Conversa das letras, A

A conversa das letras
Autor:Domingos Pellegrini
Ilustrador: Rubem Filho
Formato:20,5X27,5
Páginas: 24
Categoria: Infantil
ISBN: 9788581301037
Peso: 133gr
Preço: R$ 24,90
Editora: Geração Editorial
Selo: Geraçãozinha

Sinopse:

Estão dormindo as vogais, cada uma com seu ronco: aaaaaaa… eeeeeeeeeee… IIIIIIIIIIIIIIIIII… OOOOOOOOO… UUUUU… de repente cai um ponto de um i, e logo outro mais, mais outr o, até que as vogais vão bocejando acordar: ã ã ã ã ã ã Ã Ã Ã ê ê ê ê ê ê Ê Ê Ê Ê i i i i i i i i I I I I I ó ó ó ó ó ó Ô Ô Ô Ô u u u u u u u U U U U U U U U U U U U U U… Com lindas ilustrações de Rubem Filho, este é um livro encantador e engraçado para estimular as crianças a terem familiaridade com as letras e com a leitura.”

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Era uma vez um alfabeto

A conversa das letras, novo livro de Domingos Pellegrini, apresenta os sons e os formatos das letras de uma forma lúdica para crianças

Em um reino não muito distante, existe um grupo de letrinhas fazendo o maior alvoroço. São vogais dorminhocas que estão num sono profundo, repleto de roncos afinados. De repente, cai um ponto de um “i”, e logo outro pingo, mais outro, até que as vogais vão, bocejando, acordar.
Assim começa A conversa das letras, novo livro infantil do premiado escritor Domingos Pellegrini, inspirado nas histórias que o autor criava para os netos quando estavam indo dormir. Segundo Pellegrini, eles eram tão novinhos que ainda não entendiam as palavras, mas ficavam fascinados pelos sons das letras. A história é uma maneira de apresentar o alfabeto e também colaborar no processo de alfabetização dos pequenos.
O livro trata de questões de diversidade e diferenças de uma forma bastante lúdica. “Assim como a linguagem é formada de vogais e consoantes com seus sons diferentes, a humanidade é formada de pessoas e povos diferentes, com seus diversos costumes, idiomas, religiões e culturas. As diferenças são a maior semelhança. Se, por exemplo, todos os países fossem iguais, não haveria turismo… Se todas as pessoas fossem iguais, não seriam pessoas”, afirma Pellegrini.
A
obra conversa das letras foi ricamente ilustrada pelo mineiro Rubem Filho. O livro é lançado pelo selo infantil Geraçãozinha, da Geração Editorial.


Sobre o autor

O premiado romancista, contista, dramaturgo e autor de livros infantis Domingos Pellegrini talvez seja mais conhecido por romances como O Caso da Chácara Chão (2001) e O Homem Vermelho (1977), embora seja um autor bastante reconhecido na literatura infantojuvenil. Seu Mestres da Paixão (2007), por exemplo, obteve o terceiro lugar no Prêmio Jabuti, categoria livro juvenil. Autor profícuo, com mais de 50 títulos publicados, também participa de muitas coletâneas e antologias de contos no Brasil e no exterior (em países como Estados Unidos, México, Cuba, Alemanha, Itália, Chile, Dinamarca e França). Pela Geração, publicou também Terra Vermelha, e pela Geraçãozinha publicou No Hospital de Brinquedos.


Sobre o ilustrador

Rubem Filho nasceu e vive em Belo Horizonte. Ilustrador de livros infantojuvenis desde 1996, é formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard (Universidade do Estado de Minas Gerais), tendo se especializado em gravura em metal e litografia. Tem publicado quase 80 livros como ilustrador e projetista gráfico, e dois como escritor.

Entrevista com o autor

Você tem quatro filhos e alguns netos. Teria então um primeiro público de “críticos mirins” dentro de casa – ou seja, antes de escrever a versão final de seus livros para crianças, costuma contar as histórias a eles e ouvir suas opiniões?
Minha mulher, Dalva, e eu lemos para nossos netos na cama, antes de dormir, quando eles vêm passar o fim de semana em nossa chácara. Pietro e Caetano acostumaram-se tanto a isso que exigem as “historinhas”. Como ainda não sabem ler, com quatro e três anos, usamos livros infantis para inventar histórias sobre as ilustrações, para variar. Também conto histórias apenas orais, e eles gostam igualmente. A contação de histórias, além de excitar a imaginação infantil, cria um elo de afeto e apreço entre pais ou avós e as crianças. Dá-lhes, também, estabilidade emocional, sensação de compartilhamento e pertencimento familiar. É uma terapia para quem conta e para quem ouve. (Mas não conto a eles minhas histórias apenas na forma de texto, pois acho que eles apreciam muito mais com ilustrações. As histórias apenas orais são inventadas, com recursos de mímica e modulações de voz).

Em seus livros infantis você costuma usar estruturas versificadas e rimadas em muitos momentos. Você acredita que as crianças têm mais afinidade com a forma lúdica da rima poética do que com os textos apenas em prosa?
As histórias em versos são mais expressivas e criam um clima encantatório com a sonoridade das rimas. A metrificação contribui para dar uma cadência que une toda a história, dando-lhe um ritmo envolvente. Acredito que há mais mágica nas histórias em versos.

Por que escreve para crianças?
Escrevo histórias infantis visando a leitura compartilhada entre crianças e pais. A melhor contribuição que os pais podem dar para a civilização, e para a formação intelectual e emocional de seus filhos, é contar-lhes histórias, principalmente antes de dormir.

E quando começou  a escrever? O que te motivou a escrever tantos títulos infantis e adultos?
Escrevo porque tenho esse dom, que não é mérito, vem da loteria genética, o mérito será apenas de usar bem e aperfeiçoar o dom. Todos têm seus dons, artísticos, profissionais, relacionais, espirituais. Entregar-se ao dom é o melhor caminho para ser feliz, conforme Jesus: “eu sou o que sou”.

Você é um autor consagrado tanto na literatura adulta quanto na literatura para infantil. Em que medida é diferente escrever para adultos ou para pequenos? Como é seu processo de criação?
Nunca sento para escrever sem que tenha alguma história já na cabeça. Elas me vêm, como o vento passa pelas árvores. Por isso, seguindo o conselho de Maikovski, ando sempre com caneta e caderneta, para anotar o que o vento me traz… E desconfio que, como fui leitor infantil, juvenil e adulto, as histórias me vem para a criança, o jovem, o homem que fui e continuo sendo: o menino e o animal em mim negam-se a morrer.

A conversa das letras é um livro que brinca com os sons e formatos das letras do alfabeto. Quando a ideia surgiu?
A ideia surgiu contando histórias para os netos, na cama. Eles eram tão novinhos que ainda não entendiam palavras, mas ficavam fascinados pelo som das vogais e consoantes, indo do riso ao espanto conforme eu soltava uivos, sussurros, gemidos, estrilos, pios, roncos etecetera, usando vogais e consoantes. Era como se cada letra falasse, e então…

O livro A conversa das letras fala sobre comparações e diferenças, certo? Como  abordar a  diversidade com as crianças?
Assim como a linguagem é formada de vogais e consoantes com seus sons diferentes, a Humanidade é formada de pessoas e povos diferentes, com seus diversos costumes, idiomas, religiões e culturas. As diferenças são a nossa maior semelhança. Se, por exemplo, todos os países fossem iguais, não haveria turismo… Se todas as pessoas fossem iguais, não seriam pessoas.

 

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