Os sinais impossíveis

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Autor: Vinicius Castro
Gênero: Romance
Formato: 15,5X22,5 cm
Páginas: 304
ISBN: 978-85-61501-51-8
Peso: 0.35 kg.
Preço: R$ 44,90

Sinopse:
Neste magnífico romance impressionista, primor de estilo e linguagem, acompanhamos as sensações e perplexidades de João e Luísa, jovens estudantes brasilienses com sede de sentido e cujas vidas, assim como as de seus colegas e amigos, se dividem entre a universidade, os compromissos sociais pouco sérios, o consumo cavalar de cultura de massa, e as descobertas precocemente envelhecidas e degeneradas em frustrações, numa teia de relações humanas cada vez mais difíceis e de rituais vazios que tentam forjar a nossa realidade. Seja como um admirável exercício de impressionismo na literatura, ou como uma crítica poética à sociedade de consumo, que despersonaliza o indivíduo e o reduz a simples parte de uma massa amorfa de consumidores de mau gosto, Os sinais impossíveis é um livro magistral, que fala ao leitor em função do grau de sua sensibilidade.

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Em seu romance de estreia, jovem talento das letras nacionais descreve as impressões e descobertas de estudantes brasilienses que buscam dar sentido a suas vidas vazias

Sempre empenhada em prestigiar os novos expoentes da literatura nacional, a Geração Editorial lança o livro de estreia de Vinicius Castro, estudante de Direito na Universidade de Brasília, que desponta como uma grande revelação da prosa brasileira contemporânea.

Neste magnífico romance impressionista, primor de estilo e linguagem, acompanhamos as sensações e perplexidades de um grupo de estudantes em Brasília, cujas vidas se arrastam sem um sentido maior, divididas entre a universidade, os compromissos sociais pouco sérios e o consumo cavalar de cultura de massa, representada pela TV, cinema, música, videogamesinternet e derivados — como blogsfotologs e YouTube —, sempre na expectativa de que algo significativo vá preencher essas vidas, da mesma forma que as imagens no computador preenchem a tela, muito embora o excesso de imagens e de informação tornem a vida ainda mais vazia e as pessoas mais ignorantes. Em cada nova impressão de algum personagem palpita um esforço para encontrar em cada coisa um sentido, um signo, um sinal, que no entanto não existe, por isso impossível.

Em meio a essa inundação de descobertas precocemente envelhecidas e degeneradas em frustrações, emerge o romance vacilante de João e Luísa, rapidamente enredado na teia de relações humanas cada vez mais difíceis e sufocado pela série de rituais sociais que tentam forjar a nossa realidade. O principal personagem, no entanto, é a própria narrativa, que por meio da descrição dos mais prosaicos objetos e gestos faz derramar de cada página um fluxo lírico quase ininterrupto de imagens embaladas por um vocabulário profundamente musical e pontuadas, aqui e ali, por diálogos de acentuado coloquialismo.

Revisitando o spleen ou tédio de Álvares de Azevedo, os jovens brasilienses de Vinicius Castro vão gradualmente percebendo que o tempo e o espaço não precisam de nós, antes nos ignoram olimpicamente, que a existência não é forjada por acontecimentos e peripécias, e sim pela somatória de impressões gravadas no cérebro, que não há de fato lições a aprender ou a ensinar, mas tão somente sensações às quais reagir, ou não reagir. Preferivelmente não reagir. Há poucas reações a tudo em Os sinais impossíveis: a ditos espirituosos, a rompantes ideológicos intelectuais, ao sexo. O niilismo perpassa a narrativa como uma névoa na qual despontam luzes de diversas cores, mas sem intensidade suficiente para romper o invólucro gasoso.

Os sinais impossíveis pode ser visto como um magnífico exercício de impressionismo na literatura, mas também como uma crítica poética à sociedade de produção e consumo, responsável pela banalização dos relacionamentos, pela falência de ideais e valores, pela deterioração dos padrões culturais e por limitar os sonhos da juventude a gratificações instantâneas, tão efêmeras quanto websites, nessa gigantesca engrenagem capitalista que reduz os indivíduos a uma massa virtual configurada para consumir ou ser “deletada”. Trata-se de uma obra magistral, que fala ao leitor em função do grau de sua sensibilidade.

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