nov 23, 2020
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Povo de Deus: Quem são os evangélicos e porque eles importam.

Autor: Juliano Spyer
Gênero: Ciências Sociais
Acabamento: Brochura
Formato: 15,6 x 23 cm
Páginas: 280
ISBN: 978-85-8130-508-0
Preço: R$ 46,00
Editora: Geração Editorial

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Sinopse:

Por que 2020 é a década dos evangélicos?   Nos anos 1970, os evangélicos representavam apenas 5% dos brasileiros; hoje, são um terço da população adulta do país e, segundo estatísticos, superarão os católicos na próxima década.   Mais importante do que a magnitude dos números é o que isto representa: pretos e pardos pobres convertidos ao protestantismo ascendem socialmente, e hoje estão presentes no próprio Estado.  

Povo de Deus pretende partilhar com os leitores este fato que já é conhecido por sociólogos e antropólogos que estudam religião: entrar para a igreja evangélica melhora as condições de vida dos brasileiros mais pobres.

Escrito em linguagem direta e clara, o livro dá ao leitor acesso aos principais estudos sobre o cristianismo evangélico no Brasil.   Sem jargões e a linguagem nebulosa de muitos livros acadêmicos, Povo de Deus apresenta temas básicos que vão desde o que é o protestantismo pentecostal e de como ele se diferencia do protestantismo histórico até o exame das consequências do crescimento da presença evangélica no Estado, tema crucial considerando que o voto evangélico consolidou a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.  

Juliano Spyer argumenta que o preconceito que muitos brasileiros escolarizados expressam contra o cristianismo evangélico reflete o preconceito contra pobres que não se vitimam e buscam sua inclusão social via educação e consumo.   Este é um dos fenômenos de massa mais importantes do século, muito pouco conhecido pelas elites pensantes do Brasil, que ignoram a rica e extensa literatura acadêmica produzida nas últimas décadas sobre o assunto.

Release

POVO DE DEUS EXPLICA A ASCENSÃO DOS EVANGÉLICOS
E AJUDA A ENTENDER O BRASIL DE HOJE


O antropólogo Juliano Spyer conviveu com famílias de evangélicos durante um ano e meio, estudou a história das igrejas que mais crescem no país, conversou com especialistas no tema e mostra, nesse livro essencial, de linguagem simples e direta, como e por que os evangélicos estão mudando o país

A cada ano 14 mil igrejas evangélicas são abertas no Brasil e até 2032 o número de evangélicos no país será superior ao de católicos. Esse crescimento avança em espaços institucionais, no legislativo e executivo, em escolas e meios de comunicação.

O voto evangélico foi decisivo nas eleições presidenciais de 2018. Quem são os evangélicos, o que eles pensam, o que fazem, como e por que suas igrejas atraem tantos novos adeptos, e quem são eles? Essas perguntas e muitas outras são respondidas por Juliano Spyer no livro Povo de Deus, publicado pela Geração Editorial, obra essencial para entender o Brasil e o mundo atual.

“Num momento em que as grandes denominações evangélicas apoiam um governo que louva torturadores – e que o prefeito evangélico do Rio paga funcionários para obstruírem o trabalho da imprensa –, é saudável ver retratado em estudo cuidadoso o clima de honestidade dos fiéis que não podem ser confundidos com descaminhos éticos de certas lideranças”, firma Caetano Veloso na apresentação do livro de Spyer. “Até para poder lidar com os problemas daí advindos, é crucial que se leia Povo de Deus.”

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, afirma que o trabalho de Juliano Spyer “lança luz sobre o nutritivo trigo, sem deixar de amorosamente mostrar as artimanhas do joio”. E arremata: “Este livro já se tornou uma fonte de consultas para mim”. Também Patrus Ananias, deputado federal (PT-MG) e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, já leu e opina sobre o livro: “O cristianismo evangélico é uma forte e crescente realidade entre nós. Conhecê-lo é uma condição para bem compreendermos o Brasil em que vivemos. O livro de Juliano Spyer muito nos ajuda a percorrer os caminhos desse desafio instigante”. Leia outras opiniões sobre este livro no final do release.

O Brasil evangélico é o tema mais recente desse autor que há mais de dez anos apresenta temas novos e complexos para grandes audiências. Historiador (USP) e mestre e doutor pela University College London (UCL), em 2007 ele publicou o primeiro livro escrito no Brasil sobre mídias sociais (Conectado, Zahar). Publicado em 2018, Mídias sociais no Brasil emergente examina porque o brasileiro de baixa renda se encantou pela internet. Este e Povo de Deus resultaram da experiência de morar durante 18 meses, entre 2013 e 2014, em um bairro popular da periferia de Salvador.

