Na saga dos anos 60

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Na saga dos anos 60
Autor:  Carlos Olavo da Cunha Pereira
Gênero: Biografia
Acabamento: Brochura
Formato:  15,6 x 23 cm
Págs: 204
Peso: 272gr
ISBN: 9788581301532
Selo: Geração
Preço: R$ 32,00

Sinopse

Em narrativa direta e envolvente, o veterano jornalista e ativista político Carlos Olavo da Cunha Pereira faz reviver, nestas suas memórias, a efervescência política dos anos 60 e 70 na América do Sul. Perseguido pela ditadura no Brasil, busca asilo na Bolívia, onde também é instaurado um regime autoritário, e depois no Uruguai, que igualmente sucumbe a um golpe militar. A sua trajetória espetacular entremeia-se com fatos históricos e seus respectivos atores do período (JK, Carlos Lacerda, José Sarney, Afonso Arinos, os presidentes militares, etc.). Leitura das mais empolgantes, Na saga dos anos 60 equilibra histórias pessoais com curiosidades históricas pouco abordadas em outras obras — especialmente sobre os governos autoritários da Bolívia e do Uruguai, convidando o leitor à reflexão sobre a importância da participação do cidadão na política nacional.

Leia o primeiro capítulo

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A emocionante história de um jornalista brasileiro que combateu três ditaduras na América Latina

Em antecipação ao cinquentenário do golpe que instaurou a o regime autoritário no Brasil em 1964, este livro do veterano jornalista e ativista político Carlos Olavo da Cunha Pereira é o testemunho de uma vida dedicada ao combate à ditadura em três países. A história tem início com a deposição de João Goulart pelas Forças Armadas e termina com a Anistia, em 1979.

O autor — que no livro responde pela alcunha de Barros Otávio —, era editor, na cidade mineira de Governador Valadares, do jornal O Combate, em que a luta pela terra, o assassinato de posseiros, a exploração dos trabalhadores, a violência urbana, as arbitrariedades policiais e a corrupção política eram alguns  dos temas abordados. Avisado de que tropas se dirigiam à cidade para prendê-lo — como parte da chamada Operação Limpeza de Área, segundo o jargão militar —, Barros Otávio vê-se obrigado a abandonar sua família, passando a viver na clandestinidade, caçado pelo aparelho repressor do Estado. Após adotar vários disfarces e identidades falsas, refugia-se na Bolívia como exilado político, onde prossegue sua luta, até que um golpe militar toma o poder nesse país também.

De volta ao Brasil — onde, com a chegada de Costa e Silva à presidência da República, a ditadura entra no seu período mais negro —, Barros Otávio se recusa a participar da resistência armada (e, de fato, os focos guerrilheiros de Caparaó e do Araguaia são logo desbaratados). Optando pela legalização, participa da oposição ao regime militar e é novamente perseguido, desta vez sob o governo Médici.

Barros Otávio parte mais uma vez rumo ao exílio, desta vez no Uruguai, onde permanece por dez anos. Junto com a esposa e os seis filhos, passa por graves dificuldades, dependendo de ajuda financeira vinda do Brasil para sobreviver, até que sobrevém, também neste país, um golpe  militar. Com as perseguições políticas e a instauração da Operação Condor, o jornalista é preso pelas autoridades uruguaias.

Com estilo ágil e linguagem objetiva, direta, a obra de Carlos Olavo revive a tensão, a incerteza e o medo de alguém que perde toda a sua estrutura familiar, econômica e profissional, reduzido a um mero fugitivo do regime, o tempo todo prestes a ser capturado.

Paralelamente à história principal, são contextualizados, de forma sucinta, fatos históricos e seus respectivos atores políticos do período, como JK, Carlos Lacerda, José Sarney, Afonso Arinos, os presidentes militares,etc. Além de equilibrar histórias pessoais com curiosidades históricas pouco abordadas em outras obras — especialmente sobre os governos autoritários da Bolívia e do Uruguai —, Na saga dos anos 60 é leitura das mais empolgantes, que convida o leitor à reflexão quanto à importância da participação do cidadão na política nacional.

Sobre o autor

Carlos Olavo da Cunha Pereira nasceu em 1923, em Abaeté, MG, em uma renomada família de políticos. Foi para Juiz de Fora estudar Odontologia, mas abandonou o curso antes de dois meses de sua formatura para ingressar na campanha do “petróleo é nosso”, culminando com a formação da Petrobrás. Em Governador Valadares, trabalhou no Jornal do Povo e, em meados da década de 1950, criou o jornal satírico O Saci, que posteriormente mudou sua linha editorial e ganhou o nome de O Combate. É autor do livro Nas terras do Rio sem dono, escrito no exílio do Uruguai e publicado em 1988, em que relata a disputa pela terra no Vale do Rio Doce.

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