Estou viva, não uso mais drogas

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Autor: Bell Marcondes
Gênero: Biografia
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 368
ISBN: 85-750-9147-6
Peso: 0.5 kg.
Preço: R$ 39,90

Sinopse: O editor Luiz Fernando Emediato define este livro condenado ao sucesso – cineastas já disputam os direitos para filmá-lo – como uma obra de “alta-ajuda” – “uma verdadeira história de vida, que provoca emoção, leva à revolta e às lágrimas e, ao final, ao apaziguamento, pelo que revela de esperança e confiança no que um ser humano pode fazer para superar toda a dor e toda a humilhação, reerguendo-se literalmente do nada. Bell Marcondes, que conheceu a glória dos palcos e do sucesso, trabalhando para grandes nomes da música popular brasileira, como a cantora Simone, entre muitos outros, viciou-se em álcool e cocaína e foi decaindo até tornar-se indigente: viveu quatro anos e meio nas ruas de São Paulo, como pedinte, até se decidir sair dessa vida, um trapo humano. A partir daí, com ajuda de amigos e pela força de vontade, recuperou-se, num longo e penoso processo. Hoje Bell vive de fazer palestras sobre sua experiência, em escolas, faculdades, empresas, grupos familiares, clinícas de recuperações e instituições. O livro está saindo pelo selo Semente, criado pela Geração Editorial para livros de orientação pessoal e espiritual.

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Uma vida reduzida a pó
Em Estou viva, não uso mais drogas, produtora artística Bell Marcondes mergulha de cabeça em sua história de viciada em cocaína

Ela era uma produtora artística de sucesso, que trabalhou com grandes nomes da música popular brasileira, como a cantora Simone, no Projeto Pixinguinha com Emilio Santiago, Fafá de Belém, Beto Guedes, Show Canta Brasil, entre muitos outros. Ganhou dinheiro, correu o mundo, conheceu a glória e as luzes da vida artística. Viciada em drogas e álcool, foi pouco a pouco decaindo – até viver quatro anos e meio nas ruas, desgrenhada, suja, mendigando trocados, como indigente. Ruas das quais saiu, para recuperar-se e contar sua espantosa e terrível história. Estou viva, não uso mais drogas – O inferno de Bell é a história de uma paixão. A paixão pela cocaína. A paixão pelo viver cada momento a qualquer custo – ainda que isso custasse uma longa e sofrida temporada no inferno.

Essa história inusitada, que a todos comove quando Bell a conta, começou quando uma ex-menina pobre e autodidata, filha única de uma quase deficiente física, considerada anã, ingressa no meio artístico como assistente e depois produtora artística de sucesso. Do sucesso às drogas foi um passo. Bell foi apresentada à primeira carreira de pó lá pelo início dos anos 80. Se é verdade que quem ouviu a história de um viciado já ouviu todas, como a própria autora afirma no começo do livro, esta também segue um enredo conhecido: do primeiro contato com a droga à necessidade de consumi-la cada vez mais, da dependência absoluta que faz a pessoa largar tudo em nome do vício, da alternância de forte euforia com a proporcional depressão, só amenizada com fartas dose de álcool, a segunda paixão da vida de Bell.

Mas se nas camadas externas essa história de dependência é semelhante às outras, é na pungência com que foi exposta, no relato sem disfarce e sem enfeites que reside o impacto que o livro causa. Como afirma o jornalista Cristiano Dias, que leu e apresentou a primeira versão do livro, “pensei que se tratasse de mais uma história de viciado, mas fui nocauteado por ela.”

Estou viva, não uso mais drogas é o relato de uma viagem. Viagem nos dois sentidos do termo. O primeiro, a viagem do pó, com os sentimentos confusos que ela traz, como o da auto-confiança que encobre uma auto-estima em decomposição. Depois, a viagem pessoal. Aqui, Bell Marcondes faz um verdadeiro acerto de contas com o passado recente. A escrita do livro revela-se nitidamente um exercício de descoberta interior. É quando a autora se expõe sem reservas e sem se esconder no estilo rebuscado. É aqui que vem o nocaute e Estou viva, não uso mais drogas torna-se literatura da melhor qualidade. Nas palavras do repórter Sergio Dávila: “A melhor literatura nasce do desespero. Bell Marcondes fez um livro de emocionar estátua.”

Em certo sentido, lembra o Confissões de um comedor de ópio, de Thomas de Quincey. A busca pela droga trouxe a Bell Marcondes uma clandestinidade dupla. Para buscar a drogas nas chamadas bocas, e todo o risco que isso envolve – ela foi uma clandestina dentro de si mesma, por constantemente estar drogada em meio a gente que não estava e sentir que todos os olhares convergiam para si.

Pois ao mesmo tempo em que se dedicava à sua grande paixão, Bell era uma produtora artística respeitada e bem sucedida. Trabalhava entre nomes fortes da música popular brasileira. No auge, esteve à frente da organização de um show comemorativo de aniversário de ninguém menos que o rei Roberto Carlos. Os bastidores desses eventos constituem um curioso subplot do livro, com suas curiosidades e o enorme trabalho que envolve colocar um artista no palco para o seu público. Na época, freqüentava bons lugares e vivia em flats e hotéis de luxo. E tinha dinheiro, o que significava poder aquisitivo para as drogas.

Vinte e um anos depois da glória, Bell Marcondes estava arruinada. Trabalhar tinha ficado insuportável. Morava de favor ou em ambientes que espelhavam a degradação a que chegara. Vivia de empréstimos que nunca iria pagar. A maior parte do dinheiro ia para as drogas. Sobrava pouco para comer ou para os remédios da mãe de 79 anos. Chegaram a passar fome muitas vezes.

Chegamos agora à parte mais terrível do inferno de Bell. Depois da morte da mãe, foi morar na rua – virou literalmente uma sem teto – e nas ruas perambulava, pedindo trocados para a bebida ou o pó. Não tinha amigos nem família, lenço ou documentos. Implorava para usar banheiros de bares. Raramente tomava banhos. Andava suja e desgrenhada. Se algum dos artistas com quem trabalhou a visse, certamente não a reconheceria. Bell diria ter chegado ao fundo do poço, mas, como ela observa em seu livro, em fundos de poço às vezes há água limpa.

Seria o fim trágico mais previsível se, a partir de 2000, Bell não tivesse passado a fazer parte de uma ínfima minoria: os 5% que conseguem se recuperar de um estado de dependência tão avançado. Como, nem ela mesma sabe ao certo. Psiquiatria, remédios, várias internações certamente ajudaram. O que ela sabe é que a fissura volta sempre que abre um pacotinho de adoçante.

O resto é história de vida. História em que Bell Marcondes mergulha de cabeça num livro realmente espantoso Estou viva, não uso mais drogas é, sim, uma visita ao inferno, mas o final é surpreendente e feliz: hoje Bell continua se tratando – a droga a espreita em cada esquina – e fazendo palestras para estudantes, empresas, familiares ou quem queira ouvi-la. Sem auto-comiseração, ainda carregando suas marcas, mas digna. E, principalmente, viva.

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