O livro dos cinco anéis

Autor: Miyanoto Musashi
Tradução: Dr. Wataru Kikuchi
Gênero: Estratégia empresarial e pessoal
Acabamento: Brochura
Formato: 13,5x21cm
Págs: 128
Preço: R$29,90
ISBN: 9788584840335

Sinopse

O Livro dos Cinco Anéis é hoje um manual de gente de sucesso que soube aproveitar as lições de Miyamoto Musashi (1584-1645) nas batalhas do dia a dia. Espadachim imbatível desde os 13 anos, o autor resumiu nesta obra clássica a experiência de quem representou o apogeu do Bushido, ou “caminho do guerreiro”, o código de conduta e modo de vida para os samurais que inclui equilíbrio, sabedoria e honra. Nos cinco capítulos ou tomos do livro, Terra, Água, Fogo, Vento e Vácuo, Musashi trata de liderança e dos princípios ligados aos conflitos da existência humana para fazer do leitor uma pessoa vencedora. Esta edição da Jardim dos Livros tem primorosa tradução, direta do japonês, do professor doutor Wataru Kikuchi, diretor do Centro de Estudos Japoneses da USP. Um caderno de fotos, pinturas do autor e mapas de batalhas do Japão antigo tornam o livro, além de tudo, uma requintada obra de arte, inclui ainda páginas para anotações do leitor.

“O Livro dos Cinco Anéis” ensina como se tornar um vencedor
A Jardim dos Livros reedita o clássico de Miyamoto Musashi em tradução direta do japonês

As lições dos grandes livros valem para sempre, como as de O Livro dos Cinco Anéis, de Miyamoto Musashi (1584-1645), o mais célebre samurai de todos os tempos. Escrito por volta de 1644, esse manual de estratégia, agora relançado pela Jardim dos Livros, selo da Geração Editorial, atravessou os séculos e chegou aos anos 2000 como leitura de cabeceira de empresários, militares, políticos, estudantes etc. que souberam aproveitar os conselhos do espadachim para as batalhas do dia a dia. O autor resumiu nessa obra clássica sua rica experiência obtida em dezenas de lutas vitoriosas.

Imbatível desde o primeiro confronto, aos 13 anos, Musashi representou o apogeu do Bushido, ou “caminho do guerreiro”, o código de conduta e modo de vida para os samurais (a classe guerreira do Japão feudal) que inclui equilíbrio, sabedoria e honra. “Para facilitar a compreensão de sua essência”, Musashi dividiu o livro em cinco caminhos (capítulos ou tomos): Terra, Água, Fogo, Vento e Vácuo. Ele trata de liderança e princípios ligados aos conflitos da existência humana para fazer do leitor de qualquer idade, sexo ou profissão um mestre em estratégia e combatente vencedor.

Além disso, Miyamoto Musashi apresenta o resultado de uma profunda reflexão sobre o que é estratégia e como vencer qualquer oponente no competitivo mundo de hoje. Essa edição renovada da Jardim dos Livros tem primorosa tradução, direta do japonês, do professor doutor Wataru Kikuchi, diretor do Centro de Estudos Japoneses da USP. Com belo projeto gráfico, um caderno de fotos, pinturas do autor e mapas do Japão antigo, essa reedição é também uma refinada obra de arte.

Musashi ultrapassou o círculo das artes marciais, tornou-se ícone da cultura pop e foi retratado em vários filmes, quadrinhos e mangás. Sua imagem é viva e presente. Nas suas lições de O Livro dos Cinco Anéis, ele mostra-se criativo e observador ao usar bonitas analogias, como a atividade de mestre de obras e a de carpinteiro, para falar sobre treinamento e liderança e os princípios fundamentais que envolvem os caminhos da vida. Um mestre deve conhecer profundamente tanto os homens como suas ferramentas de trabalho, lembra o autor, e só assim pode selecionar os melhores para cada tarefa.

Na construção de uma casa, por exemplo, cada área fica a cargo de um grupo de acordo com seu apuro técnico. As tarefas mais elaboradas cabem aos melhores. Esta analogia é válida tanto para o mundo dos negócios, como para o campo de batalha, ou mesmo para as estratégias da vida cotidiana.

No tomo Terra, o primeiro do livro, Musashi faz uma síntese do Caminho da Arte do Combate, explicando a essência do seu estilo de Duas Espadas. Segundo ele, se se considerar que se trata apenas de uma exposição da técnica comum de manejo da espada, não será possível apreender a sua verdade. O samurai deu ao capítulo inicial o título de Terra porque achou necessário aplainar o terreno antes “de traçar um caminho retilíneo, pois o intuito é que se obtenha a sabedoria partindo do maior para o menor, do raso até atingir o profundo”.

O significado do segundo tomo, Água, é claro. O autor detalha: “Significa ter a água como modelo e fazer do espírito como se fosse ela. A água segue o formato da vasilha que a contém, circular ou angular, e também pode se tornar tanto uma gotícula, assim como um imenso oceano. Ela possui uma cor azulada. Inspirando-me na sua pureza, vou descrever nesse tomo os princípios da Arte do Combate do meu estilo Duas Espadas”. Pouco depois, ele afirma: “A Arte do Combate de um mestre guerreiro consiste em fazer de algo pequeno uma coisa maior, assim como o mestre de obras constrói uma imensa estátua de Buda tendo como modelo uma miniatura de trinta centímetros”.

No terceiro caminho, Fogo, ele escreve sobre as lutas. “O fogo pode ser tanto de pequena quanto de grande extensão, mas é algo extremamente intenso”, observa. “O Caminho das lutas pode ser de um contra um, assim como de dez mil contra dez mil, é igual”, diz. Isso requer “uma visão do todo, sem deixar de se atentar para detalhes e refletir. As partes maiores são visíveis, e as menores são difíceis de visualizar”.

Musashi justifica assim o título de Vento para o quarto capítulo: “Isso se deve ao fato de registrar assuntos sobre os diversos estilos da Arte do Combate existentes na sociedade, e não sobre o meu estilo Duas Espadas”. E esclarece: “Como é sabido, o ideograma ‘vento’ pode ser empregado como ‘estilo’, como em ‘estilo antigo’, ‘estilo atual’, ‘estilo de cada Casa’ etc.”. Ele registra nesse caminho, de forma clara, os modos de outros estilos da Arte do Combate. “Isto porque só se conhece a si mesmo quando se conhece os outros”, lembra.

Logo depois, o samurai alerta: “Mesmo que se dedique diariamente a um Caminho, convencendo-se de estar fazendo o bem, se o espírito contrariar o que é correto, ele não é verdadeiro. Se não atingir o verdadeiro Caminho, um pouco de desvio do espírito levará a um grande desvio do todo”. E ressalta: “Nos assuntos da vida, o excessivo é igual à carência. Deve-se refletir bem sobre isso”.

No quinto tomo, Vácuo, Musashi reflete sobre o profundo e o elementar na Arte do Combate. O resultado será altamente positivo: “No momento em que o samurai dominar completamente o princípio dessa arte, ele se desprenderá dela tornando-se autônomo e, naturalmente, obterá uma força incalculável”. E completa: “O que se pretende registrar nesse tomo é a entrada de forma espontânea no Caminho da verdade”.

O tradutor de O Livro dos Cinco Anéis, Wataru Kikuchi, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Letras (Língua, Literatura e Cultura Japonesa), é professor doutor de Língua e Literatura Japonesa do Departamento de Letras Orientais, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da USP. Leciona língua japonesa desde 1986, atua em instituições também do PR, DF e de MG e é organizador e coautor de diversos livros relacionados à língua e à cultura japonesa.

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