Madame shakespeare

madameshakespeare

 Autor: Robert Nye
 Gênero:  Romance
 Formato: 16×23 cm
 Páginas: 232
 ISBN: 857509118-2
 Peso: 0.4 kg
 Preço: 39,00

Sinopse:
É abril de 1594. William Shakespeare, poeta e escritor de peças relativamente famoso, convida sua mulher, Anne Hathaway, que vive em Stratford-upon-Avon, para vir a Londres celebrar com ele o seu 30o. aniversário. Sete anos depois de sua morte, Anne Hathaway decide anotar num caderno o que aconteceu entre ela e o marido famoso, naquela semana, na cama de um quarto sobre uma peixaria. Em parte erudita, em parte divertida, erótica, romântica, leve e travessa, essa narrativa do escritor, poeta e crítico inglês Robert Nye revela uma mulher que não lia a obra de seu marido, muito menos seus sonetos, mas acaba nos dando respostas para questões sobre os mistérios da obra de Shakespeare que até hoje perduram – em especial aquele ligado à tal “segunda melhor cama”, presente nos sonetos dedicados à sua Dark Lady, uama dama misteriosa que pode ter sido qualquer mulher dos tempos elisabetanos – menos aquela que havia deixado em Stratford-up-Avon. O livro cresce em ousadia e erotismo à medida em que Shakespeare vai revelando para a mulher o tipo de vida que levava em Londres, sua luta para sobreviver como poeta e dramaturgo e o tipo de relacionamento que era obrigado a ter com seus protetores. Uma leitura deliciosamente irreverente, num texto vibrante e muito original.

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Anne Hathaway, madame Shakespeare, decide contar a sua história. Uma história de arrepiar

Uma semana de amor e sexo num quarto sobre uma peixaria de Londres. Neste cenário pouco poético acontece um drama que nem Shakespeare poderia imaginar

É abril de 1594. William Shakespeare, um poeta e escritor de peças relativamente famoso, convida sua mulher, Anne Hathaway, que vive em Stratford-upon-Avon, para vir a Londres celebrar com ele o seu 30o. aniversário. Sete anos depois de sua morte, Anne Hathaway decide anotar num caderno o que aconteceu entre ela e o marido famoso, naquela semana, na cama de um quarto sobre uma peixaria.

Em parte erudita, em parte divertida, erótica, romântica, leve e travessa, essa narrativa (“Relato íntimo de Madame Shakespeare”, Geração Editorial, revela uma mulher que não lia a obra de seu marido, muito menos seus sonetos, mas acaba nos dando respostas para questões sobre os mistérios da obra de Shakespeare que até hoje perduram – em especial aquele ligado à tal “segunda melhor cama”, presente nos sonetos dedicados à sua Dark Lady, uma dama misteriosa que pode ter sido qualquer mulher dos tempos elisabetanos – menos aquela que havia deixado em Stratford-up-Avon.

Robert Nye, romancista, poeta e crítico inglês de carreira bastante peculiar, faz deste “relato íntimo” um livro sem dúvida delicioso, que provocou surpresa na Inglaterra. Sem presunção, charmoso e erudito sem ser pedante, o livro trata de literatura e vida. Os capítulos são curtos e vibrantes. A mulher que os escreve não tem paciência para a poesia. É o diário de Anne Hathaway e o que ela quer contar é a história de seu amor pelo marido. Ela acha que é uma história triste, talvez porque não teve muita paciência com o marido poeta, contra quem algumas vezes se rebelou. 

Nye revive com brilhantismo, pela voz de Anne, a Inglaterra elisabetana, com suas moralidades sociais e hábitos supersticiosos, o que acaba por conferir ao livro um ritmo envolvente e de suspense, à altura da própria relutância da narradora em chegar logo ao final. De desvio em desvio, a história nos pega de surpresa e é difícil parar a leitura. Até aonde nos levará? Durante todo o tempo essa Senhora Shakespeare empenhada em revelar segredos, mas cheia de vergonha, nos diz que escreve para o futuro, até que suas filhas e netas estejam mortas. 

A conservadora dona de casa que ficou no interior da Inglaterra afinal não resiste e transpira um erotismo exacerbado ao narrar, despida de pudor, o centro de suas cenas sexuais no pequeno quarto sobre a peixaria onde se deita, afinal, na segunda melhor cama daquele homem que sabia entender as pessoas como ninguém. Quando, por fim, se revela o segredo dramático do que se passou naquela cama, que o poeta e dramaturgo pode ter chamado de “a segunda melhor” – mas ela, Anne, chamaria de “a melhor” – podemos concluir que Shakespeare experimentou seus próprios enredos e acabaria por usar a própria mulher – sem que ela quisesse ou soubesse – para inspirar várias peças e poemas. É exatamente isso – essa erudição vestida de travessura – que torna deliciosa a leitura desse livro.

O segredo revelado a Anne Hathaway pelo próprio Shakespeare – um segredo erótico e escandaloso – não pode ser revelado aqui, é claro, pois isso seria quase como contar o fim da história. Mas é a partir deste segredo que a quase megera indomada Anne se libera e… também isso não é possível revelar. “Relato íntimo de Madame Shakespeare” é sem dúvida um romance delicioso e surpreendente, com trechos extraídos da obra do próprio Shakespeare, de pesquisas feitas pelo autor e, claro, de sua extraordinária e ousada imaginação.

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