGE VOICE

Diferente de tudo o que havia lido. Nnedi Okorafor é uma mestra na arte de combinar história recente, fantasia, tradição, tecnologia avançada e cultura e a partir daí criar algo maravilhoso e novo. – RT REVIEWS

Leia o primeiro capítulo

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Fanta pós-apocalíptica na África

A nova voz da geração jovem de origem africana Nnedi Okorafor surpreende a crítica  com fantasia distópica na África do futuro. Uma garota com superpoderes luta para salvar um mundo hostil e devastado pela catástrofe

Nnedi Okorafor, autora de origem nigeriana premiada internacionalmente, e recentemente comparada a J. K. Rowling, com elogios do prêmio Nobel Woyle Soyinka, entra no mundo da literatura fantástica com uma história marcante sobre genocídio em um futuro distante, no qual uma garota precisa recriar seu próprio mundo.

Sua fantasia, que emerge numa África pós-apocalipse, traz um mix de batalhas, tradições e alta tecnologia, sonhos, visões, discriminação racial e sexual, tudo misturado numa narrativa tensa e poética que confere uma nova linguagem para os romances do gênero.

Nnedi Okorafor é uma das autoras mais esperadas para II Bienal Brasil do Livro e da Leitura de Brasília, que começou neste final de semana e vai até dia 21 de abril na capital federal.

A autora nos transporta para um mundo que mudou de diversas formas, mas ainda há uma região em que o genocídio entre tribos continua a manchar a terra de sangue. Uma mulher que sobreviveu à aniquilação da sua vila e a um terrível estupro cometido por um general vagueia pelo deserto esperando pela morte. Em vez disso, ela dá à luz uma zangada menina com a pele cor de areia. Convicta de que sua filha é diferente – especial – nomeou-a Onyesonwu, que significa “quem teme a morte” em uma língua ancestral. Não demora muito para que Onye entenda que ela é física e socialmente marcada pelas circunstâncias de sua violenta concepção.

Ela é uma Ewu – fruto de estupro que está fadada a viver uma vida de violência, uma mestiça rejeitada por duas tribos.  Porém Onye não é uma Ewu comum. Ainda criança ela já manifestava sinais de uma magia extraordinária e única. Enquanto ela crescia, desenvolvendo suas habilidades, faz uma visita acidental para o mundo espiritual e descobre algo terrível: que alguém poderoso está tentando matá-la.

Desesperada para escapar do seu suposto assassino e compreender sua própria natureza, ela embarca em uma jornada na qual lida com a natureza, tradição, história, amor verdadeiro e os mistérios espirituais de sua cultura que a ensina porque recebeu o nome que carrega: quem teme a morte.


Sobre a autora:

NNEDI OKORAFOR, de ascendência nigeriana, vive nos Estados Unidos. Aclamada pela crítica por causa de seus romances densos e criativos, foi comparada recentemente a J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter. Ela é atualmente professora de escrita criativa na Universidadse de Chicago. Quem teme a morte teve os direitos comprados para ser transformado em filme.

Entrevista com a autora

Quem te inspirou a escrever profissionalmente?
Não tive alguém que me inspirasse a escrever. Apenas era algo que eu queria muito fazer. Comecei quando tinha 20 anos. E ninguém me inspirou a publicar também. Foi uma realização gradual. Escrevi por muitos anos sem a intenção de publicar. Já tinha terminado de escrever vários romances e não parava mais. Até que, em algum momento, alguém veio com a ideia de publicar. Mas a maior parte da inspiração foi interior, vinda de alguma força desconhecida.

Você consegue balancear de forma poética a tragédia e triunfa ao mexer com nossas emoções. É algo que você faz conscientemente quando está escrevendo?
Sou uma escritora intuitiva. Tenho algumas estratégias, mas vou te dizer: oitenta por cento das vezes eu não sei de onde vem a inspiração para as minhas histórias. Quando termino de escrever fico abismada com o que leio, me surpreendo com o texto que surge. Nem sempre posso controlar os meus personagens e suas histórias, mas de alguma forma, a coisa acontece.

