Amor exclusivo, Um

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Amor Exclusivo, Um
Autora: Johanna Adorján
Categoria: Romance biográfico
Formato 15,5×22,5 cm
Páginas: 208
Peso: 300gr
ISBN: 9788561501532
R$ 34,00
Editora: Geração

Sinopse:

A autora relata passagens do passado e presente e tenta remontar o último dia da vida de seus avós, sobreviventes do Holocausto, que resolveram se suicidar por conta da saúde frágil do avô, deixando apenas um bilhete escrito a mão e muita coisa no ar. Os dois são encontrados mortos, de mãos dadas e expressões serenas no rosto. Uma história real que pode ser lida como um emocionante romance de amor, que estimula as emoções e a reflexão em igual medida. Um relato arrebatador de tristeza e sofrimento profundo, que leva ao riso e às lágrimas.

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Eles juraran ficar unidos até que a morte os separasse… Mas nem a morte conseguiu separá-los

Geração lança no Brasil uma das grandes sensações da literatura alemã contemporânea,a história comovente e poderosa de duas pessoas extraordinárias
que morreram da mesma forma que viveram: inseparáveis

Este livro é incomum já a partir das primeiras linhas:

No dia 13 de outubro de 1991, os meus avós cometeram suicídio. Era um domingo. Na verdade, esse não é o melhor dia da semana para se cometer suicídios. Aos domingos os parentes ligam, os conhecidos querem dar uma passada para ir juntos passear com os cachorros. Uma segunda-feira, por exemplo, me pareceria muito mais adequada. Pois bem, fazer o quê.
Vera tem 71 anos e goza de boa saúde; István tem 82 e sofre de uma doença terminal. Húngaros residentes na Dinamarca, estão casados há quase meio século e são incrivelmente bonitos e  elegantes. Ambos suportaram os horrores do Holocausto e do regime comunista, mas não podem suportar a ideia de que a morte dele vai separá-los. Assim, naquele domingo de outubro de 1991, os dois cometem suicídio: morrem juntos na sua cama, de mãos dadas. E assim nasce um tabu de silêncio na chocada família que ficou para trás.
Dezesseis anos depois, a autora deste livro, neta do exótico casal, ignora a regra familiar de que “não falamos sobre esse assunto” e mergulha no passado proibido dos seus avós, aos quais mal chegou a conhecer, reconstruindo paulatinamente o último dia de vida deles. Enquanto procura solucionar o mistério em torno de suas trajetórias acidentadas, vai descobrindo como as experiências vividas por eles moldaram a sua família e fizeram da autora, Johanna Adorján, o que ela é hoje. Ao escrever sobre os avós, ela tenta reconciliar-se não só com a memória deles, mas também consigo mesma.
Muito mais que uma emocionante história de amor — amor “exclusivo” tanto no sentido de “único” quanto no sentido de “egoísta”, um amor que exclui todos os demais — esta pérola da moderna literatura alemã constitui uma jornada de autoconhecimento, empreendida com absoluto domínio da narrativa, num estilo impecavelmente claro. Forte, pungente, engraçado e lírico sem sentimentalismo, Um amor exclusivo é um livro encantador, que estimula as emoções e a reflexão em igual medida, por resultar do encontro de uma inteligência altamente sofisticada com a mais
profunda sensibilidade artística.

“Esta é uma história de amor intensa, complexa, otimista, apaixonada, dolorosa e muitas vezes cômica. É também uma história de busca por amor. E ainda a história de uma busca por uma história que é ao mesmo tempo pessoal e universal. Um passado que faz parte do presente.”  Lily Brett, escritora australiana, autora de Things could be worse

“Quando um suicídio ocorre, duas perguntas parecem inevitáveis: como e por quê? Um amor exclusivo responde a segunda por meio de especulação, como deve ser. No entanto, esta história sobre os avós da autora, cujas vidas foram tão repletas de grande pesar, mas também enriquecidas de alegria e elegância à moda antiga, soa absolutamente verdadeira. Um amor exclusivo é um livro de profundo impacto, lindamente escrito e traduzido. Sem ser sentimental e nem propenso a julgar, proporciona não apenas uma leitura envolvente, mas também uma boa razão para pensar e contemplar seriamente ao se terminar de ler. Ele oferece um prisma através do qual é possível examinar e talvez compreender um ato tão complexo, deixando de lado o sensacionalismo para poder enxergar a lógica e a profunda humanidade.”  Elizabeth Berg, escritora norte-americana, autora de The last time I saw you

“Uma história que é perturbadora em seu imediatismo, e que, por meio de uma sensibilidade intuitiva, capta uma verdade surpreendente… De maneira muito simples, sem páthos, sem artifícios, este relato pessoal está escrito com a infinita gentileza da tristeza que encontrou a paz.” Le Monde (França)

“Um belo livro.” L’Express (França)

“O estilo simples e direto dela transmite a história com uma claridade perfeita.” Le Figaro (França)

“No processo de assimilar fatos desconexos para construir uma história pungente e elegante, Adorján expõe suas próprias esperanças e medos, o que é um bônus a mais.” Kirkus Reviews (EUA)

Adorján escreveu um livro do qual emana uma sensação de casualidade da comédia da vida humana… Trata-se com certeza da obra de uma escritora nata, graciosa e convincente… um dos livros de memórias mais impressionantes publicados em anos.” The Australian

“Um relato arrebatador de tristeza e sofrimento profundo.” Vogue (Austrália)

“Um livro muito pungente.” Die Zeit (Alemanha)

