nov 23, 2020
admin

Fogo, Cerrado!

Autor: Marcos Wilson Spyer Rezende
Ilustrador: Bruno Liberati
Gênero: Literatura Brasileira
Acabamento: Brochura
Formato: 16x23cm
Páginas: 358
ISBN: 978-65-5647-013-9
Preço: R$ 52,00
Editora: Geração Editorial

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Sinopse:

O Cerrado Vivo é o principal personagem deste livro. Formado pelo entorno do Rio São Francisco expandido para Leste e Oeste, numa área de 2 milhões de km2, é fator de unidade territorial e cultural do país. Fogo, Cerrado! é um livro forte e que leva a reflexões profundas em meio a uma narrativa, como delírio, perto de um realismo cruel vizinho do naturalismo, em que transgressões do homem irracional são reveladas numa linguagem cruel, divertida, erótica, livre, poética, vigorosa. Fogo, Cerrado! é a força de um autor de fôlego próprio, vivo, original.

Release:

Escritor faz do Cerrado o personagem principal de romance

A Geração Editorial publica Fogo, Cerrado!, de Marcos Wilson Spyer Rezende, sobre a moderna conquista do Oeste Brasileiro a partir da construção de Brasília e que pode trazer profunda reflexão sobre o mundo atual

Livro de estreia do mineiro Marcos Wilson Spyer Rezende na ficção que a Geração Editorial lança agora no final de 2020, Fogo, Cerrado! começou a ser escrito em 1962 e pode motivar uma reflexão profunda neste mundo pandêmico. De acordo com a apresentação da editora, o livro reflete o olhar de um jovem, entre 11 e 15 anos, vivendo no centro das transformações históricas do prenúncio da ruptura democrática de 64. O Cerrado é o principal personagem do romance. Elaboradas e ricas ilustrações do artista Bruno Liberati, ícone da fase áurea do Jornal do Brasil, enriquecem a edição. Liberati morreu em junho, aos 71 anos. Em “Conversa ao final”, Marcos Wilson homenageia o ilustrador do livro, que tem capa de Alan Maia e projeto gráfico e diagramação de Genildo Santana.

Em longo, paciente e incansável trabalho de quase 60 anos, o escritor ampliou e aprimorou o texto, no início um conto e depois novela, e o transformou num vigoroso romance de 350 páginas. Quatro pessoas leram diferentes versões de Fogo, Cerrado! e fizeram sugestões, em parte aproveitadas pelo romancista.

O resultado é um romance de linguagem crua, divertida, erótica, livre, poética, uma narrativa perto de um realismo cruel vizinho do naturalismo, em que o Cerrado é personagem e cenário de conflitos entre fazendeiros, jagunços, retirantes, roceiros, trabalhadores na construção, meeiros, carvoeiros e padres.

Uma grande legião de personagens inesquecíveis povoa essa narrativa sobre a última grande invasão do cerrado brasileiro, em meados da década de 60, com a construção da estrada ligando o Rio a Brasília. A construtora monta um canteiro de obras em uma fazenda às margens da rodovia para onde leva centenas de trabalhadores do Nordeste.

Quando a obra chega ao fim, eles decidem permanecer naquela terra fértil às margens do Rio Santo Antônio, motivando a ira de proprietários rurais. É esse o cenário de uma pequena grande epopeia que coloca em um polo os donos das terras e, no outro, seus novos ocupantes, todos em total interação com a água, a terra, o ar, as árvores de um país chamado Cerrado.

Um pouco mais de alguns das dezenas de personagens, muitos deles magistralmente desenhados por Bruno Liberati: um coronel maçom e fazendeiro cego de ódio e obcecado por matar comunistas que querem tomar suas terras; um filho de jagunço de 12 anos à espera de um novo apocalipse com a chegada de uma onda de frio; uma jovem mulher adepta do amor livre; um líder camponês visionário; uma matriarca de poucas palavras e olhar incisivo, duro, que todos entendem e obedecem; um padre devasso e pedófilo, outro operário e um monsenhor ultraconservador. Além deles, peões de obras, caminhoneiros, retirantes, roceiros, carvoeiros, jagunços, nordestinos, pequenos proprietários de terra, um oficial do Exército, homens e mulheres da elite a caminho da nova capital do país.

Fogo, Cerrado! lembra algo do livro El llano em llamas [O planalto em chamas] do mexicano Juan Rulfo, considerado por Marcos Wilson o principal romancista latino-americano: “Uma obra regionalista, com uma narrativa direta, coloquial com as vozes dos personagens usando seu próprio vocabulário”. Rulfo abandona o realismo mágico de Pedro Páramo, sua obra maior, adotando um realismo bastante cru, beirando o naturalismo. Já Marcos Wilson mantém o realismo fantástico e se aproxima ainda mais do naturalismo, do evolucionismo de Charles Darwin, do pensamento do biólogo evolutivo e escritor britânico Richard Dawkins e do filósofo norte-americano Daniel Dennett. Fogo, Cerrado! tem tudo para transformar-se num marco da literatura brasileira.

Sobre o autor:

Marcos Wilson Spyer Rezende nasceu em Patos de Minas, em 1947, e morou também em Conquista de Minas, Sete Lagoas e Belo Horizonte. A infância e a juventude em Minas estão na essência de Fogo, Cruzado!, essa fase foi marcada pela passagem por seminário menor secular em Patos; moradia na Fazenda Santo Antônio em João Pinheiros; e, principalmente, pela militância política nos movimentos católicos JEC/JOC, em 63 e 64, e universitário, de 1965 a 1971, sendo um dos vice-presidentes da União Estadual dos Estudantes e, por dois anos, da União Nacional dos Estudantes, com base em Salvador e Recife. Começou o estudo superior na Escola de Sociologia e Política da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, em 1967, e formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, em 1976. Trabalhou como repórter e locutor da Rádio Cultura de Sete Lagoas em 1964 e 1965; repórter do Jornal do Bairro de Pinheiros, em 1974 e 1975; correspondente internacional e editor do Estadão, de 1977 a 1988; diretor de jornalismo do SBT de 1988 a 1997; managing editor do feed em português da CBS TeleNotícias, nos Estados Unidos; diretor da Gazeta Mercantil Latino-Americana. E Fogo, Cruzado! é, antes de tudo, um texto jornalístico, com tratamento literário. Depois de 10 anos na iniciativa privada, até 2014, em São Paulo, Marcos Wilson trabalha hoje na redação final de quatro obras. Além deste Fogo, Cruzado!, em parceria com o artista plástico Bruno Liberati, e editado pela Geração, tem prontos para publicação: as novelas Hóspede, do Tutoya Hilton (também em inglês, com tradução de Cary e Valéria Wasserman) e Suave Assassino, e os contos Histórias Curtas e Extraordinárias de Sete Reinos, com versões em português e inglês, textos baseados no avanço do evolucionismo darwinista alcançado por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Fritz Muller. É autor de Guerra Santa nas Malvinas (1983) em parceria com Roberto Godoy, Antônio Cabral e Hugo Martinez, e de Perspectivas do Mundo (1986). Ganhou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, em 1983, com “A Tragédia Argentina”, a melhor reportagem do ano nos países de língua espanhola e portuguesa. A reportagem aborda o drama de milhares de crianças desaparecidas cujos pais foram mortos e torturados pelo governo ditatorial de Buenos Aires.

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