O vestido

vestido

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Autor: Carlos Herculano Lopes
Gênero: Romance
Formato 14 X 21 cm
Páginas: 200
ISBN: 857509108-5
Peso: 0.3 kg.
Preço: R$ 42,00

Sinopse:
Com base em um dos mais famosos e populares poemas de Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta brasileiro, o romancista mineiro Carlos Herculano Lopes constrói uma emocionante história de amor e paixão. A história foi filmada por Paulo Thiago, com a atriz Gabriela Duarte no papel principal. Na obra magistral de Carlos Drummond de Andrade, o poema descritivo “Caso do Vestido” (A Rosa do Povo, 1945) é sem dúvida um dos mais populares, ao contar, de forma emocionante, uma dramática história de amor e paixão, na qual uma mulher ama tanto seu marido que aceita entregá-lo para outra, se isso o fará feliz. O poema, escrito na forma de um diálogo entre mãe e filhas, tem exatamente 150 versos distribuídos em 75 estrofes. A partir de uma proposta do cineasta Paulo Thiago – que queria filmar o poema, e o fez – o romancista mineiro Carlos Herculano Lopes escreveu não só um argumento para o roteiro do filme, mas um romance mesmo. Nos 150 versos, Carlos Herculano buscou inspiração para rechear a história com outros personagens e um enredo tão envolvente quanto o lendário poema. O texto atinge, em alguns momentos, clímax de enorme emoção. Carlos Herculano Lopes é autor, entre outros, do romance A Dança dos Cabelos e da novela Sombras de Julho, filmada por Marco Altberg.

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Épico drummondiano
Do poema para o romance e do romance para o cinema. Inspirado em poema de Carlos Drummond de Andrade, Carlos Herculano Lopes escreve romance épico de amor e paixão na Minas Gerais dos anos 40

Com base em um dos mais famosos e populares poemas de Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta brasileiro, o romancista mineiro Carlos Herculano Lopes constrói uma emocionante história de amor e paixão. A história foi filmada por Paulo Thiago, com a atriz Gabriela Duarte no papel principal.

Na obra magistral de Carlos Drummond de Andrade, o poema descritivo “Caso do Vestido” (A Rosa do Povo, 1945) é sem dúvida um dos mais populares, ao contar, de forma emocionante, uma dramática história de amor e paixão, na qual uma mulher ama tanto seu marido que aceita entregá-lo para outra, se isso o fará feliz.

O poema, escrito na forma de um diálogo entre mãe e filhas, tem exatamente 150 versos distribuídos em 75 estrofes. A partir de uma proposta do cineasta Paulo Thiago – que queria filmar o poema, e o fez – o romancista mineiro Carlos Herculano Lopes escreveu não só um argumento roteirizável, mas um romance mesmo. Nos 150 versos, Carlos Herculano buscou inspiração para rechear a história com outros personagens e um enredo tão envolvente quanto o lendário poema.

Embora Paulo Thiago tenha situado seu filme na época atual, Carlos Herculano preferiu manter-se fiel ao tempo do poema e situar a ação do romance nos anos 40, no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais belas e mais pobres do Brasil. Numa linguagem primorosa, quase metrificada, Carlos Herculano conta a história da mulher cujo marido, alucinado de paixão, abandona a família por outra mulher e se envolve numa desvairada andança pelos garimpos de Minas Gerais. A narradora, como no poema, é a própria mulher abandonada. O texto atinge, em alguns momentos, clímax de enorme emoção. Carlos Herculano Lopes é autor, entre outros, do romance A Dança dos Cabelos e da novela Sombras de Julho, filmada por Marco Altberg.

A revista Veja escreveu que Carlos Herculano é “um dos mais sólidos talentos de sua geração”. O crítico Nelson de Oliveira escreveu no Jornal do Brasil que “suas histórias aprisionam e surpreendem o leitor, pois falam tanto ao intelecto quanto à sensibilidade, graças ao delicado jogo de imagens orais e imaginação literária.” A ligação com o poema de Drummond, o sucesso crítico de suas obras anteriores e a popularização da história pelo filme certamente vão transformar O Vestido em um dos livros mais comentados de 2004.

Épico e poético

Segundo a professora de literatura da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Ruth Silviano Brandão, que assina o pós-cio do livro (que contém ainda o poema de Drummond, na íntegra, para comparações), o romance de Carlos Herculano Lopes tem um tom “épico”, que se contrapõe e ao mesmo tempo completa o tom “teatral” do poema ano qual se inspirou.

“O fio narrativo é tenso, a leitura não pode parar, não exatamente pela expectativa de um desfecho surpreendente, pois já se sabe o que vai acontecer. O leitor é preso pelo ritmo, pelo tom de urgência, simétrico à tensão drummondiana, geradora da rapidez e agilidade dos diálogos, no registro de um segredo contado num mínimo tempo que antecede à chegada do pai, diante do qual a mãe e as filhas têm que se calar”, escreveu a professora, que continua:

“No início de O vestido, o tom poético está mais próximo de Drummond e a figura do poeta não se deixa esvanecer, para, depois, pouco a pouco, se criar um distanciamento, pois outra história se conta preenchendo as lacunas da primeira. O tom poético não se perde, apesar de a segunda história ser mais narrativa: se o poema de Drummond é dramático, com um cenário teatral, no segundo texto, de Carlos Herculano, predomina a narrativa, à qual, entretanto, não falta a modulação poética, que não deixa o leitor esquecer do texto de origem. Mais exatamente, uma prosa atravessada por um tom poético, dentro de uma estrutura mais épica do que teatral com um seu cenário ampliado em relação à primeira. Rapidamente o tom de segredo, estabelecido num espaço estreito, de âmbito doméstico, fechado, se abre para um espaço geográfico que abrange cidades e se estende por uma paisagem rural que remete a uma história real de lutas de cobiça e poder: exatamente como o cenário de alguns livros do romancista Carlos Herculano Lopes, como A dança dos cabelos e Sombras de julho, por exemplo.”

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