Minha idéia de diversão

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Autor: Will Self
Gênero: Romance
Formato: 16 X 23 cm
Páginas: 376
ISBN: 857509041-0
Peso: 1 kg
Preço: R$ 39,00

Sinopse:
A maior revelação da literatura européia está de volta. Em “Minha Idéia de Diversão”, Will Self leva seus desvarios ao limite. Em uma prosa que, segundo a crítica, “pouco ficou devendo a Shakespeare”, “Minha Idéia de Diversão” é tão chocante, tão estapafúrdio, tão exasperado e demoníaco, tão radical em sua originalidade, que em determinado momento não se sabe o que é realidade e o que é delírio de um narrador ensandecido.

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“Minha Idéia de Diversão” fala de um mundo onde maridos assassinam a esposa e arrancam de seu útero a criança que ainda não nasceu. Um mundo um pouco menos violento que a vida real

Will Self saiu de um escândalo – as duas novelas Cock & Bull, publicadas pela Geração Editorial (ver box) – para entrar em outro. Com o seu primeiro romance, Minha Idéia de Diversão (376 pgs., R$ 32), lançado em 1993, o escritor inglês levou seus desvarios ao limite. Na época, o transgressivo Self – nascido em Londres em 63, formado em filosofia pela Oxford e desde os 12 anos viciado em drogas pesadas – disse que pretendeu escrever um livro “que assustasse as pessoas”. Um crítico inglês escreveu que “resultou disso a obra de um pervertido sexual”.

A crítica norte-americana, até mais conservadora no que se refere a sexo, viu na linguagem de Will Self uma prosa que “pouco fica devendo a Shakespeare”. No mundo todo, Self foi colocado no nível de Nabokov, Thomas Pynchon, Martin Amis, Jules Barnes e J.B. Ballard, e silenciou os argumentos que afirmam que a época de ouro da literatura mundial já ficou para trás.

Isso porque Minha Idéia de Diversão é tão gritantemente chocante, tão estapafúrdio, tão exasperado e horripilantemente demoníaco, tão radical em sua originalidade, que em determinado momento não se sabe o que é realidade e o que é delírio de um narrador ensandecido. Este é um dos grandes achados desse romance – o leitor é obrigado a participar.

Mas do que, afinal, se trata este Minha Idéia de Diversão, cult no mundo inteiro e tão aguardado no Brasil? O que dizer de um livro que começa com um personagem dizendo que gostaria de se divertir vendo na televisão “a porra da cabeça decepada de uma vagabunda”?

O enredo fala das chocantes aventuras de Ian Wharton, executivo da área de marketing, e sua trajetória por um mundo distorcido, onde pessoas se divertem cortando cabeças de mendigos e praticando sexo (para usar uma expressão elegante) com o buraco sanguinolento do pescoço da vítima. Ou consumindo drogas. Ou assassinando a própria esposa e arrancando de seu útero a criança que ainda não nasceu. O personagem principal espera que o leitor reflita se deve seguir em frente ou não.

Mas, como ressaltou o crítico George Stade, mesmo este pálido resumo dos horrores presentes no romance não serve para dar idéia de sua excepcional qualidade. Segundo Stade, o livro trataria, na verdade, dos “sonhos que operam dentro dos sonhos, e sonhos que são, eles próprios, evidências fragmentadas de alguma longa hipnogogia”.

Minha Idéia de Diversão é também um romance dos anos da globalização. O mercado financeiro com suas distorções desumanas, os executivos gordos, os negócios mesclados com o comércio e uso de drogas, as jogadas dos publicitários são assuntos tratados – acreditem – de maneira moralizadora e exemplar. Daí o subtítulo apropriado: um romance profilático. Will Self quer provocar mais que uma catarse no leitor. Ele quer fazer uma profilaxia e uma limpeza na mente das pessoas, principalmente nas que podem estar mais entorpecidas pela rotina massacrante de uma sociedade que já não se surpreende com a carnificina, de tal forma que hoje ela é banal.

Pensando bem, o mundo real da fome e da Aids na África, do conflito no Afeganistão, dos muçulmanos suicidas, dos insanos norte-americanos que fuzilam gente nas escolas e restaurantes, dos judeus e palestinos que se matam diariamente, das drogas e da política na Colômbia, da prostituição de crianças na China comunista e do PCC e dos seqüestradores no Brasil não é muito diferente do que se vê nos livros de Will Self.

