Prepare seu coração

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Autor: Solano Ribeiro
Gênero: Música
Formato: 16 X 23 cm
Páginas: 256
ISBN: 857509056-9
Peso: 0.6 kg.
Preço: R$ 24,00

 

Sinopse:
Solano Ribeiro foi ninguém menos que o criador dos festivais de MPB que mudaram os rumos da música brasileira nos anos 60 e 70. Este é seu depoimento histórico e eletrizante de uma época que revolucionou o país. Ilustrado com dezenas de fotos e prefaciado por J.B de Oliveira Sobrinho, o Boni, o livro traz um CD com 14 dos grandes sucessos dos festivais, como a gravação rara de É proibido proibir, em que Caetano brada com Os Mutantes contra a pressão da música de protesto.

 


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O relato eletrizante de um dos protagonistas do movimento que transformou a cultura brasileira nos anos 60 e 70

Solano Ribeiro seria apenas mais um jovem brasileiro que, com o espírito dos anos 60 e 70, viveu a boemia da bossa nova, o entusiasmo pelo rock e as discussões políticas acirradas em um país subjugado ao horror da ditadura militar. Ao contrário da massa da qual fazia parte, porém, não se conformou com o papel de observador dos fatos. E acabou entrando para a história como o mentor, criador e produtor dos festivais de música popular brasileira que transformaram a cena musical do país entre 1965 e 1972.

Os famosos Festivais de MPB (verbete que Solano ajudou a criar, é bom que se diga) reuniam centenas de milhares de espectadores em delírio total e se constituíram em um dos maiores eventos da televisão brasileira. Nas noites das finalíssimas, teatros e cinemas da cidade de São Paulo ficavam às moscas, as ruas vazias. Suspiro preso, o Brasil ficava em suspenso para torcer pelos artistas que hoje são ícones da nossa cena musical, mas que então eram apenas revelações dos festivais – como Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, Gal Costa, Milton Nascimento, Os Mutantes, Edu Lôbo e Caetano Veloso.

“Prepare Seu Coração” é o depoimento eletrizante de um dos protagonistas da época que revolucionou a cultura brasileira. Ilustrado com dezenas de fotos e prefaciado por J.B de Oliveira Sobrinho, o Boni, o livro traz um CD com 14 dos grandes sucessos dos festivais, como a gravação rara de É proibido proibir, em que Caetano brada com Os Mutantes contra a pressão da música de protesto.

Por sua vida ser inseparável da história da música e da televisão do país, as histórias que Solano reuniu, em tom deliciosamente confessional, são um recorte singular dos rumos que o Brasil tomou nas últimas quatro décadas. É por isso que, ao lado de impressões sobre a ditadura (“Então o meu nome não está na lista? Não estava. Sentei no escuro com uma sensação estranha. Eu não tinha a importância que pensava para a repressão”), está a falta de pudor para falar do quase-noivado com Elis Regina, quando esta começava a carreira (“Nossos corpos ardidos e suados viveram os primeiros momentos de tranqüila intimidade”), ou de sua experiência com as drogas (“Alguns amigos já haviam experimentado a mescalina e faziam a apologia de seus efeitos”).

Ao lado de sua visão do surgimento da Tropicália e do exílio de Caetano e Gil, está o entusiasmo quase adolescente com o glamour da primeira viagem ao exterior para participar do Midem (Mercado Internacional do Disco e Edições Musicais), na França. Ao lado da perplexidade com a repressão, o compromisso com os valores que ele mesmo estabeleceu para nortear seu trabalho – que o levaram a enfrentar de patrocinadores gigantes como a Rhodia aos grandes manda-chuvas da Globo, por sua conta e risco.

O relato de Solano Ribeiro escapa do marasmo das autobiografias porque nada foge de seu olhar crítico – nem as críticas ao veículo que o consagrou, nem a análise ácida da competição que presenciou entre artistas e movimentos pela fatia maior do show business, nem tampouco a frustração com o Festival de 2000, último revival dos festivais do passado, do qual foi co-produtor. Nada fica intacto na caixa de Pandora que são suas memórias. Bem aconselha Luís Antônio Giron ao leitor desavisado, na orelha do livro: “O título do livro não é força de expressão. Prepare seu coração!”

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