“Juliano Spyer reúne neste volume os principais temas e debates estudados na Antropologia e Sociologia da Religião, relativos aos evangélicos no Brasil”, escreve no prefácio Gabriel Feltran, professor do Departamento de Sociologia da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e autor de Irmãos – Uma história do PCC (Cia das Letras, 2018). “É um texto de referência, a ser consultado no dia a dia, e um livro que pode ser lido também inteiro, de uma vez. Nas notas do livro, há referências para quem quiser se aprofundar ainda mais em cada assunto, na vasta literatura nacional e internacional sobre o tema.”

Juliano Spyer trata de maneira simples, clara, objetiva, equilibrada, desse tema complexo e difícil. Em tom didático, quase de conversa com o leitor, ele apresenta questões delicadas acerca das igrejas evangélicas no Brasil e em outros países e os vários pontos de vista desse universo, incluindo o dele, mas sempre com argumentação bem fundamentada. Faz ciência com tranquilidade, sem rodeio nem jargão acadêmico, apesar de sua sólida formação

Estado de bem-estar social informal

Para Juliano Spyer, “já não é possível entender e atuar no Brasil contemporâneo sem levar em consideração os evangélicos, e especialmente pentecostais e neopentecostais”, religiosos que são “desconhecidos íntimos” da população, sobre os quais muita gente fala e comenta notícias na mídia, sem conviver com eles, conhecer seus dramas e como as igrejas acolhem, escutam suas frustrações e oferecem apoio a essas pessoas.

Muitas vezes igrejas pentecostais e neopentecostais “ocupam o lugar das redes de solidariedade tradicionais presentes nas áreas rurais do Nordeste, de onde migraram e ainda migram muitos dos brasileiros que hoje habitam as periferias das grandes cidades”. Assim, a igreja se torna “uma espécie de família estendida […], um dos ambientes de convívio onde os moradores de bairros periféricos e de favelas podem pedir ajuda”.

Essas igrejas ocupam o espaço abandonado pelo poder público e por isso funcionam como um “Estado de bem-estar social informal”. O autor cita exemplos dos tipos de apoio possibilitados nas igrejas: encontrar emprego; conseguir vaga em clínicas de desintoxicação; ter acesso a especialistas médicos difíceis nos hospitais públicos; ter as compras de mercado quando o dinheiro acaba; interferir em brigas de casal; ter quem cuide dos filhos enquanto se está trabalhando ou em caso de doença; ter proteção contra ameaças de violência, entre muitas outras possibilidades. Aliás, a atuação das igrejas evangélicas na recuperação de dependentes químicos e traficantes é outro ponto abordado em detalhes em Povo de Deus.

Evangélicos e a política

No entanto, ressalta Spyer, “existem também as consequências que a popularização dessa nova versão do cristianismo produz nos contextos regionais e nacionais, e elas preocupam muitos brasileiros que não são evangélicos”. Essa é uma questão também detalhada pelo autor no livro.
“No âmbito local, o cristianismo evangélico ajuda pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, mas o outro lado desse fenômeno tem força nacional equivalente à das grandes empresas multinacionais e usa esse poder de comunicação e coordenação para formar quadros em cargos políticos e consequentemente levar esse ideário cristão para dentro do
Estado”, acrescenta.

A pauta de muitos parlamentares evangélicos tem interesse prático, de defesa de vantagens tributárias, alvarás de templos e concessões de rádio. “Essa atuação bastante coordenada contrasta com o desinteresse por causas de importância nacional”,escreve. Em geral, aos parlamentares evangélicos não interessam questões coletivas como o aquecimento global, a defesa da floresta amazônica e das terras indígenas, de projetos de melhoria das condições de saúde e educação, nem o combate à corrupção e ao trabalho escravo.

O livro argumenta que, ao atacar uma imagem caricata e ingênua de “evangélicos”, os críticos sugerem que o problema a ser combatido seja a religião e não o posicionamento de certas lideranças religiosas. Spyer propõe um caminho diferente, que não desqualifica o evangélico por ter valores conservadores. Ao tornar acessível a rica e robusta literatura produzida por cientistas sociais sobre o fenômeno evangélico, Povo de Deus oferece reflexões e dados para leitores que querem fazer a crítica eficiente e necessária, conhecendo a grande diversidade de igrejas e dos próprios evangélicos.

