Cock & Bull – Histórias para boi dormir

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Cock & Bull – História Para Boi Dormir
Autor: Will Self – Novelas
Formato 14 x 21 cm
Páginas: 276
Peso: 350gr
ISBN: 857509040-2
Cód. barra: 9788575090404
R$ 39,00
Editora: Geração

Sinopse:

Chega as livrarias com nova capa, tradução revista e até novo título estas duas novelas de Will Self que surpreenderam a crítica e o público, e colocaram Will Self entre os grande nomes da literatura. Em “Histórias para Boi Dormir”, pessoas acordam com um órgão sexual sobressalente do sexo oposto e agem numa boa, como se nada tivesse acontecido. O ponto de partida é tão insólito que torna o livro difícil de ser descrito. A única coisa que dá para dizer é que é diferente de tudo o que já se leu.

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Geração relança Cock & Bull em edição cuidadosa, com nova capa, tradução revista, entrevista inédita com Will Self feita no Brasil e novo título: “Histórias para Boi Dormir”.

“Imagine um filme baseado na Metamorfose, de Kafka, com roteiro de William Burroughs e direção de David Cronemberg e você terá Cock & Bull”. Com estas palavras o Sunday Times, de Londres, definiu a nova sensação literária que provocou um abalo sísmico na literatura inglesa e mundial. Will Self disse logo a que veio em sua estréia na ficção, o livro de contos The Quantity Theory of Insanity. Mas foi no ano seguinte, 1992, que Histórias para Boi Dormir arrebatou crítica e público – um feito raro.

Não é para menos. Histórias para Boi Dormir é diferente de tudo o que já se viu. São duas novelas cruzadas que resultam em um romance admirável. Em princípio, podem parecer relatos mitológicos pós-modernos, semelhantes aos da antiga Grécia, com toda sua riqueza e onde tudo pode acontecer.

Pode acontecer, por exemplo, de homens acordarem com um órgão sexual feminino entre as pernas e vice-versa. Só que, no Olimpo, esta narrativa provavelmente viria com a carga magistral da vontade dos deuses ou deusas, e o fato seria rico em significados simbólicos. No mundo de Self, os personagens estão a tal ponto distraídos que nem notam que amanheceram com mais um órgão sexual fazendo parte de seus corpos. Não há deuses nem semi-deuses.

Os protagonistas se comportam numa boa, como se fossem produtos de uma pincelada ou de uma pena surrealista. De fato, as duas novelas evocam o universo de Breton e Dalí. Mas, em oposição ao Surrealismo, a forma do texto de Self nada tem de mecânica ou ocasional.

Pelo contrário, pela sua radical originalidade, Histórias para Boi Dormir tornou-se difícil de ser descrito. A Kirkus Reviews classificou o romance como “sinistramente fascinante; pequenas novelas que perscrutam o mundo fantasmagórico da ambigüidade sexual e a ambivalência moral”. E completa: “Selvagemente satírico e visceral, tão ameaçador quanto chocante.”

Temos em Cock & Bull a junção mais bem acabada da língua de Shakespeare – com quem Self foi comparado pela sua habilidade na condução da narrativa – com a linguagem pop-esquizofrênica do underground. O texto pode ao mesmo tempo lembrar um trecho do bardo como as guitarras do Sex Pistols. Não é por acaso que o The New York Times apontou Will Self como “a última sensação literária da Inglaterra”, afirmando que ele “possui todos estes dons que um escritor satírico pode desejar: um olho para o detalhe revelador, um ouvido para as pretensões do fraseado contemporâneo, uma habilidade para escrever uma prosa muito peculiar, que fulgura inteligência e perspicácia”.

O resultado é um livro ao mesmo tempo terrível e hilariante. O leitor vai gargalhar, mas vai também sair apalpando o próprio corpo.

A Geração Editorial lançou a primeira edição de Cock & Bull em agosto de 94. Naquele ano o autor veio ao Brasil para a Bienal do Livro de São Paulo, a convite da editora. Pelo seu temperamento – sobre o qual pode-se dizer que é, no mínimo, irreverente – marcou presença na cidade, freqüentando todas as festas e esvaziando em incrível velocidade todo o tipo de garrafas alcoólicas.

Agora, a segunda edição do livro vem completamente reformulada, a partir do título, Histórias para Boi Dormir, nova capa e tradução revista por Hamilton dos Santos, que também assinou a primeira tradução, além de uma entrevista inédita, na qual Self discorre sobre sua obra e relembra sua célebre passagem pelo Brasil. Uma edição caprichada à altura do escritor celebrado por Salman Rushdie como “uma figura cult” e realizada em respeito ao leitor.

Will Self hoje em dia apresenta um programa de televisão na Inglaterra. Garante que leva uma vida mais regrada e abandonou as drogas.

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