Mulheres de cabul

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Autor: Harriet Logan
Gênero: Reportagem
Formato: 18,5 x 23 cm
Páginas: 128
ISBN: 8560302018
Peso: 0.4 kg.
Preço: R$39,90

Sinopse:
Mulheres de Cabul, da polêmica e premiada fotógrafa inglesa Harriet Logan, revela os sonhos e os sofrimentos das fortes mulheres do Afeganistão durante o regime de terror do Taleban e depois dele. Reportagem viva e emocionante, Mulheres de Cabul supera qualquer ficção. De maneira mais realista e crua, sem deixar de possuir beleza, ele amplia o universo afegão mostrado em O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, e em O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad. Com uma vantagem adicional: traz dezenas de belíssimas fotos. É um livro impressionante sobre um mundo tão absurdo que parece pesadelo. Entre outras proibições, as mulheres não podiam trabalhar fora nem freqüentar escolas. Era proibido rir em público, ouvir música, empinar pipas, e fotografias eram consideradas formas de idolatria.

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Fotógrafa revela “Mulheres de Cabul” durante e após o Taleban
A inglesa Harriet Logan ouviu e fotografou dezenas de mulheres do Afeganistão submetidas a leis que só faltavam proibir viver

A Geração Editorial/Ediouro acaba de lançarMulheres de Cabul, da premiada fotógrafa inglesa Harriet Logan, que visitou o Afeganistão para ouvir e fotografar dezenas de mulheres durante o regime obscurantista do Taleban e depois dele. É um livro impressionante sobre um mundo tão absurdo que parece pesadelo, algo difícil de imaginar em pleno século 20. Trata-se de uma reportagem viva, emocionante, quase inacreditável, que supera qualquer ficção.Mulheres de Cabul de certa forma amplia, de maneira mais realista e crua, o universo afegão mostrado no romance O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, e no livro O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad. Com mais uma vantagem: traz dezenas de belíssimas fotos.

Durante o regime do Taleban, de setembro de 1996 a outubro de 2001, as mulheres do Afeganistão foram submetidas a absurdas leis repressoras. Se saíssem de casa, elas não deviam usar trajes elegantes, produtos de beleza nem atrair a atenção; só podiam lecionar para a família; não podiam trabalhar fora nem freqüentar escolas. As proibições atingiam a todos: não se podia rir em público; ouvir qualquer tipo de música, nem em festa de casamento; brincar com pássaros; empinar pipas, e fotografias eram consideradas formas de idolatria.

Foi nesse mundo de trevas que Harriet Logan mergulhou em busca de histórias e imagens humanas e dolorosas, a convite da London Sunday Times Magazine, em dezembro de 1997, quinze meses depois que o Taleban havia assumido o controle do Afeganistão. Era uma missão perigosa, mas a polêmica fotógrafa, habituada a enfrentar situações de risco, aceitou. “Eu sempre quis visitar o Afeganistão”, diz. Do Paquistão até Cabul levou seis horas num percurso de 160 quilômetros. Ainda no caminho para a capital afegã, ela e o jornalista do Sunday Times que a acompanhava tiveram contato com o mundo que visitariam. “No decorrer da viagem, meu motorista e o intérprete foram espancados porque meu véu escorregara um pouco para trás, deixando entrever uma pequena mecha de cabelo quando eu saía do carro.”

Em Cabul, cidade dominada pelo medo, o que Harriet Logan ouviu e registrou foram relatos de mulheres de personalidade forte, que não se deixavam abater pelo regime autoritário. Era um perigo para a visitante e as mulheres do país. Entre uma casa e outra, ela cobrir o rosto com a burkha, que só tirava quando entrava nas casas. Também usava sapatos emprestados pelas mulheres, para ninguém notar que ela não era afegã. O risco valeu a pena, como se pode ver nas páginas de Mulheres de Cabul. Algumas das mulheres ouvidas e fotografadas em 1997 foram novamente visitadas por Harriet após a queda do Taleban, em 2001.

Logo que Harriet entrou no quarto frio da professora Zargoona, que lecionava física antes do regime do Taleban, a afegã começou a chorar. A profissão fora proibida para mulheres. “Nós, professoras, continuamos preparando testes e provas, que eu levava até a escola para entregar aos alunos. Mas os Talebans me descobriram e ameaçaram. ‘Se você voltar aqui, vamos cortar suas pernas para que não posa mais andar’.” Quando Harriet a reecontrou em 2001, Zargoona – magra e trêmula – voltou a chorar. Estava com câncer e não tinha dinheiro para o tratamento e remédios.

Foi um outro mundo o que Harriet encontrou em Cabul após a partida do Taleban. Objetos proibidos ressurgiam. Os mercados exibiam TVs, câmeras de vídeo e fitas cassete. As lojas tinham as paredes cheias de pôsteres e cartões-postais de cantores indianos e de Kate Winsler, “que parecia ser muito popular após o grande, apesar de clandestino, sucesso de Titanic no Afeganistão”. A fotógrafa encontrou um céu decorado por centenas de pipas, “muitas delas feitas de simples sacos plásticos com fotos do Rambo.”

Mas não foi somente isso que chegou a atenção da inglesa. As mulheres ainda usavam burkhas, ao contrário do que se esperava no Ocidente. “A mudança está acontecendo lentamente, em parte devido à reação dos homens ao ver mulheres descobertas em público, pela primeira vez em cinco anos.”

Sanam, uma garota de nove anos, que sonha em ser médica, pôde comemorar os novos tempos de liberdade com sua boneca chamada Sadaf. “Agora posso passear com a minha boneca sem medo”, disse. “Quando os Talebans estavam aqui, eu precisava esconder minha boneca atrás de mim, porque se eles a encontrassem, teriam me batido.”

A professora e supervisora das escolas de Cabul Nahed, de 32 anos, não quer que o Taleban exista mais. Um dia ela e outras mulheres apanharam porque estavam com os rostos descobertos [com asburkhas erguidas] num ônibus. “A polícia do Vício e Virtude nos avistou de alguma forma, apesar das cortinas, entrou no ônibus e bateu em todas nos com bastões.”

O trabalho fotográficos de Harriet Logan circula pelo mundo inteiro, em revistas como London Sunday Times MagazineFortuneMarie-Claire e Elle. Harriet tem fotos expostas em vários países da Europa e nos Estados Unidos. E pode ser admirado agora também emMulheres de Cabul.

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