Os três porquinhos e o lobo Lalau

Capa_Lobo_lalau

Autor: Luiz Fernando Emediato
Gênero: Conto
Formato: 20,5X27,5 cm
Páginas: 24
ISBN: 978-85-6150-103-7
Peso: 0.075 kg.
Preço: R$ 20,00

Sinopse:
Luiz Fernando Emediato recria clássico infantil para discutir a natureza do mal, a diversidade de opiniões e a convivência democrática. Naquele tempo mágico em que os bichos falavam, Lalau, um lobo, é meigo, atencioso com os outros animais da floresta e com uma dieta bem atípica e pouco gordurosa: ele se alimenta de frutas e mel. Um bicho feliz com sua situação e em perfeita harmonia com o meio ambiente. Os três porquinhos são maus e arruaceiros. E transformam a vida de Lalau num verdadeiro inferno, a tal ponto que os animais da floresta convocam uma reunião de seu Conselho para discutir o conflito e encontrar uma solução. O que faz alguém ser mau? Para o filósofo Jean Jacques Rousseau, os homens nascem bons – a sociedade é que os corrompe. O livro foi escrito há 30 anos, originalmente para a revista Recreio, então dirigida pela escritora Ruth Rocha. A história pode propor, na escola, uma discussão sobre a natureza do bem e do mal, sobre a democracia e a questão ambiental. Com final surpreendente, mas paradoxalmente previsível – afinal, a natureza é a natureza e as coisas são como são desde o início dos tempos – essa história muito engraçada pode ser lida de qualquer maneira: como divertimento ou como reflexão. O final é aberto: Lalau era mesmo bom e se tornou mau para se defender ou era mau desde sua mais íntima essência?

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Um lobo bom e três porquinhos muito maus. Uma fábula moral
Luiz Fernando Emediato recria clássico infantil para discutir a natureza do mal, a diversidade de opiniões e a convivência democrática

O que faz alguém ser mau? Para o filósofo Jean Jacques Rousseau, os homens nascem bons – a sociedade é que os corrompe. Numa pequena e despretensiosa história escrita para crianças há 30 anos para a revista Recreio e só agora lançada em livro, Luiz Fernando Emediato brinca com a clássica história dos três porquinhos e do lobo mau.

    Naquele tempo mágico em que os bichos falavam, Lalau, o tal lobo, é meigo, atencioso com os outros animais da floresta e com uma dieta bem atípica e pouco gordurosa: ele se alimenta de frutas e mel. Um bicho feliz com sua situação e em perfeita harmonia com o meio ambiente.

    O problema começa quando paz na floresta e o equilíbrio ecológico são perturbados pela chegada de três porquinhos também bastante atípicos. Violentos, doidos e endiabrados, os três transformam a vida de Lalau num verdadeiro inferno.

    A completa subversão de  uma das mais antigas fábulas é muito engraçada e moderna e, nesta versão ilustrada pelo premiado desenhista e também escritor Cláudio Martins, os porquinhos surgem a cada cena com roupagem bem radical: uma hora são punks, outra nazistas, e por aí vai… O mal em toucinho e osso.

    A história foi escrita pelo autor para seu primeiro filho, Alexandre, que então tinha apenas dois anos, numa época de acirramento ideológico e em que as ideologias de então começavam a ser colocadas em cheque: a luta armada da esquerda brasileira tinha fracassado, a ditadura militar se enfraquecia e tomava vulto a luta pacífica pelo retorno da democracia.

    – Claro que nada disso aparece explicitamente neste livro, que pode ser lido apenas como uma brincadeira – diz hoje Emediato – mas quando ela foi escrita eu realmente estava desiludido com a perspectiva da vitória do socialismo (o mundo marchava para o contrário) e refletindo sobre conceitos bem definidos: moral, ética, o belo e o feio, o bem e o mal.

    A história pode propor, na escola, uma discussão sobre a natureza do bem e do mal, sobre a democracia e a questão ambiental. Os animais se reúnem numa espécie de conselho, liderado, claro, pela coruja Aristóteles – corujas são sempre os animais mais sábios nas fábulas infantis – para instaurarem um processo investigativo sobre a enorme confusão provocada pelos antipáticos porquinhos.

    – O PT ainda não tinha sido criado – Lula ainda era um líder que apenas despontava em 1978 – mas aquele conselho já era o embrião do que o PT veio a criar dois anos depois: grupos populares em discussões intermináveis, muito bem intencionadas, que acabavam em julgamentos morais muito severos – lembra o autor.

    Com final surpreendente, mas paradoxalmente previsível – afinal, a natureza é a natureza e as coisas são como são desde o início dos tempos – essa história muito engraçada pode ser lida de qualquer maneira: como divertimento ou como reflexão. O final é aberto: Lalau era mesmo bom e se tornou mau para se defender ou era mau desde sua mais íntima essência?

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