Contos crueis

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Contos Crueis
Autor: Organizador Rinaldo de Fernandes
Categoria: Contos
Formato 16 x 23 cm
Páginas: 420
Peso: 650gr
ISBN: 857509145-X
Cód. barra: 9788575091456
R$ 54,00
Editora: Geração

Sinopse:

Essa nova coletânea de contos tem um foco muito preciso: a crueldade e a violência, tanto física quanto psicológica, no cotidiano dos brasileiros urbanos. Ou seja; a crueldade não está presente apenas nos conflitos políticos e armados, mas no dia-a-dia das pessoas. Os textos expressam várias formas e vozes – poética, cinematográfica, fragmentária, cômica, erótica, onírica. “Neste livro a polifonia alcança resultados maravilhosos, que reafirmam a qualidade de nossos ficcionistas contemporâneos”, escreve Linaldo Guedes na apresentação do livro. Contos Cruéis. Além do organizador, vários dos autores participaram do lançamento, entre eles Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon, Luiz Fernando Emediato, Ignácio de Loyola Brandão, Marçal Aquino e Nelson de Oliveira.

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Manual da crueldade

A impiedade e a literatura conhecem mil formas de encantar e inquietar – este livro de 47 autores apresenta todas elas com detalhes, em inúmeras formas e vozes: poética, cinematrográfica, cômica, erótica, onírica

Há pessoas que durante toda sua vida não conheceram a fúria do amor pleno, tampouco o afeto da verdadeira amizade. Mas duvido que haja alguém que, por mais curta que tenha sido sua existência, não tenha conhecido a crueldade nua e crua.

Só a crueldade é onipresente e onisciente. Só a crueldade é democrática. Ela não respeita cor, credo, idade nem orientação sexual. Muitas vezes ela não chega sequer a lançar mão dos socos e dos pontapés. Esta reunião dos contos mais cruéis da literatura brasileira só surgiu porque seu organizador sabia disso.

São 47 contos, entre inéditos e consagrados. São 47 contistas, entre canonizados, veteranos e novatos de várias regiões do país. São 47 cenas de coação física e psicológica. Mais psicológica do que física. Mais lírica do que escatológica. Mais literária do que sociológica. São 47 exemplos do vigor da literatura brasileira.

A realidade é perversa, o mundo não é povoado por risonhos arlequins e alegres querubins. Rinaldo de Fernandes é dos poucos críticos que não tapam o nariz nem viram o rosto. É dos poucos que não procuram ignorar o perfume podre da crueldade. Respeito as pessoas que, como Rinaldo, enfrentam o problema e dizem sem titubeio o que é preciso ser dito: “O Brasil se tornou mais violento nos últimos tempos. A nossa pobreza pede soluções que não chegam. As nossas cidades choram cotidianamente os seus mortos. O escritor vai fazer o quê? Pintar as ruas de risos e rosas? A vida brasileira pede uma literatura assim.”

Rinaldo sabe que a crueldade está presente até mesmo na beleza. Na beleza perene da obra de arte. Sabe que a civilização é irmã da barbárie. Que a inteligência é irmã da opressão. Sob cada magnífica obra do engenho humano — as pirâmides, as catedrais góticas, os arranha-céus — estão os ossos destroçados dos servos e dos escravos.

Os artistas e os escritores mais sensíveis sabem que a arte e a literatura também são devedoras do lado cruel, darwiniano, freudiano da existência. A grande arte e a grande literatura nascem do ócio. Para que uns poucos homens possam produzir beleza, outros, muitos outros, têm que viver na quase escravidão. É dessa situação complexa e multifacetada que trata essa multifacetada e complexa coletânea.

A crueldade e a literatura conhecem mil formas de encantar e inquietar. Este breve manual da crueldade apresenta todas elas com riqueza de detalhes. Mil formas, mil vozes: a poética, a cinematográfica, a jornalística, a fragmentária, a paródica, a confessional, a cômica, a erótica, a onírica… Linaldo Guedes, na apresentação, deixa isso bem claro: “Nesse livro a polifonia alcança resultados maravilhosos, que reafirmam a qualidade de nossos ficcionistas contemporâneos.”
Crueldade a muitas vozes: em 47 contos cruéis, o legítimo coro dos descontentes.

Nelson de Oliveira

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