Luiza Mahin

Autor: Armando Avena
Gênero: Romance Histórico
Acabamento: Brochura com laminação fosca
Formato: 15,6x23cm
Páginas: 232
ISBN: 978-85-8130-431-1
Preço: R$39,90
Editora: Geração Editorial

Sinopse:

Luiza Mahin:  A história de amor e luta da líder do maior movimento urbano de rebelião escrava no Brasil

Em janeiro de 1835, quase mil escravos, todos vestidos de branco e com armas nas mãos, tomaram a cidade de Salvador por um dia com o objetivo de libertar os escravos e criar um Estado Islâmico no Brasil. E entre eles havia uma mulher: uma guerreira negra, linda e sensual, de nome Luiza Mahin. Esse livro conta sua luta e seus amores e a saga dos negros que se rebelaram em nome da liberdade. Luiza Mahin é um símbolo da emancipação das mulheres e traz no sangue a sensualidade das heroínas de Jorge Amado e a força das dezenas de negras que morreram lutando pela liberdade.

Orelha

O livro que o leitor tem em mãos, o nono da lavra do escritor, economista e professor da Universidade Federal da Bahia, Armando Avena, integra o desconcertante mosaico criativo deste membro da Academia de Letras da Bahia, pela originalidade narrativa e temática, com sólido apoio em fatos históricos e na suplementação criativa própria dos grandes ficcionistas. Seu penúltimo romance, O Manuscrito Secreto de Marx, de 2012, um dos 20 finalistas do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, é um marco inigualável na mescla da ficção com o aprendizado da História do Pensamento Econômico. O último livro de Avena, Dia de Lavar a Roupa dos Mendigos, de 2015, é obra que Aldous Huxley assinaria sem rebuços, tal o nível de sua sofisticação intelectual.

Luiza Mahin e o Estado Islâmico no Brasil é um romance que tem como pano de fundo a insurreição dos malês, o maior movimento de rebelião escrava no Brasil, com o propósito adicional de criar um Estado Islâmico em nosso país, desfechado a 25 de janeiro de 1835, por cerca de mil escravos armados com facões, navalhas, parnaíbas e uns poucos arcabuzes, liderados pelo negro muçulmano de nome Ahuna, apelidado de o Maioral, e por Luiza Mahin, bela escrava negra, mãe do futuro grande abolicionista, Luis Gama.

As ações guerreiras, aí, se alternam com o caleidoscópio de paixões férvidas, numa demonstração cabal de que os sentimentos humanos são os mesmos em todas as datas. Os amores de Luiza Mahin – os que ela alimenta e os que desperta, se desdobram, lado a lado, com lealdades, traições e vícios de causar rubor na arguida impudicícia de nossos dias. Os casos fesceninos do inglês que só chegava ao orgasmo com sua esposa branca por meio do cheiro mulheres negras, e o da nobre senhora casada, dona de Luiza, que se realizava, sexualmente, com as narrativas das escravas cuja prostituição estimulava, para gozo pessoal representam uma abordagem nova, inteligente e verossímil na literatura que versa sobre a escravidão no século XIX, como neste trecho: “A escrava de ganho podia escolher os homens com quem se acostaria, cobrar deles o dinheiro que bem lhe aprouvesse, tendo uma única obrigação: voltar para casa antes da meia-noite, para, ainda com o cheiro dos homens no corpo,  fechar-se  no quarto da senhora,  igualmente vestida de prostituta, tirar cada peça de sua vestimenta e excitar-lhe o corpo da mesma maneira que os homens da rua lhe haviam feito. Suzana prostituía-se por meio do corpo de suas escravas.”

Ouçamos mais uma vez o autor: “Foi então que transformou a primeira entre as suas mucamas numa ‘mulher de tarifa’, explorando-a no meretrício, mas não retirando daí qualquer ganho, pois não cobrava dela a diária de direito, permitindo que amealhasse inteiramente o recurso necessário para sua alforria, dela exigindo apenas que lhe contasse em detalhes cada um dos seus encontros. E assim, antes que o sol avermelhasse a baía, começava a vestir sua escrava com as peças que ela mesma comprava, sempre em dobro para vestir-se de igual maneira, e escolhia cuidadosamente a calça rendada que esconderia seu sexo, o pano suave para cobrir os seios, o adorno preparado para embelezar-lhe o  rosto e o perfume provocante para atrair os homens”.

É livro para os amantes da boa literatura.

Joaci Góes
Presidente da Academia de Letras da Bahia

Leia aqui o primeiro capítulo

Sobre o autor

Armando Avena é escritor e economista. Membro da Academia de Letras da Bahia, tem 8 livros publicados, com destaque para os romances Recôncavo, O afilhado de Gabo e O manuscrito secreto de Marx, publicado em 2011 e selecionado entre os 20 finalistas do Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional. É professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e atua como jornalista assinando coluna semanal de página inteira no principal jornal de Salvador. Publicou também o livro infantil Fabricio e as Estrelas, ilustrado pelo artista plástico Mario Cravo e editado pela Fundação Casa de Jorge Amado, e a coletânea de crônicas Dia de lavar a roupa dos mendigos. Em 2018, a Geração publicou seu romance Maria Madalena: O Evangelho Segundo Maria.

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