Diáspora

diaspora

Diáspora – Os longos caminhos do Exílio
Autor: José Maria Rabêlo e Thereza Rabêlo
Categoria: Memória
Formato 16×23 cm
Páginas: 280
Peso: 425gr
ISBN: 857509019-4
Cód. barra: 9788575090190
R$ 39,00
Editora: Geração

Sinopse:

O livro analisa a fundo a experiência dos golpes militares contra Goulart, em 64, e contra Allende, em 73, e da união das forças progressistas na França, que levou à eleição de Mitterrand, levantando questões muito atuais sobre os rumos de um possível governo de esquerda no Brasil. Memória, reportagem e reflexão, Diáspora é a mais completa obra sobre o tema publicado entre nós, redigida por duas pessoas que tiveram de viver 16 anos no exterior, perseguidas pela ditadura militar. Representa um verdadeiro manual de sobrevivência no exílio, diante do qual cabe a pergunta: será que o trem da História pode descarrilhar de novo no Brasil e em outras partes da América Latina?

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Memórias, reportagem e reflexão de 15 anos de exílio em três países fazem de “Diáspora” um relato indispensável

O jornalista José Maria Rabêlo e sua mulher Thereza Rabêlo saíram do Brasil logo após o golpe de 64 com os seus sete filhos e só voltaram com a anistia, em 79. Estiveram fora do País durante toda a ditadO jornalista José Maria Rabêlo e sua mulher Thereza Rabêlo saíram do Brasil logo após o golpe de 64 com os seus sete filhos e só voltaram com a anistia, em 79. Estiveram fora do País durante toda a ditadura militar. Com a deposição de João Goulart e depois de atribulada fuga, foram para a Bolívia, onde presenciaram o movimento militar que derrotou o governo constitucional de Paz Estenssoro. Novo exílio, agora no Chile. Lá, por coincidência num 11 de setembro, também numa terça-feira, como nos atentados terroristas dos EUA, os aviões da Força Aérea bombardeiam o Palácio de La Moneda, destroem a sede do governo e assassinam o presidente Salvador Allende, num golpe patrocinado diretamente pelos americanos.

José Maria e Thereza, fugindo às ditaduras militares que dominavam o continente, partiram com o resto da família para a França, exilados pela terceira vez.

Essa atribulada trajetória está relatada em Diáspora – Os longos caminhos do exílio. O livro é uma combinação de reportagem, memória e reflexão sobre as diferentes facetas da longa e crucial diáspora (do grego diasporá, dispersão de povos por motivo de perseguição política, étnica ou religiosa), vivida por milhares de brasileiros em cerca de 50 países.

Nunca antes a experiência do exílio fora tão bem retratada. Quando os Rabêlo saíram do Brasil, o filho mais novo tinha apenas nove meses, e o mais velho onze. Enfrentaram a difícil adaptação em três países diferentes, a luta pela subsistência em condições adversas, os mais diferentes conflitos políticos. Assistiram impotentes à consolidação da Ditadura brasileira, pela repressão e pelos altos índices do PIB durante o “milagre econômico”. Sentiram a saudade cada vez maior de seu país e a incerteza da volta, traduzidas por Rabêlo nestas palavras, referindo-se ao exílio: “Se há hora para partir, não há prazo para voltar. Sua regra é a incerteza. Pode durar apenas alguns dias, semanas ou uma vida inteira”.

Diáspora traz informações inéditas sobre a deposição de Goulart e de Allende. Procura levantar questões até hoje controvertidas, como, por exemplo, a total imobilidade do governo Goulart em face do golpe de 64, quando parecia dispor de um esquema militar imbatível. Ou, ainda, sobre o estrangulamento do governo Allende e do sonho de uma sociedade socialista e democrática no Chile, que culminou com o golpe de setembro de 73.

Trata-se de reflexões profundamente atuais, servindo como subsídio para as forças progressistas brasileiras, que elegeiram um presidente com posições de esquerda em 2002. Além do golpe contra Goulart e da crise que resultou na derrocada de Allende, são importantes o relato e a avaliação do processo de unificação das forças esquerdistas na França, determinante da vitória de Mitterrand em duas sucessivas eleições. Esclarecedor também é o retrato que os autores fazem do contraste entre os direitos sociais do povo francês e a miséria dos mesmos direitos no Brasil.

Longe de ser um depoimento amargurado, encerra uma série de lições. Obtidas a duras penas, mas que podem ser extremamente úteis, de modo especial neste momento em que se discute uma mudança de rumos para o País.
ura militar. Com a deposição de João Goulart e depois de atribulada fuga, foram para a Bolívia, onde presenciaram o movimento militar que derrotou o governo constitucional de Paz Estenssoro. Novo exílio, agora no Chile. Lá, por coincidência num 11 de setembro, também numa terça-feira, como nos atentados terroristas dos EUA, os aviões da Força Aérea bombardeiam o Palácio de La Moneda, destroem a sede do governo e assassinam o presidente Salvador Allende, num golpe patrocinado diretamente pelos americanos.

José Maria e Thereza, fugindo às ditaduras militares que dominavam o continente, partiram com o resto da família para a França, exilados pela terceira vez.

Essa atribulada trajetória está relatada em Diáspora – Os longos caminhos do exílio. O livro é uma combinação de reportagem, memória e reflexão sobre as diferentes facetas da longa e crucial diáspora (do grego diasporá, dispersão de povos por motivo de perseguição política, étnica ou religiosa), vivida por milhares de brasileiros em cerca de 50 países.

Nunca antes a experiência do exílio fora tão bem retratada. Quando os Rabêlo saíram do Brasil, o filho mais novo tinha apenas nove meses, e o mais velho onze. Enfrentaram a difícil adaptação em três países diferentes, a luta pela subsistência em condições adversas, os mais diferentes conflitos políticos. Assistiram impotentes à consolidação da Ditadura brasileira, pela repressão e pelos altos índices do PIB durante o “milagre econômico”. Sentiram a saudade cada vez maior de seu país e a incerteza da volta, traduzidas por Rabêlo nestas palavras, referindo-se ao exílio: “Se há hora para partir, não há prazo para voltar. Sua regra é a incerteza. Pode durar apenas alguns dias, semanas ou uma vida inteira”.

Diáspora traz informações inéditas sobre a deposição de Goulart e de Allende. Procura levantar questões até hoje controvertidas, como, por exemplo, a total imobilidade do governo Goulart em face do golpe de 64, quando parecia dispor de um esquema militar imbatível. Ou, ainda, sobre o estrangulamento do governo Allende e do sonho de uma sociedade socialista e democrática no Chile, que culminou com o golpe de setembro de 73.

Trata-se de reflexões profundamente atuais, servindo como subsídio para as forças progressistas brasileiras, que elegeiram um presidente com posições de esquerda em 2002. Além do golpe contra Goulart e da crise que resultou na derrocada de Allende, são importantes o relato e a avaliação do processo de unificação das forças esquerdistas na França, determinante da vitória de Mitterrand em duas sucessivas eleições. Esclarecedor também é o retrato que os autores fazem do contraste entre os direitos sociais do povo francês e a miséria dos mesmos direitos no Brasil.

Longe de ser um depoimento amargurado, encerra uma série de lições. Obtidas a duras penas, mas que podem ser extremamente úteis, de modo especial neste momento em que se discute uma mudança de rumos para o País.

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