Cartas da Humanidade

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Cartas da Humanidade
Tradução e compilação:
Márcio Borges
Gênero: História
Acabamento: Flexível
Formato:  17x24cm
Págs: 468
Peso: 630g
ISBN: 978-85-8130-215-7
Preço: R$ 66,00

E-book
ISBN: 9788581302140
Preço: R$ 26,50

Sinopse: 
DE ZARATUSTRA A BARACK OBAMA, CARTAS ESSENCIAIS PARA A COMPREENSÃO DA HUMANIDADE
Em caracteres cuneiformes, pergaminhos, papéis diversos, e-mails, dos mais remotos desertos antigos às mais povoadas metrópoles contemporâneas, a humanidade vem trocando cartas e deixando suas mensagens, sem saber se durarão ou não, com os recursos disponíveis.
CARTAS DA HUMANIDADE é uma compilação impressionante desses documentos. Passando por religiões, artes, ciências, romances célebres, declarações de grandes reis, estadistas e presidentes, conflitos, intrigas palacianas, prenúncios de golpes de estado e guerras, frases preconceituosas e outras tantas curiosidades, o livro vai de Zaratustra, em documento do livro sagrado do Zoroatrismo de 6000 A.C, até uma Carta Aberta ao Povo de Illinois, escrita por Barack Obama em 2008, passando por documentos de grandes nomes como Einstein, Orson Welles, Marilyn Monroe, Che Guevara, Lenin, Fernando Pessoa, Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek, entre muitos outros.
Um livro precioso para quem ama guardar documentos que sempre terão ressonância no interior de cada um de nós.

Leia o primeiro capítulo

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UM COMPÊNDIO DAS CONTRADIÇÕES HUMANAS EM DECLARAÇÕES QUE VÃO DA RELIGIÃO À INTRIGA

O ser humano, mais que qualquer outro animal, é marcado por uma grande necessidade de comunicação. Por isso sempre produziu, desde suas primeiras pegadas na Terra, documentos de declaração a outras pessoas, em circunstâncias históricas diferentes e sob as mais diferentes pressões. Essas declarações, ainda que nascessem de uma necessidade circunstancial e provisória, devido à passagem do tempo passaram a ter importância histórica; e não só para arqueólogos, mas também para estudiosos do comportamento humano, das artes, da política, da psicologia e da sociologia. Somos movidos por essa necessidade de comunicação, que nos faz emitir sentenças duvidosas ou grandiosas, conforme o giro da história e a avaliação da posteridade – mas esta ressonância futura não podemos prever, humanos e passageiros como somos.

Cartas da humanidade, em tradução e compilação de Márcio Borges (494 páginas, Geração Editorial), com base em documentação extraída de jornais, revistas, livros e Internet, começa com um documento importante sobre o Bem e o Mal segundo a visão de Zaratustra, sábio do Zoroatrismo, uma das primeiras religiões da humanidade, em 6000 a.C. Todos sabem quem foi o Zaratustra de Nietzsche, mas poucos conhecem o sábio real que havia por trás dessa criação do filósofo genial. O livro termina com Barack Obama, e a sua “Carta aberta ao povo de Illinois”, falando de esperança e mudança, em 2008.

Essas cartas vão desfilando reis antigos e suas guerras, disputas, rivalidades, inimizades e preconceitos; envolvendo figuras que estiveram próximas a intrigas palacianas que mudaram a história, e figuras que contam muito para a história da arte. Uma das inúmeras curiosidades que este livro traz é a mulher considerada a primeira autora em primeira pessoa da história da Literatura, a alta sacerdotisa do deus Nanna, En-Hedu-Ana, de Ur (antigo Iraque). Nos provérbios de Ki-en-Gir, da Suméria, 2600 a.C., no mais antigo idioma escrito, os caracteres cuneiformes sumerianos, pode ser encontrada uma pérola poética como esta: “Os pobres são o silêncio da terra”.

As cartas, no entanto, decolam de antigas civilizações e modos de vida que hoje nos parecem muito estranhos por seus costumes e preconceitos, para séculos mais avançados, sempre trazendo episódios de valor histórico inegável, ou de interesse estético, como as cartas do infeliz casal de amantes sacrificados pela religião, o padre Abelardo e a freira Heloísa. Ainda no tópico religião, há desde os cantos aos deuses misteriosos do antigo Egito, celebrando funerais de faraós, à epístola de São Tiago, única carta atribuída a este apóstolo, no século I, e ao testamento de São Francisco. As religiões podem ser as mais diferentes, do Cristianismo puro ao Islamismo, mas a essência poética do louvor aos deuses e a constatação da precariedade dos mortais são sempre iguais.

Estas cartas também passam por muitos nomes célebres da filosofia e da ciência, como Locke, Copérnico, Spinoza e Galileu. E passam igualmente pelo mundo das artes. Vamos encontrar, neste tópico, o trágico amor de Oscar Wilde pelo jovem Alfred Douglas, que o levou aos tribunais e o baniu da Inglaterra, expresso numa carta; uma carta atormentada do grande poeta Fernando Pessoa a seu amigo, também poeta, Mário de Sá-Carneiro, que se suicidou; uma carta do escritor negro americano James Baldwin atacando o racismo norte-americano; uma carta de William Faulkner pedindo desculpas a Hemingway por uma grosseria que cometeu; uma longa carta de William Burroughs falando de suas experiências com todo tipo de drogas perigosas; uma carta do dramaturgo Henry Miller para sua mulher, a lendária Marilyn Monroe; uma mensagem de Marlon Brando, enviada na pessoa de uma índia, não indo pessoalmente buscar seu Oscar por “O poderoso chefão”, preferindo mandá-la para atacar o genocídio dos indígenas norte-americanos; cartas do cineasta Pasolini a Godard e de homenagem de Jeanne Moreau a Orson Welles e muitas outras.

O Brasil não está fora desta longa compilação, com as cartas célebres de Anchieta e Pero Vaz de Caminha, e dois documentos da maior importância, que todo leitor sonha ter: a carta ao povo brasileiro, de Getúlio Vargas, antes de seu suicídio; e a declaração de renúncia do presidente Jânio Quadros à Presidência da República em 1961, e ainda cartas de Juscelino Kubitschek.

O drama humano está sempre presente nestes documentos, seja em forma de pressão de altos poderes junto a dignitários que carregam responsabilidades tremendas diante da humanidade, seja em forma de histórias de amor impossível, ou de preferências sexuais condenadas (ver sobre isso a curiosidade de um julgamento de um travesti na Inglaterra medieval e as declarações horrivelmente preconceituosas do nazista Heinrich Himmler sobre os homossexuais). O drama humano e a necessidade desesperada de deixar um recado para o mundo, em forma de louvor ou de repúdio, marcam este livro que precisa ser conhecido por todos que se interessam pelo ser humano e por sua trajetória ao longo da História.

Sobre o autor:
MÁRCIO BORGES foi parceiro inicial de Milton Nascimento e um dos fundadores do célebre Clube da Esquina, cuja história contou em Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, também lançado pela Geração Editorial. Ele também publicou, pela Geração, a novela juvenil Os sete falcões, narrando uma aventura mitológica. Compondo e escrevendo, ele vive em Visconde de Mauá, estado do Rio.

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