Dinheiro sujo da corrupção, O

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Dinheiro sujo da corrupção, O
Coleção: História Agora
Autor: Rui Martins
Categoria: Reportagem
Formato 16×23 cm
Páginas: 208
Peso: 400gr
ISBN: 857509131-x
Cód. barra: 9788575091319
R$ 34,00
Editora: Geração

Sinopse:

Segundo volume da coleção História Agora revela os bastidores e segredos da operação que revelou as contas de Maluf no exterior e resultou em sua prisão pela Polícia Federal, em setembro de 2005, acusado de usar seu poder para impedir as investigações sobre a fantástica quantia de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos e colocado em contas secretas no exterior, principalmente na Suíça. O livro foi escrito pelo jornalista brasileiro Rui Martins, que vive há mais de duas décadas em Genebra, na Suíça, e acompanhou o dia-a-dia das investigações sobre as contas da família Maluf. O dinheiro sujo da corrupção conta como funcionam as contas secretas nos bancos suíços e nos paraísos fiscais, onde se lava o dinheiro da corrupção em governos de vários países, do tráfico de drogas e do terrorismo internacional. Foi o combate a estas atividades criminosas que permitiu às autoridades suíças informarem às brasileiras que membros da família Maluf tinham, sim, contas secretas, transferidas posteriormente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal nas proximidades da Inglaterra. Os adversários do político Paulo Salim Maluf sempre o acusaram de desviar recursos públicos, tanto que “malufar” passou a significar exatamente isso. Nunca haviam conseguido provar nada. Autoritário, egocêntrico, personalista, até recentemente era o fortíssimo líder de um grupo político que representava a tendência que assumiu seu próprio nome, o malufismo. O livro não só permite entender por que Paulo Salim Maluf está sendo acusado, com a conseqüente ruína de seu projeto político, como também entender como funciona a lavagem de dinheiro e o sistema de contas secretas nos paraísos fiscais. O dinheiro sujo da corrupção tem prefácio do lendário Jean Ziegler, o ativista e ex-deputado suíço que se tornou o terror dos bancos, autor de vários livros sobre lavagem de dinheiro.

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A história de como o político Paulo Salim Maluf acabou preso pela Polícia Federal

O segundo volume da coleção História Agora revela os bastidores e segredos da operação que revelou as contas de Maluf no exterior e resultou em sua prisão

Um acontecimento inusitado surpreendeu o Brasil em setembro de 2005: o ex-governador e ex-prefeito Paulo Salim Maluf foi preso pela Polícia Federal, acusado de usar seu poder para impedir as investigações sobre a fantástica quantia de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos e colocado em contas secretas no exterior, principalmente na Suíça.

A impressionante história de como os bancos suíços entregaram o político Paulo Maluf para as autoridades brasileiras, revelando as contas secretas que o tinham como beneficiário, mesmo quando em nome de seu filho Flávio ou de outros parentes, é contada pela primeira vez num livro mais que oportuno: O dinheiro sujo da corrupção – como a Suíça entregou Paulo Maluf, de Rui Martins.

Rui Martins e o jornalista suíço Jean Noel Cuenod, que também cobriu o caso para a imprensa européia, têm uma surpresa que certamente deixarão Paulo Maluf e seus familiares bastante contrariados: cobrarão em ato público, em Genebra, a promessa do ex-prefeito de entregar o dinheiro das contas “a quem o encontrar”. Como eles afirmam que encontraram o dinheiro, vão exigir que a fortuna lhes seja entregue, para que doem a alguma entidade brasileira idônea de trabalho reconhecido de combate à desigualdade social.

Rui Martins vive há mais de duas décadas em Genebra, na Suíça, e acompanhou todo o caso da revelação das contas e das investigações pelas autoridades européias e brasileiras. Seu livro é o segundo de uma coleção de instant books, inaugurada com o polêmico A usina da injustiça – como um só homem está destruindo uma cidade inteira, que revelou o conflito social entre o empresário Benjamin Steinbruch, controlador da Cia Siderúrgica Nacional – CSN e a cidade de Volta Redonda, onde a usina se localiza.

O dinheiro sujo da corrupção conta como funcionam as contas secretas nos bancos suíços e nos paraísos fiscais, onde se lava o dinheiro da corrupção em governos de vários países, do tráfico de drogas e do terrorismo internacional. Foi o combate a estas atividades criminosas que permitiu às autoridades suíças informarem às brasileiras que membros da família Maluf tinham, sim, contas secretas, transferidas posteriormente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal nas proximidades da Inglaterra.