Mais opiniões sobre Povo de Deus

Entender o Brasil de hoje passa, obrigatoriamente, por entender a complexidade do campo evangélico. Povo de Deus é fundamental, riquíssimo. Leitura obrigatória e necessária.
ESTHER SOLANO GALLEGO – socióloga, professora da Unifesp

Nesta obra Juliano Spyer joga luz no incontornável tema do evangelicalismo brasileiro. Embasado em sólida pesquisa acadêmica e munido de uma escrita didática, Spyer examina conceitos, tradições e práticas do grupo religioso que mais cresceu no Brasil nas últimas décadas. Leitura indispensável para entender a sociedade brasileira contemporânea.
DAVI LAGO – pesquisador da Fundação São Paulo e capelão da Primeira Igreja Batista de São Paulo

Somente a discriminação e o desconhecimento conseguem explicar que um contingente tão grande da população brasileira seja resumido em uma única palavra. Afinal de contas, os evangélicos são muita gente e precisam ser enxergados em sua pluralidade. Ao construir essa ponte, que supera as generalizações, Juliano Spyer faz uma importante contribuição, especialmente nesse momento de tanta fragmentação e preconceitos.
TABATA AMARAL – ativista pela educação, Deputada Federal, Co-fundadora @mapaeducacao e @acreditobr .

É um equívoco científico e um desastre político tratar o cristianismo evangélico como força reacionária e avessa ao avanço democrático de que o Brasil tanto precisa. Juliano Spyer mostra, a partir de um cuidadoso e intenso trabalho de campo, as razões pelas quais esta religião tem sido capaz de fortalecer a coesão social de comunidades desamparadas pelo poder público, tornando-se assim um movimento cultural decisivo para compreender o Brasil de hoje.
RICARDO ABRAMOVAY – professor titular da FEA/USP e do IEE/USP

Cientistas sociais passam por um momento de reflexão: como explicar os acontecimentos dos últimos anos, e como que dinâmicas sociopolíticas, agora centrais, passaram despercebidas — ou, pelo menos, pouco discutidas — por tanto tempo? O livro de Juliano Spyer oferece uma extensa introdução a uma das principais transformações sociais das últimas décadas: o crescimento evangélico no Brasil e seus possíveis impactos. E é notável que o autor não tenha se planejado para escrever este livro, mas que o tema do cristianismo evangélico tenha se imposto enquanto o autor fazia seu doutorado.
MALU GATTO – professora do Institute of the Americas – University College London (UCL)

Este ótimo livro abre e expõe um depósito de tesouros de conhecimento sobre os evangélicos. A comunidade acadêmica — da qual eu faço parte — já descobriu muitas informações sobre esse grupo, mas infelizmente não fomos eficazes em comunicar o que sabemos para um público brasileiro maior. Juliano Spyer faz essa tarefa. O livro é bem-escrito, divertido e cheio de informações das pesquisas atuais que ajudarão tanto o leitor comum quanto o estudioso do tema a compreender o momento atual no país. Para citar Spyer, “2020 será a década dos evangélicos, e quem não entender o cristianismo evangélico não terá condições de pensar o Brasil atual”.
AMY ERICA SMITH – professora de Ciências Políticas na Iowa State University

Em tempos em que nos vemos presos a estereótipos e julgamento polarizados, os evangélicos acabaram por serem culpados e vilanizados pela eleição do Bolsonaro. Porém, como mostra Spyer, os evangélicos não podem ser generalizados como parte de um movimento monolítico já que são tão diversos quanto às suas ideologias políticas. Ao ler Povo de Deus é possível entender quais setores evangélicos se identificam e apoiam o ultraconservadorismo, mas também fica muito claro a importância do movimento para justamente nos tirar da situação do Brasil atual e nos levar para tempos mais felizes.
DAVID NEMER – professor de Estudos de Mídias na Universidade de Virgínia

Sobre o autor:

Juliano Spyer é mestre e doutor em antropologia pela University College London (UCL). Publicou, entre outros, Mídias Sociais no Brasil Emergente (Educ / UCL Press 2018) e Conectado (Zahar 2007). Entre abril de 2013 e agosto de 2014 Spyer morou, como pesquisador, em um bairro na periferia de Salvador, onde fez amizade e conviveu diariamente com famílias evangélicas. Este livro é um desdobramento dessa experiência. Para conhecer mais sobre seu trabalho, acesse o site: www.julianospyer.com.br

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