Meu primeiro golpe de Estado

Meu primeiro golpe de estado

Meu 1º golpe de Estado
Título Original:
My first coup d’etat
Autor:
John Dramani Mahama
Tradução: Beatriz Medina
Gênero: Memórias
Acabamento:
Brochura
Edição:

Formato:
15,6×23 cm
Páginas: 344
Peso:
519g
ISBN:
9788581301808
Selo: Geração
Preço: R$ 48,00

Sinopse:

Meu Primeiro Golpe de Estado traz a vida de John Dramani Mahama, atual presidente de Gana, e um dos políticos mais populares da África. Dramani cresceu durante as décadas perdidas, período nebuloso das ex-colônias africanas, que com a conquista da independência após a Segunda Guerra Mundial, afundaram em guerras civis violentas, disputas internas pelo poder, crises econômicas e uma verdadeira diáspora, quando milhares de intelectuais e profissionais da África fugiram para o exterior.

Filho de um ex-ministro do governo, que sofreu perseguição e foi preso pelo governo militar, Dramani viveu, desde criança, a tensão dominante no continente. Com um relato histórico, pessoal e reflexivo, ele resgata suas memórias desde os tempos de menino no internato de Acra, a desafiar minitiranos, símbolos da ditadura, até seu despertar para a filosofia política na faculdade, caminho que o levaria no futuro, sem que ele jamais pudesse imaginar, à presidência de seu país.

Leia o primeiro capítulo


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As décadas perdidas da África

Meu Primeiro Golpe de Estado traz relatos apaixonantes da vida de John Dramani Mahama, atual presidente de Gana e um dos políticos mais populares da África. Ele é um dos convidados da II Bienal do Livro de Brasília, que acontece de 12 a 21 em abril.

Classificada como uma das narrativas mais importantes do século, Meu Primeiro Golpe de Estado e outras histórias reais das décadas perdidas da África traz um relato pessoal e reflexivo de John Dramani Mahama, que resgata suas memórias desde os tempos de menino no internato de Acra, capital de Gana,  até seu despertar para a filosofia política na faculdade, caminho que o levaria no futuro, sem que ele jamais pudesse imaginar, à presidência de seu país.

Mahama reúne histórias que vão além dos contextos locais e transporta o leitor – à semelhança da ficção de Isaac Bashevis Singer e Nadine Gordimer – a um mundo próprio, aquele que extrapola o tempo perdido e emoções humanas universais tais como o amor, medo, fé, desespero, perda, saudade e esperança, apesar de tudo.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as potências europeias tentavam reestruturar o cenário geopolítico do mundo, de um modo que, logicamente, lhes assegurasse o poder sobre suas colônias de exploração, em especial as minas de ouro africanas.

Muitas décadas atrás, em 1884, os países imperialistas, dentre os quais a França, o Reino Unido e Portugal haviam feito a partilha do continente, dividindo entre si 90% do território africano. Ao unir em um mesmo domínio etnias diferentes, além do que, basicamente, roubar-lhes a autonomia, os colonizadores viram eclodir na África levantes nacionalistas e guerras civis violentas, que deixaram um saldo de milhões de mortos. Em 1950, teve início o processo real de independência dessas colônias, o que levou a uma situação delicada no contexto político, apesar da euforia advinda da liberdade. Expulsos os invasores, quem iria governar as novas nações cujas economias estavam em frangalhos?

Foi em meio a esse cenário de instabilidade que John Dramani Mahama nasceu e viveu grande parte de sua vida. Com 7 anos de idade, ele assistiu a seu primeiro Golpe de Estado, ou Coup d’etat em francês. Dramani era filho de um respeitado e engajado ministro do governo de Gana. Com a deposição do presidente e herói nacional Kwame Nkrumah, os militares assumiram o poder e prenderam todos os políticos ligados à ex-democracia, entre eles o pai de Dramani, que ficou um ano preso e perdeu tudo.

Desde o golpe, em 1966, até a retomada do governo constitucional, em 1982, Gana e muitos outros países africanos viveram as chamadas décadas perdidas. Período nebuloso, marcado por guerras civis, disputas internas pelo poder, crises econômicas e um êxodo maciço de profissionais e intelectuais para o estrangeiro, uma verdadeira drenagem de cérebros.

Dramani crescera numa família de posses e recebera uma boa educação, graças ao esforço de seu pai, um visionário político e empresário. Após a prisão do pai, no entanto, viu a estabilidade de sua família desmoronar, e com o passar dos anos a situação de seu país se tornar insustentável Dramani escreveu suas memórias desde os tempos de menino no internato de Acra. Ele conta, num estilo incrivelmente realista, como foi crescer naqueles anos perdidos que, no entanto, não foram uma completa perdição, pois no meio do caos também havia vida, cultura, pessoas lutando pela liberdade e sonhando com um futuro diferente.

A saga de Dramani, longe de ser uma autobiografia política, é um relato sensível e tocante sobre um homem e uma nação, sobre o povo dessa nação e sobre o mundo pós-guerra e sua fragilidade. É histórico, pessoal, reflexivo e de uma riqueza contextual que faz o leitor duvidar de que se trata de um simples presidente. Não, não se trata de um simples presidente. Por trás do papel político de Dramani, há uma rara lucidez e poder de escrita que comoveu a crítica americana.

 

Sobre o autor:
John Dramani Mahama é escritor, historiador e presidente da República de Gana. Ele vive na capital Acra, com sua esposa. Meu Primeiro Golpe de Estado foi seu livro de estreia, publicado pela Bloomsbury, em 2012, com enorme sucesso de vendas e crítica.

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