98 tiros de audiência

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98 Tiros de audiência
Autor: Aguinaldo Silva
Categoria: Romance
Formato: 16x23cm
Páginas: 296
Peso: 500g
ISBN: 8560302069
Cód. barra: 978856002062
R$ 39,90
Editora: Geração

Sinopse:

Aguinaldo Silva, um dos maiores autores de telenovela do país, revela em seu novo e polêmico romance, 98 Tiros de Audiência, o que a TV não mostra: os bastidores da produção de uma novela. A estrela da Novela das Oito, Aurora Constanti, viciada em cocaína, álcool e sexo, amada pelos telespectadores e odiada pelo elenco, é assassinada em sua casa. Quem matou a estrela? Todos são suspeitos. O romancista mantém o suspense até o fim, numa movimentada e divertida ficção que parece verdade. O escritor, no entanto, conduz o livro com ironia – ele brinca com o tema policial e até com o próprio nome. Muitos dos personagens foram inspirados em pessoas reais, atores, atrizes, diretores da TV Globo e jornalistas. Como em Prendam Giovanni Improtta, também publicado pela Geração, Aguinaldo Silva escreve com talento sobre o que domina – assunto policial e produção de novela de TV: a fogueira de vaidades, a arrogância, a falta de ética de diretores e atores.

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Quem matou Aurora Constanti?

Novo e polêmico romance de Aguinaldo Silva, o maior autor de telenovelas da Globo, trata dos bastidores, segredos e intrigas da produção de uma novela

Um tiro certeiro atravessa os seios siliconados de Aurora Constanti, a diva da novela das oito da maior rede de televisão do país. Quem matou? São todos suspeitos, do autor, atores e atrizes ao diretor da emissora. Ao longo de todo o livro, num clima de tensão e com muito humor, Aguinaldo Silva – o consagrado autor da novela Senhora do Destino, atualmente em férias e morando em Portugal – conduz a trama, revelando os bastidores da produção de uma telenovela.

Muitos dos personagens – a começar pelo autor da telenovela estrelada por Aurora Constanti, que Aguinaldo admite ser ele próprio – foram baseados em personagens reais. Vera Fischer, Susana Vieira, Regina Duarte? O poderoso Boni? Jornalistas, políticos, artistas? Aguinaldo faz mistério e segredo. Que cada um tente descobrir quem é quem – ele é que não vai dizer.

O livro sai com grande estardalhaço. O autor veio de Portugal exclusivamente para o lançamento. Em dezembro, volta para Lisboa e deixa a polêmica correndo solta no Brasil. Sua próxima telenovela só estréia em 2008, até lá ele so descansa. Em 2010 ele pretende se aposentar e dedicar-se só à literatura.

Aguinaldo é autor também de Prendam Giovanni Improtta, também publicado pela Geração Editorial, e aproveita a polêmica em torno de 98 Tiros de Audiência para voltar às livrarias.

O novo romance de Aguinaldo Silva poderia se chamar Quem matou a Estrela?, mas o escritor preferiu ironizar o costumeiro expediente de introduzir uma morte misteriosa em telenovelas para atrair audiência. O romancista brinca com o tema e chega a brincar com o seu próprio nome. Aguinaldo Silva escreve com talento sobre o que domina – assunto policial e produção de novela de TV. E revela o que não aparece na telinha: a fogueira de vaidades, a arrogância, a falta de ética de diretores e atores.

Com personagens marcantes, vivos, de carne e alma, como é natural na obra de Aguinaldo Silva, tudo em 98 Tiros de Audiência parece verdade, apesar de se uma obra de ficção. Uma história simples torna-se cativante nas mãos do autor, diverte e faz pensar. A partir do assassinato da estrela da Novela das Oito Aurora Constanti, amada pelos telespectadores e odiada pelo elenco e pelo autor da novela, o escritor faz desfilar uma série de variados personagens e suspeitos (todos têm algum motivo para matar a atriz).

Aguinaldo Silva narra 98 Tiros de Audiência com maestria – ele sabe que o modo de contar é mais importante do que o enredo em um romance. O escritor usa depoimentos dos suspeitos à polícia, notícias de um blog, diálogos dos personagens principais e de secundários, mas sempre importantes dentro da história, o que os personagens pensam, passagens curiosas de bastidores de uma emissora de TV e de uma delegacia de polícia, além da voz irônica, às vezes ferina, do narrador.

Ninguém fica indiferente diante de Aurora Constanti, sonho de todos os homens, mesmo depois de morta; de seu fiel escudeiro ou “peniqueiro”, a superengraçada Haroldina Brunet; do honesto detetive Luís Trajano, que cai no conto dos lençóis de uma jornalista sem princípios éticos, Lílian Caronte; do asqueroso diretor da TV Mister Zee, chamado de Todo-Poderoso; do diretor da novela, o Quase-Quase; do megalomaníaco autor Everardo Lopez; do sórdido e surpreendente senador Jamil Soriano, ex-amante de Aurora, e de muitos outros. Retrato da TV e do país, 98 Tiros de Audiência é uma diversão inteligente.

O título do livro faz menção ao recorde audiência da novela no capítulo em que a estrela, morta na “vida real”, morre também na TV. O grande problema de quem faz a novela é manter ibope elevado sem a fascinante Aurora Constanti. Diante do fracasso, começa um jogo de acusações. Em síntese, todos são culpados pela morte da estrela e pela queda da audiência da novela.

Nascido em Carpina (PE), em 1944, Aguinaldo Silva estreou na literatura em 1962 com o romance Redenção para Job, escrito aos 14 anos. Durante muito tempo trabalhou no jornalismo e tornou-se um dos mais conhecidos repórteres de polícia do país. Deixou o jornalismo em 1978 para ser roteirista de cinema. Foi à TV, no entanto, que mais se dedicou. É autor do seriado Plantão de Polícia, da Globo, que fez sucesso com Hugo Carvana no papel do repórter policial Valdomiro Pena.

Aguinaldo Silva escreveu depois as minisséries Lampião e Maria Bonita, Bandidos da Falange, Padre Cícero, Tenda dos Milagres (adaptação livre da obra de Jorge Amado) e vários especiais. Um deles, Otelo de Oliveira, adaptação da obra de Shakespeare, foi exibido em emissoras de TV de 64 países, entre elas a BBC de Londres. Algumas de suas novelas de sucesso: Roque Santeiro, Fera Ferida, A Indomada e Senhora do Destino, que teve José Wilker no papel do bicheiro Giovanni Improtta, o Dr. Giová. Foi premiado como roteirista de cinema no Festival de Cartagena, na Colômbia, com o roteiro de República dos Assassinos, baseado em romance de sua autoria. Ganhou a Medalha de Ouro do International Film Festival de Nova Iorque com o roteiro da minissérie Lampião e Maria Bonita.

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