Mascarados

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Mascarados: A verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc
Autores: Esther Solano,  Bruno Paes Manso e Willian Novaes
Gênero: Jornalismo
Acabamento: Brochura
Formato:  16x23cm
Págs: 336
Peso: 505g
ISBN:  978-85-8130-279-9
Preço: R$ 34,90

E-book
ISBN: 9788581302805
Preço: R$ 19,90

Sinopse:
A verdadeira história de como e porque os black blocs invadiram as ruas e o que isso significa para o Brasil. Uma invasão inusitada surpreendeu São Paulo em junho de 2013:  misturados aos ingênuos manifestantes que reclamavam de tarifas de transportes,  mascarados quebravam portas de bancos e enfrentavam com violência  a própria polícia. Quem eram eles? Mascarados — a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc leva o leitor para dentro das manifestações que tiraram o sono das autoridades do Brasil. Além disso, desmistifica os (pre) conceitos que surgiram desde as primeiras cenas de violência. Preconceitos reforçados pelo noticiário quase sempre  parcial e focado na espetacularização da notícia. Com entrevistas de ativistas, realizadas no calor das manifestações, a pesquisadora, socióloga e professora da Unifesp Esther Solano Gallego entrou no mundo, na cabeça e no cotidiano dos jovens protagonistas das cenas de selvageria que assustaram a cidade. Desse contato  merge a visão que os adeptos do Black Bloc têm de nosso país, da sociedade, das autoridades e de si mesmos. A pesquisa é reforçada pela narrativa do jornalista Bruno Paes Manso, que relata como passou a entender o raciocínio desse grupo ao longo da cobertura jornalística feita  para o jornal O Estado de S. Paulo. Na terceira e quarta partes, por meio de diferentes relatos dados ao jornalista Willian Novaes, o livro dá a palavra a adeptos da tática que mostram as origens distintas dos membros do Black Bloc e, também, o discurso convergente contra o sistema político-social vigente no país e a versão do coronel da PM que foi agredido pelos mascarados.

Leia o primeiro capítulo

Mascarados revela quem são, o que pensam e o que queriam os Black Blocs

Baderneiros, desocupados, filhinhos de papai, bandidos — estes e outros adjetivos menos elegantes estiveram na ponta da língua de muita gente para definir os adeptos da tática Black Bloc, que, a partir de junho de 2013, invadiram as ruas com suas manifestações violentas e, para alguns, selvagens. Assim foram rotulados os jovens mascarados e vestidos de preto que estilhaçaram as fachadas de vidro de agências bancárias, depredaram e incendiaram lixeiras, destruíram pontos de ônibus e enfrentaram a Polícia Militar com pedradas e até garrafas incendiárias.

Mascarados – a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc,  (336 páginas, R$ 34,90) – publicado pela Geração Editorial é do 12º livro-reportagem da coleção História Agora, a mais polêmica do mercado editorial brasileiro, com obras como A Privataria Tucana, A Outra História do Mensalão, Segredos do Conclave e O Príncipe da Privataria -revela outra realidade, bem mais complexa. Pela visão da pesquisadora, socióloga e professora da Universidade Federal de São Paulo — Unifesp, Esther Solano Gallego, e pelos relatos do jornalista Bruno Paes Manso e dos próprios Black Blocs, e de um coronel da PM agredido pelos mascarados, entrevistados pelo jornalista Willian Novaes, lança-se uma nova luz sobre o assunto.

A verdade é um poliedro, diz a introdução do livro, para definir as diversas maneiras como podem ser vistos os jovens que levaram as autoridades a perder o sono desde o início das manifestações. A professora mostra que por trás da selvageria há uma mensagem — a voz do povo cansado da opressão a que é submetido no dia a dia. Para eles, revela Esther Solano Gallego, a violência do quebra-quebra é apenas jogo de cena se comparado às milhares de mortes, muitas delas tendo policiais como autores, que acontecem todo ano no Brasil — violência estatal que vitima principalmente os jovens das regiões mais afastadas, onde o Poder Público chega somente, ou principalmente, como repressor e nunca, ou raramente, como provedor de bem-estar e desenvolvimento.

