Caneta e o anzol, A

A caneta e o anzol – Histórias de pescaria
Autor:  Domingos Pellegrini
Ilustrador: Fernando Souza
Gênero: Contos
Acabamento: Brochura
Formato: 13,5 x 21
Págs: 128
Peso: 190 grs
ISBN: 9788581301013
Preço: R$ 26,00
Editora: Geração

Sinopse:

Poucos escritores evocam com mais autenticidade a vida, os costumes e o modo coloquial de falar das pessoas do interior do que o consagrado autor paranaense Domingos Pellegrini, vencedor do Jabuti e diversos outros prêmios. Em 16 singelos contos ilustrados cujo tema predominante é a pescaria — sem nada de épico à semelhança de Moby Dick, mas com momentos de pura emoção que encontramos como em O velho e o mar, de Hemingway —, Domingos nos convida, neste livro encantador, a descobrir os prazeres simples da vida no campo, do encontro com os amigos, das reuniões em família, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio, trazidos à superfície pelo seu talento literário e pela notável sensibilidade do artista Fernando Souza.

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Os pequenos prazeres da vida em 16 histórias de pescaria

Domingos Pellegrini, grande cronista da vida no campo, nos deleita com histórias de pescaria, um dos passatempos mais agradáveis e relaxantes praticados pelo homem

Poucos escritores brasileiros evocam com mais autenticidade os costumes, a maneira de viver e o modo coloquial de falar das pessoas do interior do que o consagrado autor paranaense Domingos Pellegrini, um dos grandes cronistas brasileiros da vida no campo.
Em dezesseis singelos contos ilustrados cujo tema predominante é a pescaria, um dos passatempos mais agradáveis e relaxantes praticados pelo Homem — sem nada de épico à semelhança de Moby Dick, de Herman Melville, mas com momentos de pura emoção que encontramos em O velho e o mar, de Hemingway —, Domingos nos convida, neste livro encantador, a descobrir os prazeres simples da vida no campo, do encontro com os amigos, das reuniões em família, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio, trazidos à superfície pelo seu talento literário e pela notável sensibilidade do artista Fernando Souza.
Uma garça que observa um pescador, um avô que ensina o neto a pescar, um rapaz que quer fazer uma tatuagem, amigos decidindo qual tipo de isca usar, uma bem-humorada discussão entre vegetarianos e comedores de carne, o embate entre um pescador e um dourado: essas e outras situações prosaicas deste livro nos apresentam a pescaria como uma metáfora para a vida, em que cada momento a ser procurado e desfrutado é como um peixe.
No fundo, pescamos por diversidade, é, diversidade. Sentimos essa atração pelos peixes, e essa paixão por tirar peixes da água, porque somos tão diferentes. Eles vivem na água e não têm pernas ou braços, nada agarram, nada pisam. Nós vivemos na terra e necessitamos vitalmente do ar, onde eles morrem asfixiados como nós na água. Então, quando tiramos um peixe da água, parece que vencemos estas nossas fraquezas, trazendo-os para mostrar as suas, depois de viverem tão escondidos de nós.

Sobre o autor

Domingos Pellegrini é um dos maiores escritores brasileiros vivos, e também um dos raros no Brasil a viver da sua produção literária. Ganhador do Prêmio Jabuti em 1977 e em 2001, publicou pela Geração o romance Terra Vermelha, e pela Geraçãozinha os infantis No hospital de brinquedos, A história da gota d’água e A conversa das Letras. Autor profícuo, com mais de cinquenta títulos publicados, também participa de muitas coletâneas e antologias de contos, no Brasil e em países como Estados Unidos, México, Cuba, Alemanha, Itália, Chile, Dinamarca e França.


Entrevista com o autor

Como surgiu a ideia para escrever A caneta e o anzol? Alguma experiência pessoal?
Apaixonei-me pela pesca aos trinta anos, quando pescava para pegar peixes. Daí me desinteressei, como quem se apaixona por alguém apenas pela beleza do corpo. Depois, quase chegando aos sessenta, redescobri a pesca em sua beleza integral, de corpo e alma. Os peixes agora são pretexto para passar tempo com a natureza e o silêncio, as aves e as nuvens, o vento que passa e a paz que fica. Pesco pela graça, no sentido divino da palavra.

Nessas 16 histórias você nos convida a descobrir os prazeres simples como a vida no campo, encontrar amigos, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio. Como resgatar esses pequenos prazeres nos dias de hoje?
Nós temos um equipamento inigualável para apreciar os maiores espetáculos do planeta, que são os poentes e nascentes, o céu e suas nuvens movendo ao vento, as flores, das maiores às pequenininhas, das ervas equivocadamente chamadas de daninhas (deserto não tem ervas daninhas, né?…). Esses equipamentos sãos os olhos e os ouvidos, sem falar no nariz, na língua e na pele, que tantos prazeres também podem nos trazer. Esses equipamentos são gratuitos mas só nos gratificam se damos atenção a eles…

Quando começou  a escrever? O que te motivou a escrever tantos títulos infantis e adultos?
Escrevo porque tenho esse dom, que não é mérito, vem da loteria genética, o mérito será apenas de usar bem e aperfeiçoar o dom. Todos têm seus dons, artísticos, profissionais, relacionais, espirituais. Entregar-se ao dom é o melhor caminho para ser feliz, conforme Jesus: “eu sou o que sou”.

Você é um autor consagrado tanto na literatura adulta quanto na literatura para infantil. Em que medida é diferente escrever para adultos ou para pequenos? Como é seu processo de criação?
Nunca sento para escrever sem que tenha alguma história já na cabeça. Elas me vêm, como o vento passa pelas árvores. Por isso, seguindo o conselho de Maikovski, ando sempre com caneta e caderneta, para anotar o que o vento me traz… E desconfio que, como fui leitor infantil, juvenil e adulto, as histórias me vem para a criança, o jovem, o homem que fui e continuo sendo: o menino e o animal em mim negam-se a morrer.

Você afirma que seu estilo é o seu maior patrimônio e que ninguém escreveu como você escreve. Como definiria o seu estilo?
O estilo e a visão de mundo são os maiores legados de todo escritor. Augusto dos  Anjos, por exemplo, trata da morte na grande maioria de seus poemas, mas com tal paixão e encanto que sua obra é um monumento à vida criativa. As principais característica de minha literatura são a clareza envolvente, como a linguagem dos contadores de histórias, e a agudeza ética, sempre focando os desafios, transformações e superações de comportamento, já que somos a única espécie, neste planeta, destinada a melhorar.

Você é um escritor perfeccionista?
Não sou perfeccionista, mas não deixo de corrigir toda falha que perceba. Isso será ser perfeccionista? Só sei que procuro não reler o que sai publicado, porque sempre fico com gana de reescrever…

Quais foram as suas influências literárias? Algum autor (a) em especial?
Graciliano Ramos e Hemingway, pela clareza seca, a agudeza humana e a ética implícita. E um contador de histórias que li aos nove anos, e que não sabia ler nem escrever, suas histórias foram tão recontadas que acabaram escritas: Esopo.

Prefere vivenciar ou inventar histórias que escreve? Por quê?
Vivencio o que invento, e tudo que invento vem da vivência.

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