abr 23, 2012
Editora Leitura

O Leão e a Joia ganha crítica positiva no Estadão

Comediante e cultura africana inspiram peça de Soyinka

O Estado de S.Paulo

O LEÃO E A JOIA

Autor: Wole Soyinka

Tradução: William Lagos

Editora: Geração

(152 págs., R$ 24,90)

UBIRATAN BRASIL

O nigeriano Wole Soyinka inspirou-se em uma particularidade da vida de Charles Chaplin para criar a trama de sua peça O Leão e a Joia, lançada agora pela Geração Editorial, aproveitando sua vinda para a 1.ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que termina na segunda-feira, em Brasília. “Chaplin estava com 54 anos quando se casou com Oona, que tinha apenas 17. Os problemas e as soluções provocadas por essa enorme diferença foram meu ponto de partida”, disse Soyinka, prêmio Nobel de literatura de 1986.

O Leão e a Joia é uma fábula sobre uma bela jovem, Sidi, a joia, que recebe propostas de casamento, entre elas a do chefe da aldeia, o leão. Ela tem o poder da escolha e, a partir do confronto dos pretendentes (há, ainda, um jovem professor primário, que apenas valoriza os saberes ocidentais), Soyinka aproveita para exercer o seu principal interesse literário: defender a cultura iorubá.

Na peça, ele busca retratar criticamente o período pós-colonialismo, em que muitos países africanos mantiveram os comportamentos dos antigos opressores. O fato de Sidi ter o direito de eleger seu marido e de não aceitar um papel passivo no harém do chefe da tribo reflete a evolução feminina que, embora lenta, contribui para mudanças estruturais no continente.

Em Brasília, Soyinka instigou a plateia a pensar na intolerância gerada pelas religiões; a peça, encenada pela primeira vez em 1959, perpassa pelo mesmo assunto, sempre em busca de um processo de modernização produtivo e nada predatório.

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