Fome

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Autor: Knut Hamsun
Gênero: Romance
Formato: 16×23 cm
Páginas: 176
ISBN: 978-85-6150-114-3
Peso: 0.25 kg.
Preço: R$ 32,00

Sinopse:
“Fome”, com a magistral tradução de Carlos Drummond de Andrade, é um dos maiores romances da literatura universal. Escrito pelo norueguês Knut Hamsun, autor singular e polêmico, premiado com o Nobel em 1920, descreve os tormentos de um escritor vagabundo e famélico que vagas pelas ruas com um toco de lápis, com o qual escreve crônicas para os jornais, dependendo disso para não morrer. Comovente, agudo, cheio de dor e sonhos, mas também de alegrias e esperanças, é um romance que se lê com entusiasmo e emoção.

 


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Knut Hamsun volta às livrarias com o romance “Fome” e seu amalucado personagem cult
Livro que encantou gerações traz os conflitos internos, as humilhações e os medos

Décadas depois de esgotado, volta às livrarias do Brasil, pela Geração Editorial e com tradução de Carlos Drummond de Andrade, o clássico “Fome” do polêmico escritor norueguês Knut Hamsun. Autor que ganhou o prêmio Nobel em 1920, flertou com o nazismo durante a II Guerra, foi preso e condenado e terminou seus dias em 1952, com quase 100 anos, preso num asilo de loucos, depois de ter sido um dos mais populares autores do mundo, ao longo de pelo menos meio século.

 “Fome”, que nesta tradução ganha a qualidade do texto de Carlos Drummond de Andrade, descreve de forma tragicômica as agruras de um escritor miserável e vagabundo, que vaga pelas ruas da antiga Cristiania (hoje Oslo, capital da Noruega) com as roupas em farrapos, famélico, levando um toco de lápis com o qual escreve artigos para jornais, dependendo do pagamento para comer e continuar vivo. Enquanto isso, reflete sobre o sentido da vida.

De forma angustiante, empolgante, você vai conhecer um homem pálido, jovem, criativo e com um vazio que o consome: a fome. Ele caminha pelas ruas quase desfalecendo, com o cérebro em brasas, buscando inutilmente ideias para os artigos que raras vezes saem do papel.

Os dias perdem cor e passam depressa enquanto a fome aumenta. Sem concentração, sem inspiração para escrever, o personagem divaga enquanto contempla o mundo e busca as razões para viver, sonhar e resistir.  “Se brotasse ao menos uma ideia, uma simples ideia, que me pegasse à força, me metesse as palavras na boca!”.

Na loucura, em meio ao desespero, pede um osso ao açougueiro, rói e procura feito um cão faminto pelos pedaços de carne. A consciência retorna e ele vomita, o odor de sangue seco é forte.

“Aquilo não tinha gosto; o cheiro nauseante de sangue velho subia do osso, dando vontade de vomitar. Fiz nova tentativa. Ah, se pudesse guardar um pedacinho de carne, certamente faria efeito; a questão era conseguir que ele ficasse lá dentro. Mas outra vez a náusea me invadia”.

Os conflitos do personagem ocorrem em situações que vão da lucidez à insanidade. Figura cômica, desprotegida, é fácil imaginá-lo nas condições mais tristes e deprimentes que parecem, muitas vezes, sem saída. Os críticos literários consideram Hamsun o criador do fluxo da consciência, ou seja, o pensamento do personagem é narrado de forma direta, sem cortes.

“Fome” é considerado o melhor livro deste autor muito conhecido no Brasil nos anos 40, quando aqui foram lançados títulos como “Um vagabundo toca em surdina”, “Pan”, “Frutos da terra” e “Vitória”, entre outros. Controvertido, excêntrico, polêmico, comovente, avassalador e monumental em sua obra cheia de sangue, vida e furor, Hamsun nos deixou uma obra paradoxalmente plena de amarguras, sonhos e descrenças, mas também de alegrias, otimismo e esperanças.

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