Você passou grande parte da sua vida na grande Chicago. O que Chicago significa para você como autora? De que forma ela alimenta sua criatividade?
Nasci em Cincinnati, Ohio, mas  vivi nos subúrbios de Chicago desde que eu tinha uns seis anos. Viver nos subúrbios de Chicago me deu muito espaço e uma grande quantidade de terrenos vazios, cheios de ervas daninhas para explorar. São nesses terrenos vazios, florestas protegidas e centros de natureza que eu comecei a cultivar meu amor pela flora e fauna. Foi também nestes subúrbios que experimentei o racismo. Na década de 1980, Holland e Illinois eram como os estados do Sul nos anos 1960. Minha família foi uma das primeiras de origem negra a se mudar para aquele bairro. Graças a Deus eu era uma boa corredora. Aprendi desde cedo que correr salvaria a minha própria pele dos bandidos. Então, quando me mudei para Olympia Fields, Illinois, voltei a sentir a discriminação dos negros americanos por ser africana e agir como branca. Eu era uma espécie de pária em várias comunidades. Cresci assim, com pouco ‘interesse’ em me adaptar aos outros e ao meu ambiente. Fiz o que quis e continuo fazendo.

Que tipo de mudanças você observou nas suas últimas visitas à Nigéria?
Bem, é difícil dizer se são mudanças ou apenas coisas que estou começando a entender melhor, porque conforme vou ficando mais velha eu vejo e compreendo mais. Quando eu era criança as coisas pareciam mais alegres. Nos dias de hoje sinto que quando estou por lá preciso me manter mais alerta.

Seu romance, Quem teme a morte se passa em uma África alternativa. Que tipo de liberdades esse cenário proporcionou em sua escrita?
Fez com que eu não ficasse presa a tradições específicas (não queria que pessoas do meu próprio grupo étnico ficassem aborrecidas comigo por não escrever apenas sobre eles, ou com qualquer grupo dizendo: bem, você fez isso ou aquilo errado, etc etc), isso permitiu que eu tratasse de questões que estão acontecendo em várias partes da África. Ainda assim, o romance é fiel a muitas tradições e culturas existentes, eu só juntei tudo.

Em que ano o livro Quem teme a morte está situado? Era para ser nos dias de hoje?
Nenhum ano examente. Situei a história em um futuro distante, depois que algumas coisas aconteceram e as culturas se misturaram com algumas origens esquecidas, mas com hábitos ainda presentes. Porém não tão distante mantendo uma referência à tecnologia atual.

A primeira criatura em que a protagonista, Onye, se transforma é em um abutre. Por que escolheu um abutre?
Porque eles comem carniça e as pessoas os veem como um animal horrível e maléfico, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo. Além disso, os abutres são desajeitados no chão, mas graciosos no ar. Eles são beleza e feiúra, como Onyesonwu. Sou fascinada por eles. Quando os vejo na Nigéria, só sinto uma espécie de SINTONIA presença com eles. Eles não têm medo. E quando voam não fazem nenhum som. Posso continuar falando sobre eles sem parar. Essas aves são resistentes como pregos. Que estômago!

Adorei o modo como o Povo Vermelho se transporta. Você tirou a ideia de alguma  mitologia africana?
Não é muito legal? Eu não tenho ideia de onde isso veio. Minha mãe costumava viver no norte e ela sempre falava sobre criaturas que habitam pequenos redemoinhos de vento. Isso povoou o meu imaginário.

E a história do bom padastro. Foi intencional?
Foi intencional, eu sentia que precisava mostrar isso. Na história, o padastro ama Onye de forma verdadeira como qualquer pai biológico amaria. Precisamos ver mais disso em romances para  jovens adultos. A vida em família sempre foi e será uma coisa complexa. A sociedade ocidental impõe uma estrutura impossível para a família que faz todo mundo pirar.

Pode explicar melhor?
Por exemplo, quando um relacionamento acaba e surge então uma madrasta ou padrasto, certo? A sociedade ocidental diz que somente “pais de verdade ” podem criar um filho ou deveriam ter esse papel na vida de uma criança. Por que um avô não pode desempenhar esse papel? Por que uma tia não pode desempenhar o papel dos pais se acaso acontecer da criança ouvi-la mais do que a mãe? Eu acho que a família precisa ser mais fluída e variar de acordo com os indivíduos envolvidos. Colocando sempre o amor em primeiro lugar.

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