O dinheiro sujo da corrupção tem prefácio do lendário Jean Ziegler, o ativista e ex-deputado suíço que se tornou o terror dos bancos, autor de vários livros sobre lavagem de dinheiro.

O inferno de Maluf

Paulo Salim Maluf, um dos mais polêmicos políticos brasileiros, que pontifica há cerca de quatro décadas na política de São Paulo, jamais imaginava que um dia estaria entre quatro paredes, preso, sob a rigorosa vigilância da sociedade, cuja ação impediu que ele tivesse inclusive as regalias sempre obtidas pelos ricos, nas raríssimas vezes em que se encontram – por poucas horas – numa cela de prisão.

O ex-prefeito, ex-governador e empresário vive na ocasião do lançamento deste livro o seu maior inferno, desde que surgiu na política brasileira nos anos 70, como presidente da Caixa Econômica Federal, prefeito e governador de São Paulo, com apoio e em conluio com a ditadura militar.

Seus opositores sempre o acusaram de desviar recursos públicos, tanto que “malufar” passou a significar exatamente isso. Nunca haviam conseguido provar nada. Autoritário, egocêntrico, personalista, só foi eleito de fato uma vez – para prefeito de São Paulo, graças aos truques do publicitário Duda Mendonça – e até recentemente era o fortíssimo líder de um grupo político que representava a tendência que assumiu seu próprio nome, o malufismo.
Ele poderia encerrar sua carreira e sua vida, nos próximos anos, sem nenhum problema legal grave, não fossem certas mudanças ocorridas no Brasil e no mundo.

As provas começam a surgir. Em setembro de 2005, Maluf e um de seus filhos estava preso. Por quê? No Brasil, foi decisivo, para isso, o crescimento do poder e da importância do ministério público, cujas investigações das denúncias puxaram os fios de uma meada que levou a documentos e provas capazes de lançar em completa desgraça a família do político, envolvida por ele próprio em depósitos de fortunas em várias contas no exterior.

No exterior, o ataque de extremistas islâmicos às Torres Gêmeas, em Nova York, o crescimento do tráfico internacional de drogas – e sua ligação com o terrorismo internacional – levaram alguns governos, principalmente o norte-americano, a pressionar os bancos para conferir maior transparência a determinadas contas na Europa.

Foram as facilidades de cruzamento de dados possibilitado pela evolução da informática, as pressões governamentais junto aos bancos e o fato de, no Brasil, alguns políticos se considerarem, enquanto no poder, donos da coisa pública, sem cuidado com seus atos ilícitos, que levaram à desgraça de Paulo Maluf.

Este livro de Rui Martins – jornalista brasileiro que vive há décadas na Suíça – não só permite entender por que Paulo Salim Maluf está sendo acusado, com a conseqüente ruína de seu projeto político, como também entender como funciona a lavagem de dinheiro e o sistema de contas secretas nos paraísos fiscais.

Em alguns momentos o livro precisa ser bastante técnico, o que poderia até torná-lo enfadonho, mas é exatamente aí – no relato minucioso de como acontecem as transações e como esse império está ruindo – que reside sua originalidade.

Paulo Maluf – assim como o argentino Menen, os peruanos Montesinos e Fujimori, os russos Pavel Borodine e Serguei Mikailov e o saudita Osama Bin Laden, entre outros – caiu em desgraça não só porque errou e deixou pistas de seus erros, mas porque os órgãos internacionais de controle de lavagem de dinheiro estão mais atentos e determinados a combater o crime organizado e a corrupção.

A corrupção política, que vive em concubinato com os corruptores privados – fornecedores de obras e serviços para o poder público – é especialmente dramática no Brasil. Tanto na Suíça como no Brasil o desvio de recursos do Estado é ética e moralmente condenável, mas sem dúvida no Brasil – país de desigualdades dramáticas – ele provoca prejuízos incomensuravelmente mais terríveis do que naquele país europeu. Cada dólar que se deixa de gastar em políticas sociais, em saneamento ou saúde, na Suíça é apenas um prejuízo para o Estado. No Brasil, pode representar vidas a menos – uma criança desnutrida que morre de fome ou contaminação, um jovem sem emprego que morre baleado no tráfico e por aí vai.

Como afirma no prefácio deste livro o suíço Jean Ziegler – o famoso inimigo dos bancos que lavam dinheiro – foram essas famílias humilhadas, que vivem na miséria, abandonadas pelos poderes públicos, que, durante anos, pagaram o preço da corrupção e da prevaricação dos políticos que desviam dinheiro para suas campanhas eleitorais e seus próprios bolsos. Conhecer esta realidade e saber combatê-la é importante para começar a mudá-la.

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