O verdadeiro Indiana Jones

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Autor: Hermes Leal 
Gênero: Biografia
Formato 16X23 cm
Páginas: 288
ISBN: 978856032178
Peso: 0.48 kg.
Preço: R$ 39,90

Sinopse:
Em “O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett”, reeditado pela Geração-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal refaz a história do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett em expedição pela América Latina, principalmente no Brasil, no início do século 20. Saga recheada de aventura, suspense, lendas e mitos que inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg. Hermes Leal detalha, com sobriedade e realismo, a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.

 

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O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett
Livro de Hermes Leal, lançamento da Geração Editorial -Ediouro, refaz a história do coronel inglês Fawcett em busca da Cidade Escondida no Brasil

A saga do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett é recheada de aventura, suspense, lendas e mitos. Não é à toa que seus estudos de campo como antropólogo pela América Latina, em especial no Brasil, inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg.

Em O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett, lançamento da Geração Editorial-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal se dedicou a instigante tarefa de contar a biografia desse explorador, bem como as impressões sobre os lugares por onde passou. O livro detalha a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.

De forma sóbria e realista, Hermes Leal oferece ao leitor o cenário vivido pelo explorador – uma aventura embrenhada nas fronteiras brasileiras e na mata mato-grossense em contato com populações indígenas, sertanejos e fazendeiros. Seu protagonista percorreu a trajetória com obstinação e coragem. Esta se inicia no oriente, nos primeiros anos do século passado, onde o Coronel Fawcett desempenhou um papel de destaque a serviço do exército nas antigas colônias inglesas, dentre as quais o Ceilão.

O especialista em antropologia e topografia casou-se, teve três filhos e serviu na primeira Grande Guerra, mas seus planos estavam muito distantes do oriente. Budista, ele se convencera de que poderia encontrar uma civilização pré-histórica na América Latina, parecida com os Impérios Inca e Asteca. A partir de 1906 foi contratado para expedições de delimitação de fronteiras entre o Peru e a Bolívia e, daí em diante, nascia um dos exploradores mais famosos do século XX.

Seus feitos heróicos e suas investigações arqueológicas vêm acompanhados de descrições detalhadas das regiões nunca antes desbravadas pela ação do homem. A extensa pesquisa de Leal é baseada em arquivos, documentos e livros sobre as expedições de Fawcett espalhados na Europa, na Ásia e no Brasil, em cartas e artigos escritos pelo próprio durante suas jornadas, além de uma visita in loco.

Apesar de escrito com base na América Latina e no Brasil dos anos 20, as aventuras e as “imagens” narradas pelo autor continuam atuais e vigorosas, principalmente, ao abordar lendas  das quais Fawcett ouvira falar e ainda continuam sendo objeto   de culto entre os místicos. A narrativa combina as belas imagens das cordilheiras com passagens de feições assustadoras que descrevem as descidas em rios traiçoeiros, o silêncio da mata, o sofrimento, as privações, a fome e a espera de um iminente ataque indígena.

Para o Coronel, o desbravamento do continente também o levava para um novo mundo repleto de histórias do imaginário sertanejo, índios morcegos, animais exóticos, doenças tropicais, escravos e vestígios de civilizações superiores. A posse de uma estatueta de basalto com hieróglifos lhe servia de mapa para encontrar a Cidade Abandonada ou a “Misteriosa Z”, como ele a batizou, “construída em outros tempos, por gente mística além da nossa compreensão”.

Tanto mistério transformou a sua presença em alvo de controvérsias no território brasileiro. O renomado Marechal Cândido Rondon enxergava nele algo mais do que um aventureiro romântico que almejava trazer benefícios para a humanidade; Rondon acreditava se tratar de um estrangeiro em busca de tesouros. Ao que tudo indica nunca se chegou a tal “Cidade Abandonada”, suas expedições com patrocínio do governo brasileiro, entre 1920 e 1923, fracassaram ao desbravar o Mato Grosso e a Bahia entrando em terras indígenas. Empenhado, Fawcett se lançou em outra tentativa, com início envolto em muita polêmica, descrédito da imprensa e sem a confiança das autoridades brasileiras. Em 1925, aos 57 anos, o aventureiro ,  ao lado do filho mais velh o, Jack e de seu colega Rimell, entraria novamente na selva mato-grossense para mais uma missão, dessa vez suicida.

O autor dedica alguns capítulos para esmiuçar a repercussão em torno do desaparecimento dos três. O mito se fortalecia no mundo inteiro fabricando várias teses, todas refutadas pela família, que preferia acreditar no retorno deles – entre as quais especulava-se que Fawcett casara-se com uma índia e Jack tivera um filho (um índio branco), ou mesmo que ambos foram mortos por índios Kalapalos.

Atrás de fama e reconhecimento, escritores, pesquisadores, charlatões, além da imprensa sensacionalista lançaram suas obras e reportagens: sérias e absurdas. Caravanas de expedicionários chegavam ao Brasil prometendo desvendar o mistério ou mesmo encontrá-los, talvez como prisioneiros de alguma comunidade indígena. Todos os resultados soaram infrutíferos. O que chegou mais perto da verdade envolveu a descoberta de ossadas pelo sertanista Orlando Villas Boas, em 1951, comprovadas posteriormente que não eram do aventureiro.

O projeto de Hermes Leal em traçar a história de Fawcett o levou a fazer parte de uma expedição ao Xingu. Junto com um grupo de jornalistas, estudantes e equipes de vídeos se formou a “Expedição Autan nas trilhas do Coronel Fawcett”, em maio de 1996, objetivando conhecer as terras que encantaram o explorador inglês e o universo místico que rodeia as imensas serras da região.

Como Leal mesmo justifica: “Para entender Fawcett, era preciso conhecer os lugares por onde ele passou e descobrir o que tem no sertão do Mato Grosso de tão mágico a ponto de atraí-lo numa arriscada expedição em busca de um mundo perdido”. O autor se deparou com as mudanças culturais dos índios, agora consumidores de produtos modernos, adeptos da moda dos “brancos” e de bicicletas. Em plena reserva indígena seu grupo foi seqüestrado e se tornou alvo de barganha dos índios em troca de pertences pessoais, equipamentos e caminhonetes.

O desfecho de O Verdadeiro Indiana Jones se enquadra bem na trajetória real de Fawcett. No final, o leitor saberá que a aventura dele encontra laços com a própria experiência pessoal do autor. Os fatos narrados no livro e o posterior perigo de Leal e seu grupo sob domínio dos índios servem para recuperar questões importantes, sobretudo aquelas determinadas pela ação dos homens e não pela natureza; como a de imaginar um pouco as dificuldades extremas, a coragem e o espírito, assim como as condições que levaram ao desaparecimento do explorador inglês.

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