Geração relança Cock & Bull em edição cuidadosa, com nova capa, tradução revista, entrevista inédita com Will Self feita no Brasil e novo título: “Histórias para Boi Dormir”.

“Imagine um filme baseado na Metamorfose, de Kafka, com roteiro de William Burroughs e direção de David Cronemberg e você terá Cock & Bull”. Com estas palavras o Sunday Times, de Londres, definiu a nova sensação literária que provocou um abalo sísmico na literatura inglesa e mundial. Will Self disse logo a que veio em sua estréia na ficção, o livro de contos The Quantity Theory of Insanity. Mas foi no ano seguinte, 1992, que Histórias para Boi Dormir – Cock & Bull (Geração Editorial, 256 pgs. R$ 28,00) arrebatou crítica e público – um feito raro.

Não é para menos. Histórias para Boi Dormir é diferente de tudo o que já se viu. São duas novelas cruzadas que resultam em um romance admirável. Em princípio, podem parecer relatos mitológicos pós-modernos, semelhantes aos da antiga Grécia, com toda sua riqueza e onde tudo pode acontecer.

Pode acontecer, por exemplo, de homens acordarem com um órgão sexual feminino entre as pernas e vice-versa. Só que, no Olimpo, esta narrativa provavelmente viria com a carga magistral da vontade dos deuses ou deusas, e o fato seria rico em significados simbólicos. No mundo de Self, os personagens estão a tal ponto distraídos que nem notam que amanheceram com mais um órgão sexual fazendo parte de seus corpos. Não há deuses nem semi-deuses.

Os protagonistas se comportam numa boa, como se fossem produtos de uma pincelada ou de uma pena surrealista. De fato, as duas novelas evocam o universo de Breton e Dalí. Mas, em oposição ao Surrealismo, a forma do texto de Self nada tem de mecânica ou ocasional.

Pelo contrário, pela sua radical originalidade, Histórias para Boi Dormir tornou-se difícil de ser descrito. A Kirkus Reviews classificou o romance como “sinistramente fascinante; pequenas novelas que perscrutam o mundo fantasmagórico da ambigüidade sexual e a ambivalência moral”. E completa: “Selvagemente satírico e visceral, tão ameaçador quanto chocante.”

Temos em Cock & Bull a junção mais bem acabada da língua de Shakespeare – com quem Self foi comparado pela sua habilidade na condução da narrativa – com a linguagem pop-esquizofrênica do underground. O texto pode ao mesmo tempo lembrar um trecho do bardo como as guitarras do Sex Pistols. Não é por acaso que o The New York Times apontou Will Self como “a última sensação literária da Inglaterra”, afirmando que ele “possui todos estes dons que um escritor satírico pode desejar: um olho para o detalhe revelador, um ouvido para as pretensões do fraseado contemporâneo, uma habilidade para escrever uma prosa muito peculiar, que fulgura inteligência e perspicácia”.

O resultado é um livro ao mesmo tempo terrível e hilariante. O leitor vai gargalhar, mas vai também sair apalpando o próprio corpo.

A Geração Editorial lançou a primeira edição de Cock & Bull em agosto de 94. Naquele ano o autor veio ao Brasil para a Bienal do Livro de São Paulo, a convite da editora. Pelo seu temperamento – sobre o qual pode-se dizer que é, no mínimo, irreverente – marcou presença na cidade, freqüentando todas as festas e esvaziando em incrível velocidade todo o tipo de garrafas alcoólicas.

Agora, a segunda edição do livro vem completamente reformulada, a partir do título, Histórias para Boi Dormir, nova capa e tradução revista por Hamilton dos Santos, que também assinou a primeira tradução, além de uma entrevista inédita, na qual Self discorre sobre sua obra e relembra sua célebre passagem pelo Brasil. Uma edição caprichada à altura do escritor celebrado por Salman Rushdie como “uma figura cult” e realizada em respeito ao leitor.

Will Self hoje em dia apresenta um programa de televisão na Inglaterra. Garante que leva uma vida mais regrada e abandonou as drogas.

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