Para chegar ao fundo da alma Black Bloc, Esther acompanhou os protestos protagonizados pelo grupo in loco, correndo o risco de ser atingida por bombas ou pedradas. Muitas vezes eram mais de seis horas acompanhando as manifestações. E ali mesmo ela entrevistava os ativistas, procurando entender a mente daqueles jovens e a nova realidade que se apresentava nas ruas de São Paulo e do Brasil.

O aprendizado de Esther foi o mesmo vivido pelo jornalista Bruno Paes Manso, um dos escalados pelo jornal O Estado de S. Paulo para cobrir a onda de protestos violentos. Bruno, enquanto descreve o que viu, revela também o que aprendeu com o Black Bloc. Iniciou a cobertura jornalística com uma visão do movimento e saiu com outra. Se não aprova a tática, pelo menos não a classifica como coisa de vândalo ou desocupado. A narrativa do jornalista mostra como, a cada protesto, sua visão sobre os jovens mascarados foi mudando e como ganharam o seu respeito.

Por fim, uma entrevista com Reynaldo Simões Rossi, coronel da PM, ferido em uma manifestação, e a visão dos próprios Black Blocs, contadas pelo jornalista Willian Novaes, por meio da história dos personagens que protagonizaram um ano de cenas de violência com o único objetivo de serem enxergados pela sociedade e, muito mais que isso, de transmitirem — talvez de uma maneira torta e equivocada — suas reivindicações de maior justiça social e fim das perseguições aos integrantes das camadas mais baixas da sociedade.

Fotógrafos na linha de frente
Como um dos mascarados disse que eles não fazem violência mas sim teatro, a obra é ilustrada com dezenas de imagens espetaculares de vários fotógrafos que estiveram na linha de frente, sem medos e correndo riscos de serem feridos, com a proposta de registrar o momento histórico. Entre eles estão André Guilherme, Eli Simioni, Filipe Mota, Mídia NINJA, Tarek Mahammed / Fotógrafos Ati vistas, Wesley Barba e Wesley Passos. Todos cederam os direitos das imagens para a publicação.

Histórias reais — assim se faz o bom jornalismo — mostram o jovem que já se acostumara a enfrentar policiais militares e é retirado de um acampamento pela mãe, como se fosse um menino travesso. Ou de outro, herdeiro de família quatrocentona e empresário bem-sucedido, que acabou aderindo ao movimento quando foi dar uma lição de moral em um dos jovens e ouviu verdades que o comoveram. A carioca que vive pela causa e por isso é perseguida pela Polícia Militar e também pela milícia e que recebeu elogios do cantor Caetano Veloso em artigo publicado no jornal O Globo. Também tem o garoto homossexual da periferia de São Paulo que coordena as redes sociais do grupo, ou o adolescente apelidado de Mini Punk entre os seus pares.  Histórias de jovens que dificilmente vão mudar o Brasil com o que chamam de “ação direta”, mas que afinal conseguiram dar um recado às autoridades e trazer para a realidade do cotidiano da classe média a violência de que são vítimas.

“Os jovens que estão nas ruas merecem o respeito de serem tratados como atores políticos consequentes — e nossa indignação precisa estar orientada para a verdadeira violência, aquela que agride  manifestantes pacíficos e faz desaparecer Amarildos. Afinal, vidas devem valer muito mais do que vidraças”, afirma Pablo Ortellado, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, no posfácio do livro.

Assista o booktrailer – aqui

Sobre os autores:
Bruno Paes Manso, formado em economia (USP) e jornalismo (PUC-SP), trabalhou por dez anos como repórter no jornal O Estado de S. Paulo. Também atuou na Revista Veja, Folha da Tarde e Folha de S. Paulo. Esther Solano, doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri, é professora de Relações Internacionais da Unifesp. Willian Novaes, jornalista, trabalhou nas redações de IstoÉ, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC. Atualmente é diretor da Geração Editorial.

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