O invasor

invasor

Autor: Marçal Aquino
Gênero: Romance

Formato:16 X 23 cm
Páginas: 232
ISBN: 857509044-5
Peso: 0.48 kg
Preço: R$39,00

Sinopse:
Este livro traz a novela e o roteiro de cinema em que se transformou “O Invasor”, um livro onde não há um tiro, mas onde a violência e o descontrole está presente em gestos, atitudes, olhares e entonação da voz. Não por acaso o filme “O Invasor” venceu o Festival de Sundance de 2002, traduzindo para a tela um suspense que mantém a respiração presa do início ao fim. Este livro faz parte da coleção Carpe Diem.

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“O Invasor”: livro e filme, com a prosa surpreendente de Marçal Aquino

Nas histórias de Marçal Aquino, as aparências sempre podem enganar. O público já se acostumou a ficar com a respiração suspensa diante da narrativa deste escritor que é uma das grandes revelações da nova literatura brasileira. Seja na adaptação para o cinema de sua obra – Marçal é co-roteirista dos filmes de Beto Brant, “Os Matadores”, do livro “Miss Danúbio, e “Ação Entre Amigos” – ou mesmo na palavra escrita. De sua autoria, a Geração Editorial já publicou o volume de contos “O Amor e Outros Objetos Pontiagudos”.

Agora Marçal Aquino exerce o seu talento para o livro e para o cinema simultaneamente. O livro “O Invasor”, foi publicado pela Geração Editorial (240 págs. R$ 39,00), simultaneamente com a estréia do filme homônimo. O autor terminou o livro e o roteiro quase ao mesmo tempo, inspirado pela maior das musas: o prazo. “O Invasor” em livro apresenta ao público as duas obras, a novela que originou o roteiro e este último, além de fotos das filmagens e making off.

Em “O Invasor” os típicos personagens aquinianos estão de volta. Amigos que parecem estar sempre prontos a revelar mistérios de suas personalidades – uns para os outros e até para si próprios. O livro começa em um bar qualquer, perdido em uma rua estreita e escura da zona leste de São Paulo. “Um lugar medonho”, descreve o personagem-narrador. Ali se inicia o conflito: dois sócios de uma construtora, Ivan e Alaor, encontram um matador de aluguel para dar cabo de um terceiro sócio, o manda-chuva Estevão que anda atravancando os seus negócios escusos com o governo. Aquino retrata com fina ironia o embate entre o mundo do matador, Anísio, e o dos engenheiros.

Daí em diante o drama começa, acompanhado pelos olhos do vacilante Ivan e retratado com tintas de policial, de suspense, de intriga psicológica e até de humor por Aquino. (Em um trecho, uma prostituta diz a Ivan: “sabe que eu até pensei em fazer Engenharia? Mas todo mundo vive dizendo que não dá futuro, que já tem engenheiro demais por aí”, o que desperta nele o seguinte pensamento: “tive vontade de dizer a ela que, em breve, o mercado iria abrir uma vaga.”).

É neste mundo de pouca confiança que os personagens de “O Invasor” se movem. Pela força das imagens que sugere, não é à toa que o livro chegou às telas e tem feito ótimo papel. Já ganhou o prêmio de melhor filme latino-americano do festival de Sundance, foi bem recebido no Festival de Berlim e tem agradado crítica e público aqui no Brasil.

Pela agudez de sua obra sem nenhum traço de pedantismo, pelo fato de o autor pertencer a um casting que começou a publicar na década de 90, trazendo ares de inovação à nossa literatura, pela proximidade com o policial e com elementos estranhos – sem nunca perder o caráter de entretenimento – “o Invasor” caiu como uma luva para a Coleção Carpe Diem. 

– O Marçal Aquino tem um talento extraordinário, há quem o considere até melhor, no gênero policial, do que o Rubem Fonseca, que é fantástico – diz o escritor e editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial.. Eu vejo na linguagem descarnada do Marçal um pouco de Hemingway também, mas é diferente, porque ele tem muita ironia e humor. É isso que o diferencia desses novos autores de livros policiais surgidos recentemente. Marçal Aquino tem estilo e, mais do que contar uma boa história, ele faz, acreditem, literatura. Ele não é um autor de livros policiais apenas – é um escritor, e para sorte nossa e dos leitores, um escritor que se recusa a ser chato.

“O Invasor” é também uma excelente oportunidade para se comparar à linguagem do cinema e do livro, já que a obra traz os dois textos. 

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