“A frase de abertura mais impressionante desta temporada literária.” Libération (França)

“Uma narrativa maravilhosa sobre um casal extraordinário — encantadora, afetuosa e consoladora.” Buch Journal (Alemanha)

“Melhor descrito como obra de não-ficção, este livro de memórias levou-me ao riso e às lágrimas.” Herald Sun (Austrália)

“Um livro formidável… as sequências fluem pelo tempo e espaço, e da voz de uma pessoa para outra, com tranquila segurança, como uma grande composição musical.” Sunday Star Times (Nova Zelândia)

“O fato de que a autora não se cansa de investigar esse enigma, de que ela submete tudo a escrutínio repetidas vezes, com coragem e uma inteligência mordaz, faz com que o livro dela sobre um domingo sombrio se torne uma obra fulgurante.” Frankfurter Allgemeine Zeitung (Alemanha)

“Exclusivo, ou seja, singular, em todos os aspectos: no seu projeto, na sua realização e na sua tradução. Um empolgante conto de fadas suicida.” Irène Heidelberger-Leonard, Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica

“Fiquei muito emocionada com Um amor exclusivo — tamanha clareza de pensamento e sentimento! Johanna Adorján escreve com precisão e maleabilidade soberbas. É realmente um livro memorável.” Diana Athill, escritora inglesa, autora de Somewhere towards the end

“Um livro de memórias poderoso e impressionante, em que o real e o imaginário se fundem de maneira tão inconsútil, que ficamos completamente enfeitiçados. A corajosa investigação de Adorján sobre os seus avós, que sobreviveram tanto ao Holocausto quanto à invasão soviética da Hungria, ilustra a resiliência do espírito humano bem como o seu oposto, o modo como as injúrias do passado continuarão a ecoar pelas gerações vindouras.” Philipp Meyer, escritor norte-americano, autor de American rust

“O que temos aqui é o casamento de uma inteligência sofisticada com a sensibilidade de uma artista, gerando uma narradora que conta uma história familiar, como se fosse pela primeira vez. Este livro constitui, de fato, memórias enquanto literatura.” Vivian Gornick, crítica norte-americana, autora de The solitude of self

Sobre a autora

Johanna Adorján nasceu em Estocolmo em 1971. Estudou direção de teatro e ópera e trabalhou como editora para diversos jornais e revistas na Alemanha. Ela já escreveu peças teatrais e roteiros para o cinema. Atualmente mora em Berlim. Um amor exclusivo é o seu romance de estreia, e já foi aclamado por leitores e críticos literários de toda a Europa, Estados Unidos e Austrália.

Entrevista com a autora

1- O que achou de sua primeira experiência como escritora? É muito diferente escrever um texto jornalístico e escrever um texto literário?
Não achei muito diferente de trabalhar para o jornal, uma vez que em minha abordagem ao projeto usei métodos jornalísticos. Eu fiz entrevistas, tomei notas, visitei lugares ligados à história – apenas após meses de pesquisa eu comecei a escrever, e embora nunca tivesse escrito nada tão pessoal como jornalista, a parte de redigir ainda me pareceu muito similar.

2- O amor que há entre o casal que decide cometer suicídio é realmente exclusivo. A senhora acredita que existam casais hoje em dia que ainda sintam algo tão profundo?
Acredito que nenhum amor é como o outro. Cada amor tem suas próprias regras. Eu não saberia dizer se essas coisas horríveis que meus avós tiveram que viver (holocausto, guerra, emigração) podem ter moldado o amor deles da maneira inseparável e simbiótica que era – ou se o amor deles era tão “exclusivo”, desse modo excluindo basicamente a tudo e a todos os outros por conta de
suas personalidades.

3- A senhora acha que a melhor solução para o casal foi o suicídio? Daria um final diferente para eles?
Não tenho o direito de julgar – e não gostaria de fazê-lo. Foi o fim que eles escolheram para suas vidas e como sua neta apenas posso reconhecer e respeitar sua decisão. Além disso, como meu livro é de não-ficção, não poderia dar a eles um final de conto de fadas – “e eles viveram felizes para sempre”. Eles não viveram. Morreram por vontade própria, de mãos dadas. E, por estranho que pareça, não consigo imaginar minha avó morrendo de qualquer outra forma. Combina com seu personagem, por assim dizer. É triste para as pessoas que ficam, mas também é um fim para uma vida que demonstra muita determinação. Não consigo imaginá-la com bastante idade, fraca ou doente. Foi sua solução final, ela agiu do modo que queria, e eu consigo ver a beleza nessa atitude também.

4- A senhora crê que a menção ao livro A solução final (Final exit) em sua obra irá causar muita polêmica?
Não tenho motivos para acreditar nisso. Primeiro de tudo, A solução final foi um grande best-seller quando lançado em 1991 nos Estados Unidos. A obra é vendida até hoje. Nos países em que meu livro foi vendido, até o momento, não houve nenhuma polêmica a respeito.

5- A senhora é a favor da eutanásia?
Uma questão onde não há simplesmente sim ou não. Ao menos eu não tenho uma resposta simples para ela. Cada vida é única. Além disso, não sou especialista nesses assuntos, sou apenas autora. E não gosto muito de escritores que sempre comentam sobre assuntos que não dominam. A história que conto em meu livro é a de meus queridos avós que depois de uma certa idade decidem se matar. Foi assim que aconteceu, eu gostando ou não. Foi o fim de uma maravilhosa história de amor – e, é claro, é sempre triste quando uma história de amor chega ao fim.

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