Como John Lennon pode mudar sua vida

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Como John Lennon pode salvar sua vida
Autor: Alexandre Petillo, Eduardo Palandi e Pablo Kossa
Categoria: Música
Formato 16 x 23 cm
Páginas: 320
Peso: 600gr
ISBN: 8575097468
Cód. barra: 9788575097465
R$ 49,00
Editora: Geração

Sinopse:

Os discos de John Lennon (assassinado com cinco tiros em dezembro de 1980) e dos Beatles continuam chamando a atenção do público. Ouvir as músicas de Lennon com atenção e refletir sobre suas letras é conhecer o homem. Os autores de Como John Lennon pode mudar a sua vida fazem uma análise da obra-referente do cantor e as lições contidas em seus textos e atos – quase sempre mundanos e fúteis, desconstruindo o mito, mas revelando que as mensagens de Lennon contém ensinamentos que poderiam tê-lo transformado quase que num autor de autoajuda – ou de “alta ajuda”, como diz o editor da Geração, Luiz Fernando Emediato.

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Lennon por trás de suas canções

Livro ‘Como John Lennon Pode Mudar Sua Vida’ mostra a biografia do ex-beatle através de suas músicas, além das lições embutidas em seus atos

Era por volta das onze da noite do dia 8 de dezembro de 1980 quando John Lennon desceu de sua limusine, na porta seu prédio, o Dakota, em Nova York, carregando os tapes de um disco, provisoriamente chamado Walking in a Tin Line (Caminhando numa linha fina, numa tradução literal).
“Sr. Lennon?”, alguém perguntou.

John virou e levou cinco tiros à queima-roupa. O porteiro do Dakota, segurando o corpo agonizante do músico, perguntou ao assassino. “Você sabe o que acabou de fazer?”.

“Eu atirei em John Lennon”, respondeu Mark David Chapman, que saiu calmamente dali com uma cópia do livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Sallinger debaixo do braço. Morria, naquela noite, há 25 anos, um do maior e mais revolucionário nome da música mundial no século 20. Até hoje, os discos de Lennon e dos Beatles continuam chamando a atenção do público, que ainda os consome vorazmente – mesmo em se tratando de meros caça-níqueis, como o Lennon Acoustic lançado esse ano. Os hinos pacifistas de Lennon, como “Give Peace a Chance” e “Imagine” também resistem como trilha-sonora de protestos contra as guerras em pleno 2005 .

Um dos principais fatores que tornam perenes as canções de Lennon foi o fato que ele sempre escreveu sobre a única coisa que sabia: ele mesmo. Quando sentia dor, escreveu “Yer Blues”. Quando, depois de uma pulada de cerca, perdeu o amor de Yoko, lançou “Nobody Loves You When Your Down and Out”, onde propõe: “você coça as minhas costas, eu coço as suas”.

Sentindo raiva dos ex-amigos de Beatles, que humilharam sua esposa e o processaram depois do fim da banda, demonstrou que não acreditava em mais nada em “God”. “Eu só acredito em Yoko e em mim”, sentenciou antes de sacramentar a famosa frase “o sonho acabou”.

Ouvir as músicas de Lennon com atenção – durante os Beatles e principalmente na carreira solo – é conhecer o homem. “Mother” conta, por exemplo, o abandono dos pais e o trauma da morte da mãe. Com base nessa característica, eu, ao lado dos jornalistas Alexandre Petillo, Eduardo Palandi e Pablo Kossa escreveram o livro Como John Lennon Pode Mudar Sua Vida, uma análise da obra auto-referente do cantor e as lições embutidas em seus atos – mundanos e fúteis, na maioria das vezes, desconstuindo o mito.

Apesar de ser um dos nomes mais reverenciados em todo o mundo, Lennon nunca foi o ser mítico que parece. Suas letras nunca foram propositalmente messiânicas: expressava apenas o que se passava em seu interior, suas neuroses, medos, ódios e sonhos.

Lennon não era um poeta ou um escritor. Como músico, mal sabia tocar a guitarra, conhecia somente os acordes básicos do rock and roll – o suficiente para construir um canal de expressão. A diferença é que ele fez isso de forma genial – geralmente é o que basta.

Por isso que John Lennon não era do tipo que precisava de terapia. Exorcizava seus fantasmas na sua própria música. “As pessoas estão sempre vendo fragmentos, mas eu tento e vejo o todo. Não só na minha vida, mas o universo todo, o jogo todo”, disse.

À medida que John foi se aperfeiçoando como compositor, expôs mais de sua personalidade em suas canções. Quando estava preso no furacão da histeria beatle que ele mesmo criou, em meio a necessidade de encontrar um apoio, escreveu “Help!”. Em um momento de ação política, em que precisava do apoio das pessoas para que uma guerra estúpida, com a qual não concordava, chegasse ao fim, conclamou o povo para sair às ruas com “Power to the People”. No meio de outro furacão, o da paixão por Yoko que estava apenas no começo, em sua fase epidérmica, descontrolada, simplesmente gritou que a queria, que precisava dos seus braços, beijos, do seu sexo (“I Want You”). John sempre escreveu sobre si: quando teve raiva (“How Do You Sleep?”), quando esteve em alerta (“Instant Karma!”), em depressão (“You’ve Got To Hide Your Love Away”). Quando queria falar com ela com delicadeza e apresentar a nova mulher, chorou em “Julia”. Em tempos de reflexão, lembrou da infância com “Strawberry Fields Forever”. Recordando o passado, fez “In My Life”, aquela que foi eleita pela conceituada revista Mojo como a canção mais bonita de todos os tempos.

Você também, como Lennon, pode não precisar de terapia. Basta tentar entender que os atos mundanos acontecem e só precisamos botar tudo para fora. Ver todo o jogo. Como John. E ele via com uma clareza única, o que faz com que nós, seus fãs, busquemos uma luz nas conclusões que ele tirou da própria vida.

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